quinta-feira, 18 de junho de 2009

O garoto do pijama listrado


Não é a função deste blog fazer propaganda de filmes, mas gostaria de indicar mais um, baseado na História da Humanidade, este filme trabalhando a partir do romance de John Boyne,mostra o Holocausto, na visão de uma criança.
Drama passado na Segunda Guerra Mundial, que mostra a amizade entre um garoto alemão, filho do comandante em um campo de concentração, e um garoto judeu, prisioneiro do campo. Claro que esta amizade proibida trará conseqüências para o garoto e seu pai.
O filme se passa em 1940 e tem início quando o garoto Bruno recebe a notícia de que terá que deixar sua confortável casa em Berlim e se mudar com a família para um lugar isolado, no campo. O motivo é a promoção de seu pai, um oficial nazista, que para ele é apenas um soldado.
Lá, ele conhece Shmuel, que também tem oito anos, mas vive do outro lado da cerca. As visitas ficam cada vez mais freqüentes e, curioso, ele passa a perguntar a seus pais e à sua irmã o que é esse lugar e quem são aquelas pessoas, mas as respostas, ora evasivas, ora negativas, não têm nada a ver com o que seu coração lhe diz.
Espero que gostem da indicação e aproveitem e observe o figurino que é uma verdadeira aula de história.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Eichmann


Adolf Otto Eichmann (nascido como Karl Adolf Eichmann) (19 de Março de 1906, Solingen - 1 de Junho de 1962, Ramla, perto de Tel Aviv, Israel) foi um membro político graduado da Alemanha Nazi e tenente-coronel da SS. Ele foi largamente responsável pela logística do extermínio de milhões de pessoas durante o Holocausto, em particular Judeus, o que foi chamado de "solução final" (Endlösung). Ele organizou a identificação e o transporte de pessoas para os diferentes campos de concentração, sendo por isso conhecido freqüentemente como o 'Executor Chefe' do Terceiro Reich.

Um filme baseado nas confissões finais feitas por Adolf Eichmann, antes de sua execução em Israel. Capturado pelo serviço secreto da Argentina quinze anos após o final da Segunda Guerra Mundial, Eichmann, era o homem mais procurado do mundo. Em suas confissões Eichmann relata que foi o arquiteto do plano chamado de Solução Final de Hitler.
Enquanto todos aguardavam pela condenação do executor chefe nazista, o capitão israelense Avner Less, cujo próprio pai falecera em um campo de concentração é o responsável pela dura tarefa de arrancar toda a verdade de Eichmann. O resultado desta batalha mental entre dois homens e o passado foi à transformação de toda uma nação.

Elenco:
Thomas Kretschmann... Adolf Eichmann
Troy Garity... Avner Less
Franka Potente... Vera Less
Stephen Fry... Minister Tormer
László Barnák... Night Young Guard
Dénes Bernáth... Benjamin
Anna Cachia... Protester
Brenda Camilleri... Protester
Máté Endrédi... Young Guard
Béla Fesztbaum... Dr. Kastner
Péter Geltz... Old Guard
István Göz... German Interpreter
Stephen Greif... Hans Lipman
Andrew Hefler... Young doctor
Shy Heller... Night Old Guard
Bernadett Kis... Sarah
Péter Laczó... Dieter Eichmann
Gábor Matejka... Mafia Driver
János Mercs... French Speaking Officer
Gyula Mesterházy... Nazi Official
Samuel Montague... Delivery Boy
Attila Müller... Chauffeaur
Viktor Noé... SS Officer
Tilly O'Neil... Child Hanna Less - Anvers daughter
Richard Rifkin... Elderly Man
Abdul Sattar Rehani... Husseini
Kerstin Sekimoto... Eichmann's secretary
Oliver Simor... Telephone Operator
Tereza Srbova... Baroness Ingrid von Ihama
Ádám Vadas... Horst
Judit Viktor... Ann Marie
Krisztián Vörös... Klaus Eichmann
Delaine Yates... Miriam Frolich
Scott Alexander Young... Dr. Robert Servatius

Dados do Titulo:
Título Original: Eichmann
Título Traduzido: A Solução Final
Gênero: Drama | Historia | Guerra
Duração: 96 Minutos
Ano de Lançamento: 2008
Direção:Robert Young

domingo, 14 de junho de 2009

A cidade dos buracos

Viva o Centenário da Independência!

No traço refinado de J. Carlos, as agruras dos chauffers cariocas às vésperas do Centenário da Independência, em 1922.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos namorados


As comemorações dos Dias dos Namorados possuem várias explicações possíveis, baseada na tradição cristã, romana e pagã. A Igreja Católica reconhece três santos com o nome de Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no Século III, em Roma, onde os casais celebram seu dia, em 14 de fevereiro.
Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II, que queria constituir um exército romano grande e forte, mas não conseguiu atrair muitos soldados, porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias e partirem para a guerra. Assim, o imperador proibiu os casamentos entre jovens e Valentim, revoltado, resolve realizar casamentos secretos. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.
Já na Roma Antiga, a data era celebrada em 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) no festival Os Lupercalia. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua namorada durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia).
Com o tempo, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França - e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializadas no início do século XIX.
Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se cria que o dia 14 de Fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves.
No Japão existem dois dias dos namorados. O primeiro é 14 de fevereiro, quando as mulheres dão presentes e chocolates para amigos, namorados e afins. E no dia 14 de março é a vez dos homens retribuírem o presente.
No Brasil comemoramos o Valentine's Day como Dia dos Namorados, em 12 de junho.
Feliz Dia dos Namorados para todos os apaixonados do mundo todo e aproveitem e façam à diferença

domingo, 7 de junho de 2009

Chama que não se apaga



“Acende a fogueira, João nasceu!” Parece canto de festa junina, mas foi uma ordem dada por Isabel assim que deu à luz, naquele 24 de junho. Conta a tradição popular que o fogo foi a forma de comunicar o parto à sua prima, Maria, que estava em outro ponto do vale. Maria também estava grávida: seis meses depois, era a vez de Jesus vir ao mundo.

Além dos laços familiares, João tinha outras coisas em comum com o profeta que daria origem ao cristianismo. Como Maria, Isabel também engravidou contra todas as probabilidades. Não era virgem, mas dizia-se que estava estéril e tinha idade avançada quando concebeu o último filho. Ele se tornou um pregador e ficou conhecido por batizar os gentios nas águas do Rio Jordão. Mas quando o apontavam como o esperado Messias dos judeus, ele anunciava: “Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das sandálias; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. Referia-se ao primo.

Para ganhar de vez o apelido de “Batista”, realizou um feito capaz de fazer inveja a qualquer outro santo: abençoou o próprio Jesus, testemunhando em seguida a descida do Espírito Santo em forma de pomba – era o início da meteórica missão do “filho de Deus”.

As qualidades de João Batista lhe garantiram lugar de honra entre os santos católicos. Equiparando-se a Jesus, ele é o único do qual se comemora o dia do nascimento, e não o da morte. A diferença de seis meses entre eles inspirou uma clara demarcação no calendário cristão: se dividirmos o ano ao meio, metade é para Jesus (de junho a dezembro) e a outra metade para São João (de dezembro a junho). (...)

Autora: Luciana Chianca

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Nelson Rodrigues


“Assim como há uma Rua Voluntários da Pátria, podia haver uma outra que se chamasse, inversamente, Rua Traidores da Pátria”.
Nelson Rodrigues,
(1912-1980), escritor, jornalista e dramaturgo.

"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico(desde menino)".

Nascido na capital pernambucana e quinto de quatorze irmãos, Nélson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Seu pai, o ex-deputado federal e jornalista Mário Rodrigues, perseguido politicamente, resolveu estabelecer-se na então capital federal em julho de 1916, empregando-se no jornal Correio da Manhã, de propriedade de Edmundo Bittencourt.
Segundo o próprio Nélson em suas Memórias, seu grande laboratório e inspiração foi a infância vivida na Zona Norte da cidade. Dos anos passados numa casa simples na rua Alegre, 135 (atual rua Almirante João Cândido Brasil), no bairro de Aldeia Campista, saíram para suas crônicas e peças teatrais as situações provocadas pela moral vigente na classe média dos primeiros anos do século XX e suas tensões morais e materiais.
Nélson faleceu numa manhã de domingo, em 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e respiratórias. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. No fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num "bolão" com seu irmão Augusto e alguns amigos de "O Globo". Dois meses depois, Elza atendia ao pedido do marido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide de seu túmulo, sob a inscrição: "Unidos para além da vida e da morte. E é só".

Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A9lson_Rodrigues

Ícone da luta pela independência, Cachoeira (BA)

Adriano Belisário

Outrora gloriosa, Cachoeira (BA) está recuperando os ares de prosperidade. Segunda maior cidade do estado por mais de trezentos anos, o município é desenhado por uma arquitetura barroca que ecoou os primeiros gritos de independência do Brasil. A relevância histórica do local, que lhe valeu o título de "heróica", não impediu o descaso com seu patrimônio ao longo do século passado. Mas, agora, reformas recentes e a criação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) injetam novo fôlego na região. No dia 25 de maio, esta instituição inaugurou o campus Quarteirão Leite Alves, que concentrará os cursos de letras e ciências humanas.

Oficialmente criada em julho de 2005, a UFRB contou com grande apoio do Monumenta. Charutaria no século XIX, o prédio do Quarteirão foi reformado por este projeto do Iphan/Ministério da Cultura. Cachoeira está entre as cidades que mais receberam recursos do programa, que lá investiu cerca de R$ 36 milhões. O edifício do Quarteirão localiza-se próximo à ponte D. Pedro II, cujos ferros cruzam o Rio Paraguaçu levando gente e trem à cidade de São Félix.

Durante a inauguração, a eleição de 2010 já parecia próxima por conta das faixas do PT e partidos aliados, que estavam espalhadas pelos arredores do Quarteirão, e o coro “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” entoado pela população local, que compareceu em peso à solenidade. O contraponto ficou por conta de alguns manifestantes que empunhavam cartazes pedindo mais laboratórios e professores.

"É importante reclamar. Mas agradeço a Deus ter uma boca e duas orelhas. Aqui tem pessoas muito mais letradas que eu, mas pesquisem se teve algum governo que fez 50% do que eu fiz para a educação", rebateu Lula. O presidente ainda improvisou: - Tem gente que não dá valor para restauração de prédios, assim como tem filho que não dá valor para um prato de comida. Diz que está ruim, mas não sabe o trabalho que a mãe teve para colocar aquilo lá.

A Universidade do Recôncavo foi proposta em 2002 pelo reitor da Federal da Bahia, o médico Naomar Monteiro. A instituição já possuia um campus no interior do estado: a Escola de Agronomia na cidade de Cruz das Almas. Após quatro anos, a UFRB iniciou suas atividades, com as aulas em Cachoeira sendo ministradas no anexo de uma escola estadual de Cachoeira e no edifício da Fundação Hansen Bahia, imóvel também recuperado pelo Iphan.

Na restauração do Quarteirão, só foram aproveitadas a fachada e poucas paredes internas do prédio. “Em 2003, Cachoeira era o maior centro histórico em pior estado de conservação do país”, lembrou Luiz Fernando. Algo distante do cenário onde figura o campus recém-inaugurado, que tem capacidade para abrigar 600 alunos dos três mil inscritos na Universidade do Recôncavo. Já em junho, o prédio será utilizado pela parte administrativa da instituição. As aulas serão transferidas para lá no segundo semestre deste ano.

Mas nem tudo está resolvido. “Apesar de termos muitos projetos sobre região, ainda são poucos os alunos de Cachoeira e São Félix na Universidade. Deveria ter uma intervenção maior nas escolas da região”, pondera Fábio Joly, professor da UFRB. Ministro da Educação, Fernando Haddad disse na entrega dos prédios que o governo anunciará em breve investimentos no setor de extensão daquela instituição.

Coordenado pelo historiador Antonio Liberac, o curso de História da Universidade do Recôncaco, ao qual Fábio também pertence, possui 13 docentes. Oriundos das mais diversas regiões do Brasil, eles estão, de fato, vinculados ao Centro de Artes, Humanidades e Letras, uma vez que lecionam também em outras graduações oferecidas pela Universidade, como Museologia e Ciências Sociais.

Segundo Joly, um entrave para as pesquisas é a restrição de acesso ao público do arquivo de Cachoeira, que encontra-se fechado. Porém, a demanda de consultas que será gerada pelas atividades do curso de História pode pressionar os responsáveis pelo acervo a mudarem esta situação. Reitor da UFRB, Paulo Gabriel diz que, do mesmo modo, o fluxo de pesquisadores criará uma circulação de ideias e atividades favoráveis à revitalização da cidade. A expectativa é que voltem os tempos heróicos do imortal vapor de Cachoeira e o local novamente torne-se um pólo de manifestações culturais.