terça-feira, 28 de julho de 2009

Noticias - Tesouros da Babilônia

Tesouros da Babilônia

Por Khalid al-Ansary

BAGDÁ (Reuters) - Arqueólogos iraquianos descobriram 4.000 artefatos, em sua maioria da antiguidade babilônia, incluindo carimbos reais, talismãs e tabuletas de argila marcadas em escrita cuneiforme sumeriana, a mais antiga forma conhecida de escrita.

O Ministério do Turismo e das Antiguidades anunciou na quarta-feira que os tesouros foram encontrados após dois anos de escavações em 20 lugares diferentes nas regiões entre os rios Tigre e Eufrates, a terra descrita pelos gregos da antiguidade como Mesopotâmia.

Além de artefatos babilônios, foram encontrados artefatos do império persa da antiguidade e outros de cidades islâmicas medievais, mais recentes.

"Os resultados destas escavações indicam que as antiguidades iraquianas não vão se esgotar no futuro próximo", disse um porta-voz do Ministério do Turismo e das Antiguidades, Abdul-Zahra al Telagani.

"Eles também nos incentivam a continuar o trabalho de reabilitação de nossos sítios antigos, para convertê-los em atrações turísticas."

Os artefatos serão transferidos para o Museu Nacional em Bagdá, que precisa ser reabastecido desde que saqueadores roubaram dele aproximadamente 15 mil artefatos após a invasão de 2003 liderada pelos EUA. Desde então, cerca de 6.000 dos itens roubados foram devolvidos.

Situado no coração de uma região descrita pelos historiadores como berço da civilização, o Iraque espera que a redução da violência para níveis não vistos desde o final de 2003 incentive turistas a visitar seus sítios antigos.

Alguns dos destaques potenciais incluem a cidade bíblica da Babilônia, famosa por seus Jardins Suspensos, a cidade assíria de Nínive, ao norte, relíquias de muitas cidadelas islâmicas medievais e alguns dos santuários e mesquitas mais sagrados do islã xiita.

O Iraque recebeu o primeiro grupo de turistas ocidentais no mês passado, e as autoridades esperam que venham outros.

Abbas Fadhil, chefe da equipe responsável pelas escavações, acha que alguns dos artefatos encontrados podem ter significado enorme.

Dos dois talismãs raros encontrados, um mostra um rosto esculpido em estilo sumeriano, emoldurado por um triângulo. O outro é uma pedra vermelha com um antílope correndo gravado nela.

Qais Hussein Rasheed, diretor interino do comitê de antiguidades e patrimônio histórico, disse a jornalistas que o país ainda tem um problema sério com saqueadores assaltando sítios arqueológicos.

"Esses sítios são vulneráveis a roubos intermináveis cometidos por ladrões, contrabandistas e quadrilhas organizadas, porque não são protegidos", disse ele. "Pedimos aos ministérios relevantes que mandem policiais para vigiá-los, mas não recebemos muitos até agora."

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A história da vacina é antiga


Ao perceberem que os sobreviventes de um ataque de varíola não voltavam a sofrer da doença, muitos povos tentaram provocar a moléstia numa forma mais branda. Os primeiros registros desta prática, que recebeu o nome de variolização, remontam aos chineses. Era conhecida entre diversos povos da África e da Ásia, como hindus, egípcios, persas, circassianos, georgianos, árabes.
Na Turquia, no início do século XVIII, duas inoculadoras de origem grega ficaram famosas – uma delas, a Tessaliana, chegou a imunizar cerca de 40 mil pessoas. As técnicas diferiam: algodão, com pó de crostas ou pus inserido no nariz, vestir roupas íntimas de doentes, incrustar crostas em arranhões, picar a pele com agulhas contaminadas, fazer um corte na pele e colocar
um fio de linha infectado ou uma gota de pus.
Embora a variolização pareça ter sido praticada em algumas regiões da França, na Escócia, no País de Gales e na Itália, atribui-se sua introdução na Europa à Lady Mary Wortley Montagu, mulher do embaixador britânico na Turquia, que fez inocular seus filhos. De Londres, a prática se espalhou pelo continente, popularizada pela adesão da aristocracia. Foram imunizados as princesas reais Amélia e Caroline, na Inglaterra, Luís XVI, na França, Catarina II, na Rússia.

A VARIOLIZAÇÃO LOGO CHEGOU ÀS AMÉRICAS.

Jesuítas inocularam índios no Brasil, e Zabdiel Boylston imunizou 243 pessoas durante uma epidemia em Boston, em 1721. Na mesma cidade, em 1764, novo surto de varíola levou à criação de dois hospitais particulares para inoculação. John Adams, mais tarde presidente dos Estados Unidos, submeteu-se ao tratamento. Este era prolongado – três a quatro semanas de internação e de duas a três em convalescença. Após ver seus exércitos ao norte devastados pela varíola, mudando o curso da guerra, George Washington ordenou a variolização compulsória de suas tropas em 1777.
Desde sua introdução na Europa, a variolização sempre enfrentou uma oposição ferrenha, que se agravou com a comprovação de que cerca de 2% dos inoculados morriam e muitos desenvolviam formas graves da doença. Com isso, em muitos locais, a prática foi suspensa.


A FAMA FICOU COM OUTRO

Quem ficou com a fama foi o inglês Edward Jenner, que em 1796 observou que as vacas tinham nas tetas feridas iguais às provocadas pela varíola no corpo de humanos. Realmente os animais tinham uma versão mais leve da doença, a varíola bovina, ou "bexiga vacum". Ao observar que as mulheres responsáveis pela ordenha quando expostas ao vírus humano tinham uma versão mais suave da doença, ele recolheu o líquido que saía destas feridas e o passou em cima de arranhões que ele provocou no braço de um garoto. O menino teve um pouco de febre e algumas lesões leves, tendo uma recuperação rápida. A partir daí, o cientista pegou o líquido da ferida de outro paciente com varíola e novamente expôs o garoto ao material. Semanas depois, ao entrar em contato com o vírus da varíola, o pequeno passou incólume à doença. Estava descoberta assim a propriedade de imunização. (O termo "vacina" seria, portanto, derivado de "vaca").

Jenner ficou com a fama mundial, mas parece não ter sido o primeiro realmente a inventar a vacina. O livro "A História e suas epidemias: a convivência dos homens com os microorganismos", do médico Stefan Cunha Ujvari, lançado pela Editora Senac, conta que muito antes disto os chineses já tinham criado seu método de imunização. Eles trituravam as cascas das feridas produzidas pela varíola, onde o vírus estava presente, porém morto, e sopravam o pó através de um cano de bambu nas narinas das crianças. O sistema imunológico delas produzia uma reação para o vírus morto e, quando expostas ao vírus vivo, o organismo já sabia como reagir, livrando os pequenos da doença.


Fonte http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=6147

terça-feira, 21 de julho de 2009

Patrimônio em perigo

Cidade em risco
Fundada em 1735 e antigo centro de mineração, Traíras (GO) está por um triz. Praticamente todas as edificações da cidade correm risco de desabar.
Juliana Farias

Não é só um prédio ou um monumento. É praticamente a cidade inteira. Com tantas construções caindo aos pedaços, o vilarejo de Traíras, no norte de Goiás, é um verdadeiro patrimônio em perigo. Fundada em 1735 pelo português Manoel Tomar, o lugar era o principal centro de mineração da região. Foi sede de uma das poucas casas de fundição da província, e até pelo menos 1800, quinze mil garimpeiros chegaram a circular por ali.

“Atualmente, esse arraial é o retrato do descaso brasileiro pela História. Só existem os restos de paredões e algumas casas, que ainda resistem de pé graças ao empenho de alguns moradores, que esperam receber indenização do governo como reconhecimento pela conservação”, denuncia a escritora goiana Sinvaline Pinheiro.

Da igreja do Rosário, tombada pelo Iphan em 1955, com parecer de Carlos Drummond de Andrade, só ficou uma parede de meio metro de espessura, cercada de muito mato e de um chiqueiro de porcos. Enquanto promessas e projetos de políticos não saem do papel, os poucos moradores que ainda sobrevivem ali lutam para suas casas não tombarem de vez.

Fonte:Revista da Biblioteca Nacional

domingo, 19 de julho de 2009

Máquina para pentear macaco


J. Carlos para Careta, 1907

Automóvel, avião, telefone, gramofone... A virada do século XIX para o XX foi uma época de grandes inovações tecnológicas. Mas as novidades nem sempre atendiam às reais necessidades das pessoas. J. Carlos não deixou por menos e fez piada com a febre de invenções.

O GUERREIRO GÊNGIS KHAN

Inspirado em pesquisas recentes, como a do historiador russo Lev Gumilev, Bodrov realizou O guerreiro Gêngis Khan, rodado no norte da China, na Mongólia e no Cazaquistão. O filme acompanha a trajetória de um povo nômade que conquistou um grande império.
Após a traição e morte de seu pai, o jovem Temudgin passa a ser tratado como um escravo pelos clãs de sua região na Mongólia. Auxiliado por sua noiva, com quem fez um pacto ainda na infância, Temudgin cresce com sede de poder. Em uma impressionante jornada, se torna um dos maiores conquistadores que o mundo já conheceu.
Entre batalhas épicas e as paisagens nevadas, Mongol ( Gênghis Khan ) reconstitui a história da formação desse império, que chegou a ocupar uma área que ia da Ásia à Polônia, passando pela Geórgia, pelo atual Iraque e pela Síria. Tudo isso entre o fim do século XII e o início do XIII.

O filme foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, quem quiser ter a ideia de como será o filme basta ver o vídeo abaixo, além disso o valor histórico do filme é incontestável.

O GUERREIRO GÊNGIS KHAN: (Alemanha, Cazaquistão, Rússia, Mongólia, 2007, 120 min). Direção: Sergei Bodrov. Distribuição: Europa Filmes.


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Platoon - mais um filme


Mais um filme histórico que recomendo para os aficcionados em história da guerra, Platoon é o retrato dos horres da Guerra do Viatnã, a humanidade não pode esquecer do drama que aquele povo viveu. Platoon (br: Platoon / pt: Platoon - Os bravos do pelotão) é um filme estadunidense de 1986, do gênero drama de guerra, escrito e dirigido por Oliver Stone.
O filme mostra a trajetória do jovem Chris, que troca a matrícula na universidade para servir como recruta no Vietnã, experimentando toda violência e loucura de uma carnificina sem sentido.
Na guerra o jovem trava contato com os sargentos Barnes e Elias. O primeiro, um assassino brutal e psicopata e o segundo, um pacifista inteligente e sensível. Apesar do maniqueísmo, o filme possui cenas antológicas, como a chegada ao Vietnã, a chacina de uma vila vietnamita e o primeiro contato do pelotão ("platoon") com o inimigo. Este é o resumo do filme, mas vale salientar que em torno da história de ficção está a história verdadeira, por issso vamos fazer um apanhado do contexto histórico.
Em 1946, a tentativa francesa de restabelecer o colonialismo no sudeste asiático, provocou a Guerra da Indochina, em que o imperialismo francês enfrentou grupos de guerrilhas no Vietnã e no Laos, culminando com a derrota francesa na Batalha de Dien Bien-phu em 1954. Nesse mesmo ano, a Conferência de Genebra, convocada para negociar a paz na Indochina, reconheceu a independência do Camboja, Laos e Vietnã. Na conjuntura internacional marcada pela "guerra fria", o Vietnã dividiu-se em duas porções a partir do paralelo 17: o norte, socialista representado pela República Democrática Popular do Vietnã, liderada por Ho Chi Minh, com capital em Hanói e o sul, capitalista formado pela República Democrática do Vietnã, comandada por Ngo Dinh-diem, com capital em Saigon. Segundo a Conferência de Genebra, a divisão era temporária e a reunificação do país deveria acontecer em 1956, com a convocação de eleições populares.
O cancelamento das eleições pelo governo do Vietnã do Sul, desencadeou a Guerra do Vietnã em 1960, ano em que também foi fundada a Frente de Libertação do Vietnã do Sul, da qual germinou o "vietcong", guerrilha comunista apoiada pelo Vietnã do Norte. O regime pro-ocidental do sul, pressionado pelos vietcong, passou a contar com a colaboração de consultores norte-americanos enviados pelo presidente John Kennedy.
Em 1964, alegando que navios americanos tinham sido atacados por lanchas do Vietnã do Norte, o presidente Lyndon Johnson, autorizou a intervenção militar ao país asiático, que no auge da guerra chegou a ter 550 mil soldados combatendo no Vietnã do Sul. Uma nova escalada de guerra iniciou-se em 1965, quando o governo dos Estados Unidos iniciou um bombardeio sistemático sobre o Vietnã do Norte.
Em janeiro de 1968, o Vietnã do Norte e os vietcong, desencadearam a "ofensiva do Tet" (o ano-novo vietnamita) e o presidente Johnson determinou a paralisação dos bombardeios. Importantes cidades do sul foram ocupadas pelos nortistas, que chegaram à periferia da capital Saigon. Vindos de uma guerra de libertação contra a França, os norte-vietnamitas usaram melhor as estratégias de guerrilha aproveitando-se das vantagens geográficas (selva fechada e calor de 40 graus) para derrotar os norte americanos. Esses por sua vez, não mediram esforços e investindo mais de 250 bilhões de dólares, além de terem utilizado material bélico condenado pelas Nações Unidas, como bombas químicas de alto poder destrutivo, destacando-se as desfolhantes como a de "napalm".
Em campanha eleitoral, o candidato republicano Richard Nixon, prometia "trazer os rapazes de volta", mas eleito presidente, realizou a vietnamização do conflito, que entre 1969 e 1973, combinava a retirada gradual com pesados bombardeios sobre o norte e com intervenções militares no Laos e Camboja (Segunda Guerra da Indochina), visando eliminar as "trilhas Ho Chi Minh", usadas pelos vietcong.
Em 1973, os Acordos de Paris estabeleceram o fim do envolvimento norte-americano na Indochina, oficializando o término da Guerra do Vietnã, com a derrota dos Estados Unidos. No ano seguinte o Khmer Vermelho (comunista), assumia o poder no Camboja através da conquista de Phnom Penh, capital do país.
A luta entre as forças sul-vietnamitas e vietcong continuaram até o dia 30 de abril de 1975 quando os Estados Unidos retiraram seus últimos representantes de Saigon, que cairia sob domínio das tropas vietcong. A Guerra do Vietnã chegava ao fim com a conquista de Saigon pelos vietcong e a reunificação do país sob regime comunista, com a denominação de República Socialista do Vietnã.

Fonte: Revista de História

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Forró - Deixa a Chuva cair