domingo, 3 de janeiro de 2010

Notícias

Povo de fé
Museu de Arte Popular mostra como a religiosidade transborda pelo Nordeste

Gilberto Gil cantou a pedra: o povo do sertão acredita piamente nas coisas lá do céu. Nas ruas ou igrejas, basta dar uma volta pelas cidades do Nordeste para se deparar com obras de arte carregadas de religiosidade. No Museu de Arte Popular essas manifestações estão reunidas na exposição Caminhos do Santo.

São ritos, símbolos e mitos transformados em bonecos de barro, pinturas e artesanato, além de fotografias que retratam a fé inabalável do sertanejo. Até 20 de maio.

O museu fica no Pátio de São Pedro, casa 49, São José. Visitações de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Mais informações pelo telefone: (81)3232-2969 / 2803.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Um palácio para o rei do futebol

Um palácio para o rei do futebol
Museu Pelé começa a ser construído em Santos. Acervo contará com objetos, documentos, vídeos e fotografias do maior jogador de todos os tempos
por Dafne Melo
MUSEU PELÉ/DIVULGAÇÃO
Modelo virtual do interior do Museu Pelé, a ser inaugurado em 2012 na cidade de Santos
Após festejar a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016, Edson Arantes do Nascimento – o Pelé – comemorou também o início das obras para a criação de um museu dedicado a ele. O local escolhido para abrigar a instituição não podia ser outro: a cidade de Santos.

“Tivemos propostas de fazer na África, Estados Unidos, Emirados Árabes, mas felizmente ficará em Santos”, afirmou Pelé. O museu será instalado em um edifício antigo no centro histórico da cidade – o casarão do Valongo – e faz parte dos projetos da Prefeitura para revitalizar a região.

O empreendimento será financiado tanto pela iniciativa pública quanto por investimentos privados. O custo total do projeto deverá chegar à casa dos R$ 20 milhões. A previsão é que o museu seja inaugurado em 2012, a tempo de receber os turistas e amantes do futebol que virão ao país para a Copa de 2014. O acervo da instituição contará com objetos, documentos, vídeos e fotografias do rei do futebol, que integrarão uma mostra permanente. Outra área será reservada para exposições temporárias.

sábado, 28 de novembro de 2009

Reação à intolerância religiosa: diga não ao preconceito

Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. Por Jamile Menezes Santos - Estudante de jornalismo de Salvador

Foto: Wilson MilitaoEm meio a cerca de cinco mil religiosos do Candomblé, dentre pais, mães, filhos e filhas de santo, duas senhoras começam a distribuir panfletos com mensagens bíblicas. Até então tudo respeitoso, até quando a distribuição começa a ganhar palavras de ordem: “Conheçam Jesus!”, ou “A religião de vocês é doDiabo, nosso Deus é bom! Confusãoformada e logo apartada por algumas pessoas. Não bastando a manifestação discriminatória explícita, logo depois a agressão: da janela de uma casa alguém joga água sobre os religiosos que, vestidos de branco, pediam respeito ao culto dos Orixás. Essas manifestações de intolerância buscavam intimidar, sem resultado, os participantes da III Caminhada pela Vida e LiberdadeReligiosa, realizada em Salvador nodia 25 de novembro.

A religião do Candomblé foi tema de muitas atividades duranteo mês da Consciência Negra na capital baiana. As agressões motivadas pela intolerância das seitas evangélicas são vivenciadas cotidianamente por muitos Terreiros em Salvador,em especial nos bairros onde estas comunidades estão mais concentradas. “Aqui na minha comunidade (Itapuã), apesar de termos vencido a Igreja Universal na justiça, por conta do crime cometido contra Mãe Gilda, ainda sofro perseguição por grupos de evangélicos. É só entrarem lojas e as pessoas saem correndo, somos ofendidas na rua por estar trajando roupas religiosas. São ofensas todos os dias aqui, dirigidas a mim e aos filhos da Casa”, denuncia a ialorixá Jaciara Ribeiro, filha de Gildásia dos Santos, falecida em 2000 após perseguição sofrida por evangélicos. Seu caso ganhou repercussão nacional e se tornou referência no combate à intolerância na Bahia. (veja quadro abaixo)

As manifestações públicas que exigem respeito aos rituais sagrados, à indumentária religiosa e, principalmente, aos Orixás, são uma forma de se chamar a atenção das autoridades para a gravidade das agressões sofridas pelos adeptos do Candomblé, na Bahia e no Brasil. Conhecer os direitos e saber o que é possível fazer em termos legais para assegurar a livre manifestação religiosa é fundamental: “Sem o conhecimento de nossa força, essência e nossa religião, não conhecemos o que nos é mais sagrado, que é nossa história. Isso nos fortalece”, afirmou Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá doIlê Axé Omi Ojuarô (RJ), tambémp resente na Caminhada em Salvador.

Combate e Mapeamento - Os agressores não se limitam às palavras e à pregação contra os deuses africanos. O desrespeito contra os adeptos do Candomblé também vem em atos de agressão mais diretos. “O que vemos são casos de ofensas e agressões mais individuais, partindo de alguns fiéis mais fanáticos. O que temos feito é apurado estes casos que chegam até a Promotoria, estreitando a relação comos líderes das igrejas evangélicas para que eles cooperem na eliminação desse comportamento indesejável de seus seguidores”, aponta Almiro Sena, da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa. Este combate, inclusive, é um dos resultados esperados com a instituição do Programa de Valorização do Patrimônio Afro-Brasileiro, um produto direto do Projeto Mapeamento de Terreiros de Salvador, realizado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao), em parceria com órgãos municipais em 2006.

Foto: Wilson MilitaoO Programa foi instituído pela lei 7.216 e sancionada pelo prefeito de Salvador, João Henrique este ano.Com o Mapeamento foram cadastra-dos 1.161 Terreiros em Salvador, o que deverá servir de suporte para implementação de políticas públicas visando a qualidade de vida nestas comunidades, de acordo com a Secretaria Municipal de Reparação(SEMUR). Para tanto, ainda estão sendo esperados recursos que virãode parcerias estabelecidas pela Secretaria. “Essas políticas agora têm o embasamento legal para acontecer. Os próximos governos que vierem encontrarão agora uma legislação e não só mais uma demanda destas comunidades. Agora é política de Estado a valorização do patrimônio afro-brasileiro”, pontuou o secretário de Governo da Prefeitura, Gilmar Santiago. Com o Programa, fica instituído que Terreiros de Candomblé e a própria religião terão o reconhecimento enquanto patrimônio e que sejam encarados como tal pelos poderes públicos.

“Isso não é apenas um Mapeamento, é na verdade uma porta que se abre para a discussão sobre patrimônio afro-brasileiro que, historicamente, nunca teve uma política pública organizada e direcionada a sua valorização. Com esse diagnóstico, temos uma base de dados que nos possibilitará exigir políticas públicas de forma mais sistemática aos diversos órgãos”, explica o subsecretário da Reparação, Antônio Cosme, que aponta as conseqüências desses resultados no combate direto à intolerância religiosa. “As comunidades de Candomblé sofrem uma perseguição sistemática por parte de diversas correntes evangélicas. Sabemos que não é à toa que elas abrem suas igrejas onde há um número expressivo de Terreiros e os dados mapeados irão nos auxiliar em muito no estudo de questões como estas, para que possamos garantir os direitos das comunidades”, diz Antonio Cosme.

Realidades de grande tensão semelhantes à de bairros periféricostais como Paripe, no subúrbio de Salvador, terceiro em número de Terreiros - 40 ao todo -, segundo o mapeamento. “Esse desrespeito está em todo lugar, nas tevês, rádios e, principalmente, em nosso cotidiano. Precisamos aprender mais sobre nossa religião para que possamos nos defender desses ataques. Eles sabem quem somos e em que acreditamos, mas insistem em vir pregar à nossa porta, tentar nos convencer de que o Deus deles é melhor. Aqui, acredito que só não atacam mais porque sei dos meus direitos e conheço minha religião. Sei até onde eles podem ir”, enfatiza o Babalorixá DaryMota, do Ilê Axé Torroundê, no bairro de Paripe.

Já em 2008, serão beneficiados 55 Terreiros em Salvador, com ações que envolvem a infra-estrutura e regularização. Os dados colhidos no Mapeamento de Terreiros em Salvador já podem ser acessados no endereço eletrônico www.terreiros.ceao.ufba.br. No site, há informações sobre localização, nome do dirigente, nação, ano de fundação e fotografias dos Terreiros, assim como sobre as ações que serão desenvolvidas em cada um deles.

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No dia 13 de janeiro de 2005, foi assinada sentença obrigando a Igreja Universal do Reino de Deus a indenizar os familiares da ialorixá Gildásia dosSantos, a Mãe Gilda, em pouco mais de R$ 1,3 milhão, por danos morais. Em 1999, o jornal da igreja, Folha Universal, publicou uma foto da religiosa em matéria sob o título "Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes". Hoje, a sentença aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal. Confira de poimento da ialorixá Jaciara Ribeiro (filha de Mãe Gilda), do Axé Abassá de Ogum:

Ìrohìn: Qual o resultado da ação movida contra a Igreja Universal?
JB: Há oito anos conseguimos levar a Iurd ao tribunal. Hoje a decisão está no Supremo, em Brasília, pois eles alegam que não pagarão a indenização porque Mãe Gilda já faleceu. Eles não têm interesse em pagar para não dar visibilidade ao povo de santo e à derrota deles diante de nós.

Ìrohìn: O que a Sra. sente quanto a este caso?
JB: Infelizmente nossa religião ainda não tem um órgão qualificado para assessorar nosso povo e acredito ser muito uma questão política também. Não temos representação política que assuma a religião de fato e que lute por nós. Reconheço que só em ter levado eles ao tribunal já foi uma grande vitória. Massei também que muito ainda nos devem pela perseguição que passamos e sofremos todos os dias.

Ìrohìn: Algo mudou em sua comunidade após essa vitória?
JB: Hoje temos essa sistematização de igrejas pentecostais como um atestado da intolerância religiosa. Aqui no Abassá de Ogum tenho caminhado muito, falado muito sobre isso. Na verdade, damos mil passos, mas sentimos no final que é apenas um pela falta de crença que temos no poder do Estado em nos assegurar nossos direitos. Dia desses fui abordada por oito evangélicos de uma Igreja à qual pertence um dos que invadiram o Terreiro há alguns anos. Ameaçaram me evangelizar e me diziam que nada na minha vida daria certo por conta de minha religião. Temos passado momentos difíceis na comunidade. Vemos que o povo de santo está uma disposição maior para ir ás ruas, denunciar. Mas ainda é muito pouco diante do que a Emtursa, Bahiatursa vendem que é a Bahia. Esse culto diário aos Orixás, onde tudo é sagrado, é encanto e atrai turistas. Nada disso se traduz em melhoria para nós. Temos que caminhar muito para mudar esse quadro. Quando vemos o outro xingar nosso Orixá de Diabo é muito desgastante para nós. Entristece, dá raiva. Temos oito anos nessa caminhada árdua e o que nos importa agora é que se há leis, que sejam cumpridas. Os outros têm que nos conhecer e respeitar e saber do crime que cometem ao agirem de tal forma.

fonte: http://www.irohin.org.br/imp/template.php?edition=21&id=138

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O sexo na idade média


Na era medieval, a vida entre quatro paredes ficou mais recatada por causa da influência da Igreja Católica. No mundo ocidental, tudo que era relacionado ao sexo - exceto a procriação - passou a ser pecado. Até pensar no assunto era proibido! O único que se dava bem era o senhor feudal: além de colocar cinto de castidade em sua esposa, ele tinha o direito de manter relações sexuais com qualquer noiva em seu feudo na primeira noite do casamento dela. A datação tradicional da Idade Média vai de 476, queda do Império Romano do Ocidente, a 1453, queda de Constantinopla. Já no Oriente, em países asiáticos, a liberdade sexual era maior. Os homens orientais podiam, por exemplo, ter quantas mulheres quisessem, desde que conseguissem sustentar todas. "Mas o segundo casamento tem de ter autorização da primeira esposa. Isso foi feito para a mulher não ficar sozinha e desamparada", diz o historiador Claudio Umpierre Carlan, professor da Universidade Federal de Alfenas (MG) e pesquisador da Unicamp.
Por volta do século 12, surgiu o chamado amor cortês. Na corte, o cavaleiro levava o lenço da mulher amada. Mas era uma amor platônico e infeliz - como os casamentos eram arranjados por interesses econômicos, o cavaleiro e a dama quase nunca ficavam juntos. Os noivos arranjados muitas vezes só se conheciam por meio de retratos pintados a óleo.

Posições
Só uma posição era consentida pela Igreja: a missionária (atual papai-e-mamãe). Ela tem esse nome porque os missionários cristãos queriam difundir seu uso em sociedades onde predominavam outras práticas. Para os cristãos, ela é a única posição apropriada porque, segundo são Paulo, a mulher deve sujeitar-se ao marido. O recato entre quatro paredes era tamanho que, em alguns lares mais tradicionais, o casal transava com um lençol com um furo no meio!

Masturbação
Para desincentivar o prazer sexual solitário, surgiram nessa época os mitos de que os meninos ficavam com espinhas ou calos nas mãos caso se masturbassem. Se uma menina se tocasse, ou estava tendo um encontro com Satã ou havia sido enfeitiçada por bruxas. A paranoia era tão grande que muitos tomavam banho vestidos - até o banho era considerado um ato libidinoso

Casamento
A família da noiva, que podia casar logo após a segunda menstruação, pagava um dote (dinheiro ou bens) ao noivo, que tinha, geralmente, entre 16 e 18 anos. Mas havia proibições, claro: o papa Gregório I proibiu o casório entre primos de terceiro grau, e Gregório III proibiu a união de parentes de até sexto grau!

Ciência
A anatomia não evoluiu muito na era medieval, mas os conhecimentos técnicos para evitar o sexo, sim! Não há consenso entre os historiadores sobre a invenção do cinto de castidade, mas acredita-se que o modelo mais antigo seja o de Bellifortis, de 1405. Feito de metal, ele tinha aberturas farpadas que permitiam urinar, mas não copular. Também foi inventada a infibulação, técnica de costura da vagina para garantir a fidelidade da mulher ao senhor feudal quando ele viajava

Homossexualidade
A relação homossexual era chamada sodomia e era crime com pena de morte, além de ser considerada heresia pela Igreja - os homossexuais poderiam até ser queimados em fogueiras. No Oriente, era aceito - mas na surdina. Por exemplo, em exércitos em guerra, era preferível a relação entre soldados do que recorrer a prostitutas

Prostituição
Como os homens não podiam ter prazer com as esposas, com quem só transavam para procriação, a procura por prostituas era grande. Ao mesmo tempo em que eram malvistas pela sociedade e pela Igreja, as profissionais do sexo tinham que doar metade de seus lucros ao clero - foi o que instituiu o papa Clemente II (1046-1047)

Pecados
Segundo a suma teológica de são Tomás de Aquino, documento escrito de 1265 a 1273, havia dois tipos de pecado pela luxúria:
- Pecado contra a razão
Fornicação e adultério, por exemplo
- Pecado contra a natureza
São os pecados que contrariam a ordem natural do ato sexual. Aí se incluem masturbação, sexo com animais, homossexualidade e a prática antinatural do coito. Leia-se: não podia ser feito sexo em orifícios não naturais (boca e ânus), mesmo que fosse entre marido e mulher!

Fonte: Revista Mundo Estranho

domingo, 6 de setembro de 2009

A REPUBLICA DO CAFE COM LEITE

A REPUBLICA DO CAFE COM LEITE DEU INICIO NO PERIODO ENTRE 1889 A 1930
Com a posse do paulista Prudente José de Morais na Presidência, em 1894, o poder passava das mãos dos setores militares para os políticos liberais. A base político-social desses políticos eram as oligarquias agrárias do Sudeste, sobretudo de São Paulo e Minas Gerais, representadas por seus respectivos partidos, o PRP (Partido Republicano Paulista) e o PRM (Partido Republicano Mineiro).

Fonte: waldeka e noix 266 blogger

terça-feira, 7 de julho de 2009

Casamento histórico(1)

Diana Spencer e Príncipe Charles (29 de julho de 1981) - Era a materialização de um conto de fadas, com o príncipe e a plebéia se casando. Charles, de 33 anos, herdeiro do trono da Inglaterra, selava sua união com Diana, uma jovem de 20 anos, professora de enfermagem. Na igreja, 2.500 convidados assistiram à entrada triunfal da noiva na catedral de Saint Paul. Nas ruas, 500 mil súditos observavam a passagem da carruagem com os noivos. Além de luxuosa, a boda foi um grande evento televisivo: mais de 750 milhões de espectadores em mais de 58 países acompanharam o momento no qual os noivos disseram o sim. A aliança era uma safira de 18 quilates rodeada por diamantes. O vestido de tafetá marfim, desenhado por David e Elizabeth Emanuel, tinha um véu de quase oito metros de comprimento. O casamento marcou a passagem de Lady Di para o posto de uma das personagens mais reverenciadas pela população inglesa e globalmente admirada pelo público. A lua-de-mel do casal foi em Hampshire, no interior da Inglaterra, e no Mediterrâneo, a bordo do iate da família real, o Britannia.

Diana Spencer e Príncipe Charles (29 de julho de 1981) - Era a materialização de um conto de fadas, com o príncipe e a plebéia se casando. Charles, de 33 anos, herdeiro do trono da Inglaterra, selava sua união com Diana, uma jovem de 20 anos, professora de enfermagem. Na igreja, 2.500 convidados assistiram à entrada triunfal da noiva na catedral de Saint Paul. Nas ruas, 500 mil súditos observavam a passagem da carruagem com os noivos. Além de luxuosa, a boda foi um grande evento televisivo: mais de 750 milhões de espectadores em mais de 58 países acompanharam o momento no qual os noivos disseram o sim. A aliança era uma safira de 18 quilates rodeada por diamantes. O vestido de tafetá marfim, desenhado por David e Elizabeth Emanuel, tinha um véu de quase oito metros de comprimento. O casamento marcou a passagem de Lady Di para o posto de uma das personagens mais reverenciadas pela população inglesa e globalmente admirada pelo público. A lua-de-mel do casal foi em Hampshire, no interior da Inglaterra, e no Mediterrâneo, a bordo do iate da família real, o Britannia. Magníficos, requintados e luxuosos. Faltam superlativos para descrever essas cerimônias de contos de fada que marcaram época e até hoje são referência.

Fonte: Revista Caras

sexta-feira, 22 de maio de 2009

América desigual


Achei esta notícia na faculdade em um pequeno cartaz e gostaria de divulgar aqui, quem sabe alguém de outro país se interesse em participar?

Em junho, a maior associação de historiadores latino americanos (Lasa) chega ao Rio, para congresso. Os motivos variam de um lugar para outro, mas a América Latina ainda carrega o fardo de ser a região do mundo com os mais altos níveis de desigualdade social. Entre 11 e 14 de junho, a Associação de Estudos Latino-Americanos (Lasa) promove no Rio um congresso para discutir a realidade política, econômica e cultural da região. Além de painéis e seminários, o evento inclui um festival de cinema com filmes de diversos países. O 28° Congresso da Lasa, “Repensar as desigualdades”, acontece na PUC-Rio, que fica na Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea. Informações pelo email: lasacong@pitt.edu.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cuidado com a Gripe


As epidemias de gripes não são uma coisa atual, o contexto histórico muda, mas não muda os danos causados a humanidade. Em 1918, a gripe espanhola causa o maior estrago na humanidade e hoje estamos a volta com o vírus da gripe suína que chama a atenção do mundo inteiro.
A origem é parecida, os sintomas são os mesmos, noticiada no início do século XX como gripe espanhola, ele ganha hoje as páginas dos jornais com a alcunha de gripe suína.
A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecida. Foi designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica. O fato de ter o nome de gripe espanhola foi porque a impressa da Espanha, que não participava da guerra, noticiou que em muitos lugares estavam adoecendo e morrendo em números alarmantes, os soldados franceses, ingleses e americanos.
Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Espanha e Portugal. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da armada dos EUA se deveram à gripe.
No Brasil a doença chegou em setembro de 1918. No dia 24 daquele mês a Missão Médica enviada pelo país para ajudar no esforço de guerra francês foi atingida pela gripe no porto de Dacar, Senegal, que à época era colônia francesa. No mesmo mês chegou ao país o paquete Demerara, vindo da Europa, e que é apontado por alguns autores, como o primeiro navio portador do vírus para dentro do Brasil. Em poucos dias a epidemia irrompeu em diversas cidades:Recife, Salvador e Rio de Janeiro, chegando em novembro de 1918 à Amazônia. Foram registradas em torno de 300 mil mortes relacionadas à epidemia. A doença foi tão severa que vitimou até o Presidente da República, Rodrigues Alves, em 1919.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Inês de Castro - A rainha morta

Morte de Inês, óleo sobre tela, Columbano Bordalo Pinheiro,1901-1904, Museu Militar de Lisboa
Morte por encomenda: abraçada à filha, a amante pede clemência a seus algozes, aliados do rei


Inês de Castro - A rainha morta Com ingredientes de novela, como romance, adultério, separação trágica e intrigas, uma história real do século XIV encanta o mundo há séculos. Lendas agregadas à narrativa contribuíram para que ficasse ainda mais irresistível O romance de Pedro, futuro rei de Portugal, com a dama de companhia Inês de Castro marcou a história e a cultura portuguesas. Foi um amor proibido, vivido em atmosfera carregada de disputas de poder. A maior parte da narrativa se baseia em registros históricos. Só alguns detalhes pertencem ao campo da lenda, fruto da imaginação popular e do talento de artistas.

Tudo começou em 1320, com o nascimento do infante Pedro. Ele vivia no vale do rio Mondego, em Coimbra, então capital do reino. Das janelas do castelo real, avistava o mosteiro de Santa Clara, do outro lado do rio. Lá estava enterrada sua avó, Isabel de Aragão, então venerada como uma santa, um reflexo do grande fervor místico da Idade Média.

Outro dado do ambiente medieval europeu eram as constantes guerras causadas por disputas entre reinos. No caso, envolvendo tronos da Península Ibérica. Os arranjos políticos, por meio de casamentos entre nobres, eram parte essencial do jogo de poder da época.

Voltando a Pedro, não lhe cabia decidir o próprio futuro político e amoroso em tal conjuntura de manobras e alianças calculadas. Desde jovem, ele estava prometido a Constança Manuel, filha de um descendente de monarcas dos reinos de Aragão, Castela e Leão.

Pedro não queria, mas se submeteu ao casamento. Constança lhe deu um herdeiro e outros dois filhos. Quanto ao amor, o príncipe foi buscá-lo em outra mulher, logo a dama de companhia de sua esposa. O nome dela era Inês de Castro, jovem de grande beleza, descrita como loura e elegante. Por esses atributos, era chamada de “colo de garça”.

A paixão do príncipe foi correspondida. Mas o nada discreto caso de amor incomodou a Corte. “O escândalo tomou tais proporções que a esposa, d. Constança, decidiu chamar Inês para ser a madrinha da criança que estava esperando, já que esse tipo de parentesco espiritual tornava impossível a união que se esboçava, mais intensa a cada dia”, escreveu a historiadora portuguesa Maria Zulmira Furtado Marques, em A tragédia de Pedro e Inês.

Como os amantes seguiam com o romance adúltero, o pai do infante, o rei Afonso IV, ordenou o afastamento de Inês. Ela deixou o país e se exilou em Albuquerque, em Castela. Mesmo separados, Pedro e Inês continuaram a trocar cartas inflamadas.

Em 1345, Constança morreu num parto, e o príncipe se viu liberto das amarras do casamento de conveniência aos 24 anos de idade. Logo trouxe de volta sua amante para Coimbra, instalando-a em um palácio perto do mosteiro de Santa Clara, que podia ser avistado de seu quarto.

Em 1347, Inês deu à luz ao primeiro de quatro filhos com o infante. Mas o povo comentava e condenava o adultério, enquanto a peste negra, considerada sinal da cólera de Deus, chegava à região. Indiferentes a tudo, Pedro e Inês viviam seu grande amor.
Consta que ele a visitava a alguns passos de seu palácio, na Fonte dos Amores. O local ficava ao abrigo do sol e possuía uma parede coberta de hera, aberta em dois arcos, propícia para o romance e a troca de confidências. A famosa fonte continua hoje a jorrar na quinta das Lágrimas, onde funciona um hotel. Assim, historiadores e turistas podem conhecer o local do mítico romance (ver mais em História Viva nº 54).

O relacionamento amoroso aproximou Pedro de dois irmãos de Inês, Álvaro e Fernando de Castro. Eles viram na situação a oportunidade de obter o apoio de Portugal na luta que travavam contra o rei de Castela. Por isso, ofereceram ao infante o trono do reino vizinho.

A situação irritou d. Afonso IV. A ligação de Pedro com os Castro trazia o risco de aborrecer Castela, o que ameaçava a independência de Portugal. O rei também temia que os Castro agissem contra o herdeiro legítimo do trono, seu neto d. Fernando, filho de Pedro e Constança, para levar ao poder um dos bastardos.

Dom Afonso foi convencido por três de seus conselheiros – Pedro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco – de que somente a morte de Inês poderia afastar tantos riscos políticos. Em 7 de janeiro de 1355, os três asseclas do rei partiram para Coimbra e encontraram Inês sozinha, pois Pedro havia saído para caçar. Eles a degolaram impiedosamente, e seu corpo foi enterrado às pressas na igreja de Santa Clara.
VINGANÇA De volta, Pedro ficou louco de dor e, movido pela raiva, levantou um exército contra seu pai. O rei revidou. O confronto só terminou com a intervenção da rainha-mãe, dona Beatriz, que propôs e conseguiu que ambos aderissem a um tratado de paz em agosto de 1355. Mesmo assim, o príncipe parecia inconsolável.

Dois anos mais tarde, em 1357, d. Afonso IV morreu. Pedro subiu ao trono de Portugal e seu primeiro ato foi mandar procurar os assassinos de Inês de Castro, refugiados em Castela. Conseguiu que aquele reino lhe entregasse dois culpados, Pedro Coelho e Álvaro Gonçalves. Diogo Lopes Pacheco conseguiu fugir. O novo rei escolheu uma morte particularmente cruel para os homens que destruíram seu objeto de amor. Mandou que lhes arrancassem o coração: de um, pelo peito, e do outro, pelas costas.

A paixão de Pedro e a reparação do mal feito à amante tornaram-se obsessões do agora soberano. Em 1360, ele jurou que havia se casado em segredo com Inês de Castro, o que fazia dela rainha, merecedora de todas as honras. Em abril de 1360, o corpo de Inês foi transferido solenemente do convento de Coimbra para o mosteiro Real de Alcobaça, onde eram enterrados os monarcas portugueses.

Eis um depoimento da época: “Dom Pedro mandou que fizessem para ela um mausoléu de pedra branca, inteira e sutilmente trabalhado, representando, sobre a tampa, sua cabeça coroada como se ela houvesse sido rainha; e foi esse mausoléu que ele mandou colocar em Alcobaça [...]. O corpo viajou em um ótimo cortejo para a época, desses em que há grandes cavalos montados por grandes cavaleiros, damas e donzelas e muita gente do clero; e ao longo do caminho havia mais de mil homens com círios nas mãos, dispostos de maneira que seu corpo seguiu durante todo o caminho entre as velas acesas”.
Reza a lenda que Pedro também mandou colocar o corpo de Inês no trono, pôs uma coroa em sua cabeça e obrigou os nobres presentes a beijar a mão do cadáver. Está nessa narrativa a origem da expressão “Agora, Inês é morta”, que quer dizer algo como “tarde demais”.

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/ines_de_castro_-_a_rainha_morta.html

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Múmias Incas

Meus amigos, estava navegando pela Internet e me deparei com este artigo, achei tão interessante que não poderia deixar de compartilhar com todos vocês que me visitam, espero que gostem.
Beijos

Moradores de uma aldeia na periferia de Lima e cientistas descobrem um cemitério com séculos de idade - e tratam de salvá-lo, antes que as múmias sejam destruídas.

Mumias Incas

Na favela chamada Tupac Amaru, que se espalha por uma vasta área na periferia de Lima, as crianças brincam na poeira milenar. Debaixo de seus pés, conservado pelo solo seco, está um dos maiores cemitérios Incas já encontrados no Peru. Este sítio pré-hispânico, chamado Puruchuco-Huaquerones, data de uma época marcada pela colonização espanhola e conhecida como Horizonte Tardio (1438-1532).

Mumias Incas

Só no pátio da escola, uma das 15 áreas examinadas em três anos, salvamos mais de 120 fardos de múmia (um fardo contém ou mais corpos envoltos em camadas de tecido e algodão, juntamente com seus objetos pessoais), típicos dos enterros incaicos e pré-incaicos.

A história da favela de Tupac Amaru é comum no Peru. Em 1989 cerca de 340 famílias, fugindo da guerrilha nas montanhas, se assentaram nesta área. Ludibriados por vigaristas, , acreditavam que em breve receberiam os títulos de suas propriedades.

Mumias Incas

Enquanto isso, 2 metros abaixo do solo, sem defesa contra o repentino fluxo de água e esgoto vindo da nova favela, as múmias começaram a se decompor. Alguns moradores da favela desenterraram as múmias e as queimaram, tentando evitar uma escavação arqueológica que poderia atrasar a urbanização do novo assentamento já em curso.

Embora o local tenha sofrido muitos danos nos anos seguintes, o Instituto Nacional de Cultura (INC) do Peru por fim solicitou uma avaliação arqueológica na área. Cheguei de Lima em 1999, trazendo minhas ferramentas e minha equipe. Para evitar que o governo os transferisse para outras áreas, os moradores locais (na época m,ais de 1240 famílias) resolveram suspender a terraplanagem e até coletar o dinheiro para ajudar a financiar nosso trabalho. Com isso, esperavam que o governo lhe reconhecesse os títulos de propriedades de terra.

Em três estações de escavação conseguimos retirar, examinar e fotografar mais de 2,2 mil indivíduos de todas as idades e classes sociais, enterrados ao longo de um período de 75 anos. Puruchuco, com seus 8 hectares, é o segundo maior cemitério já escavado no Peru (o maior é Ancón). Esses tesouros culturais serão futuramente exibidos em um museu local.

Enquanto mergulhamos no passado, e vida em Tupac Amaru prossegue com sua animação habitual. As crianças brincam no solo sagrado, correndo entre muretas das nossas escavações e espiando o túmulo de algum antigo morto que “engoliu” sua bola de futebol. Alguns acreditam que o espírito dos mortos causou uma onda de doenças por aqui, inclusive a minha tosse renitente. Mesmo assim, muitos dizem que se sentem emocionados ao ver com os próprios olhos os que caminharam sobre suas terras em épocas passadas.

Mumias Incas

Segredos sob o pátio escolar

Mumias Incas

Um morador prepara um grande fardo com uma múmia, nunca antes perturbada, para ser retirado da escavação arqueológica no pátio escolar. Foram necessários 4 homens para levantar o fardo túmulo. O pes total é de 175 quilos. Em aspanhol chamamos esses fardos de falsas, por terem em cima uma imitação de cabeça (de tecido com enchimento em algodão). Um adorno com penas, sinal de elevado status do morto, continua preso à cabeça de uma múmia encontrada na proximidades. Uma estrela de cobre, desenterrada ao sul da escola, adornava o escudo de um guerreiro, feito de bambu e junco. Quem mais ajudou a preservar esses tesouros foram as pessoas que os enterraram, lacrando os túmulos com areia, cascalho e cacos de cerâmica.

Mumias Incas

Como desembrulhar uma múmia
Uma múmia especial, embrulhada em 135 quilos de algodão cru, ganhou o apelido de “Rei do Algodão”. Em geral os Incas envolviam seus nobres em tiras de tecido. Semanas depois de descobri-la, alguns membros da equipe continuavam a examinar o enchimento, à procura de algum objeto quer pudesse estar ali emaranhado. No mesmo fardo havia um bebê, provavelmente um parente do adulto. Ao retirarmos a criança, sobrou um buraco no enchimento. Pelo volume do invólucro e pela variedade de objetos encontrados na múmia, podemos deduzir que o adulto e o bebê pertenciam à elite.

Mumias Incas

Os Incas acreditavam que as almas mantinham contato com os vivo e, portanto, cuidavam bem dos mortos. O “Rei do Algodão” foi enterrado junto com vários objetos cotidianos (alimentos, cerâmicas, milho para fazer chicha, uma bebida fermentada). Outros objetos demonstram sua elevada posição na sociedade: as penas de aves exóticas em seu adorno de cabeça, que também servia de estilingue, e a clava, que indica ter sido ele um guerreiro poderoso. O que mais revela sua riqueza, porém, são as oferendas de cascas de ostras do tipo Spondylus, importadas do Equador. A pose do homem, assim como o enchimento de algodão, nos deixa intrigados. Em vez de estar em posição fetal, típica dos adultos, ele tinha os joelhos dobrados como se estivesse ajoelhado, e seus dedos dos pés em ponta, como um dançarino. Não sabemos o que isso significa.

Mumias Incas

O DNA extraído de seus ossos deve revelar se os mortos são pai e filho. Já chegamos a encontrar até sete corpos no mesmo invólucro. Este continha apenas dois.

A cabeça falsa caracteriza os fardos desenterrados em Puruchuco. Alguns usavam mascaras ou peruca, mas o rosto fallso era sempre deixado em branco.

Preparados para o além

As mão do “Rei do Algodão” seguram um pedaço de tecido, uma concha e uma bolota feirta de cal. Até hoje os habitantes locais mastigam pdacinhos de cal junto com coca, para extrair delas a substância estimulante. A múmia foi limpa, retratada e separada do invólucro de algodão e da maior parte dos 170 objetos que a acompanhavam. Entre eles encontramos milho amendoim, batatas, feijões e uma cabaçacheia de pó de cal; Tupus, ou alfinetes feitos de prata e de cobre; e ainda um pente de madeira e pinças de prata, já negras pela corrosão. Uma figura ainda enfeita a alça de um vaso de cerâmica.

Mumias Incas

Mumias Incas

Tecidos para a eternidade

Os tecelões peruanos eram mestres da elegância. Um elaborado adorno de cabeça tem penas de pássaros importadas e desenhos de peixes, duas abas para as orelhas e uma longa faixa que caía pelas costas, mostrando que pertencia a alguém de alta posição social.

Mumias Incas

Fonte: Historiadomundo

sábado, 31 de janeiro de 2009

Nova escola-revista

Achei super a matéria da Nova escola da edição de agosto de 2006 e gostaria de compartilhar com vocês que estão sempre aqui prestigiando o nosso blog e Fazendo a Diferença. A parte que está o artigo fica na seção:História: Atualidades - Muito além da piada

Professora de Uberlândia transforma caricaturas e charges em material didático para analisar fatos históricos em aulas de 8ª série.

Valter de Paula

Luciana projeta para a turma a montagem em que Bush usa bigode de Hitler e a charge animada (ao lado): humor e imperialismo

Em setembro do ano passado, o jornal dinamarquês Jyllands-Posten estampou em suas páginas 12 charges que mostravam o profeta Maomé em situações pouco ortodoxas. Numa delas, o fundador do islamismo pedia desculpas a um mártir na porta do paraíso porque as virgens estavam em falta no local. A publicação do material indignou o mundo árabe de tal modo que, entre outros incidentes, uma multidão ensandecida incendiou a embaixada da Dinamarca em Beirute. "Meu sonho é que alguém queira me matar por causa de uma charge", brincou o cartunista carioca Jaguar que nos anos 1970 desenhou Jesus Cristo na cruz dizendo a uma lasciva Maria Madalena: "Hoje não, estou pregado".

A charge, como se vê, é uma forma de manifestação artística extremamente sarcástica e ao mesmo tempo carregada de ideologia. Na imprensa nacional, é tradição comentar temas diversos por meio do humor gráfico. Durante a Segunda Guerra, por exemplo, o paulista Belmonte, pseudônimo de Benedito Bastos Barreto (1896-1947), teve seus desenhos atacados por Joseph Goebbels, o então poderoso ministro da propaganda de Adolf Hitler. Furioso, Goebbels afirmou que o brasileiro, colaborador da extinta Folha da Noite, era pago por ingleses e americanos para espicaçar o nazismo.

"Quando ainda não havia fotos, as revistas recorriam exclusivamente à ilustração bem-humorada", conta Eduardo Pinto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. "É um tipo de texto que quase todo mundo consegue ler, independentemente do idioma." A charge (do verbo francês charger, que significa carregar, exagerar) é uma crítica imediata a um acontecimento específico, em geral de natureza política. Por causa desse caráter temporal, sua compreensão muitas vezes exige do leitor conhecimento prévio do contexto a que ela se refere. Já a caricatura, comumente confundida com a charge, é a representação humana obtida com traços cômicos e grotescos.

Com freqüência crescente, o humor gráfico vem se transformando em material didático precioso, pois facilita a análise de fatos históricos, além de despertar na garotada o interesse pela relação entre arte e ironia. "A internet é a grande responsável por essa revolução", observa Maurício Ricardo Quirino, criador do Charges.com, um dos mais populares sites de piadas animadas do país. "Como em muitas cidades não circulam jornais, quase todo dia eu recebo pedidos de autorização para o uso do meu trabalho em sala de aula", informa.

No Colégio Federal, em Uberlândia (MG), a professora de História Luciana Christina de Oliveira volta e meia explora essas intervenções eletrônicas. "Percebi que era mais fácil chamar a atenção da turma para determinados temas se pudesse relacioná-los a um desenho bem-feito", explica. No fim do bimestre passado, ela precisava ensinar às classes de 8ª série as várias fases do imperialismo, desde as revoluções industriais ocorridas na Europa nos séculos 18 e 19 até o atual expansionismo mercantil americano.

Numa pesquisa rápida na internet, Luciana encontrou uma montagem fotográfica em que o presidente George W. Bush ganha um bigodinho à Hitler. Na legenda, a frase "Abaixo o imperialismo". A imagem foi usada por ela numa apresentação que incluiu ainda uma charge animada de Maurício Ricardo sobre a evolução humana. Dados e mapas históricos adensaram o tema. Luciana explicou que, ao longo da história, alguns fatos são quase cíclicos. No caso do imperialismo, a garotada foi levada a refletir sobre como a Alemanha se valeu da truculência para invadir diversos países europeus nos anos 1930 e 1940. Já os Estados Unidos vêm exercendo sua dominação, nas últimas décadas, predominantemente nos campos econômico e cultural. "Após as risadas iniciais dos alunos, surgiram comentários espontâneos sobre a relação entre Segunda Guerra, nazismo, poderio bélico americano e o conflito atual no Iraque", afirma a professora. "O conteúdo fluiu melhor do que se eu tivesse recorrido só ao livro didático."

Arte
Humor com status de arte

Um jeito eficaz de apresentar charges e caricaturas aos alunos é visitar com eles um salão de humor. No Recife, as professoras Maria das Dores Souza e Ana Claúdia Lima, da EM João Batista Lippo Neto, adotaram a estratégia em junho para as turmas de 2a e 3a séries. Depois de participar de uma oficina de histórias em quadrinhos, elas decidiram trabalhar com os pequenos os conceitos aprendidos. "Com a chegada da Copa do Mundo e da campanha eleitoral, as crianças começaram a caricaturar jogadores e políticos nas aulas de Artes", explica Maria das Dores. No mesmo período, estava rolando na cidade o Festival Internacional de Humor e Quadrinhos de Pernambuco. De olho na programação, que incluiu palestras e cursos, as educadoras levaram os pupilos à mostra. "Além de rir muito, eles aprenderam que as obras ali exibidas têm status de arte e podem ser feitas com vários materiais", diz Cláudia Lima. Numa parede reservada para a garotada, ficou registrado o passeio (na forma de charges).

Eduardo Queiroga

Eduardo Queiroga

Alunas da EM Lippo Neto visitam mostra de humor: lição divertida

Eventos
Para morrer de rir

Divulgação

O Salão de Humor de Piracicaba é um dos mais importantes do mundo. Realizado há 33 anos no interior paulista (em 2006, a vice-presidente da Fundação Victor Civita, Claudia Costin, será a presidente do júri), vem abrindo espaço para a produção infantil por meio do Salãozinho: trabalhos feitos por crianças com a ajuda de cartunistas. Em todo o país há exposições abertas à visitação pública. Além do Festival de Humor e Quadrinhos de Pernambuco, encerrado em julho, os mais tradicionais são o Salão de Humor do Piauí (outubro) e o Salão Carioca de Humor, no Rio, cuja próxima edição será realizada em março.

Conhecer charge e caricatura...

Desenvolve o senso crítico.

Incentiva a veia artística.

Contextualiza temas históricos de forma lúdica.

Maurício Ricardo

Maurício Ricardo
Maurício Ricardo
Maurício Ricardo
Maurício Ricardo
Maurício Ricardo
Maurício Ricardo
Maurício Ricardo

Quer saber mais?

CONTATOS

Colégio Federal, R. Vigário Dantas, 291, 38400-202, Uberlândia, MG, tel. (34) 3210-9613

EM João Batista Lippo Neto, R. Afonso Ferreira Maia, s/nº, 50960-550, Recife, PE, tel. (81) 3232-4801

BIBLIOGRAFIA

Raízes do Riso, Elias Thomé Saliba, 366 págs., Ed. Cia. das Letras, tel. (11) 3846-0801, 54 reais

INTERNET

Os destaques do Salão de Humor de Piracicaba estão em www.salaodehumordepiracicaba.com.br

Economia a custo dos escravos


Desde a invasão holandesa que ficou evidente que o Brasil so seria viável com a ajuda dos braços fortes dos angolanos, desta forma crescemos a custa do sofrimento e do suor angolano.
A economia brasileira foi fundada no trabalho escravo africano e até os dias de hoje, essa exploração reflete na vida contemporãnea brasileira.
No início do século XVII, a circulação de homens e mercadorias entre Brasil e Angola já era considerável. Uma das mais claras demonstrações da ligação entre as duas colônias aparece no encadeamento das invasões holandesas. Na estratégia holandesa, os portos comerciais dos dois lados do Atlântico Sul eram alvos conjugados.
Quando tomaram a Bahia, em 1624, os holandeses promoveram também o bloqueio naval de Benguela e Luanda. A segunda campanha atingiu o alvo em 1630, com a captura de Olinda e Recife. Cinco anos depois, a Zona da Mata pernambucana tinha caído sob o controle de Maurício de Nassau. No primeiro relatório que envia a Amsterdã, ele enuncia as regras do jogo colonial no Atlântico Sul. Adverte que não era qualquer um que servia para ser colono na Nova Holanda: os candidatos deveriam dispor de capital , e comprar alguns negros, e que sem os escravos nada de bom poderia se fazer no Brasil. E insiste que deve haver escravos no Brasil.
Portanto, para conseguir que seus colonos ficassem no Brasil eles ,os holandeses , ofereciam empréstimos aos fazendeiros para seus gastos com maquinarias, plantações e com a aquisição de escravos.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Arqueólogos descobrem vila pré-colombiana na fronteira dos Estados Unidos com o México

Ruinas Maias
(a imagem não corresponde a reportagem abaixo, apenas coloquei como representação, não há imagem da vila-pré-colombiana)

A construção da cerca ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México, em 2007, revelou restos de uma aldeia pré-colombiana que existiu entre 700 e 1200, hoje soterrada exatamente sob a linha que divide os dois países.
O jornal da cidade de Nogales, no estado do Arizona, próximo a fronteira, publicou no dia 20 de janeiro uma reportagem sobre a descoberta da vila e as dificuldades de se estudar o sítio arqueológico por causa da burocracia e das questões de segurança envolvidas.
Baseado em análises de cerâmica, há algumas evidências não confirmadas dos habitantes da vila terem sido da tribo Honokam. Além de vasos, foram encontrados ferramentas e tumbas de seres humanos e muitos restos de caça.
As escavações foram conduzidas por uma empresa de arqueologia contratada pelo exército americano. Mesmo assim, os pesquisadores tiveram de obter autorização a cada etapa do trabalho: das autoridades de áreas fronteiriças dos dois países, da Guarda Nacional do Arizona e de agências ambientais.
Maren Hopkins, a chefe do projeto, contou ao jornal que um helicóptero militar Black Hawk desceu um dia no meio das escavações para checar se eles estavam sendo incomodados pelos contrabandistas que atuam na região.
Mas a maior limitação do trabalho imposta pelo governo americano foi o fato de os pesquisadores só poderem escavar até no máximo 1,5 metro de profundidade, a mesma das fundações da cerca. “Garanto que há mais material arqueológico abaixo disso”, acredita Hopkins.
O sítio foi fechado e não há mais pesquisa no local. Hoje, sobre a vila, continua fincada a cerca que separa o México dos Estados Unidos.

A reportagem completa, em inglês, pode ser lida nesse link. http://www.nogalesinternational.com/articles/2009/01/20/news/doc4975f30441897554681215.txt

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A explosão do ônibus espacial

o lançamento do ônibus espacial Columbia, 17 de abril, 1998. (Foto cortesia da NASA.)

Pensar no espaço e na história da humanidade é reportar para o tempo em que o homem foi a lua, mas eu ja postei sobre o homem na lua, neste post quero falar da evolução do homem para desvendar os mistérios espaciais. Essa caminhada não é de agora, as viagens espaciais estão hoje anos-luz do que foram quando o homem pisou na Lua. A evolução tecnológica é tão grande que os computadores que tinha 32 kb no tempo da Apoloo 11 e seus engenheiros jamais iriam imaginar que hoje o pendrive possui memória superior, assim a criatividade, a curiosidade humana não tem fim e nem limites.(grifo meu)
No Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a cada três ou quatro meses é lançado um ônibus espacial. Mais de quinhentos astronautas já voaram em missões do ônibus espacial - missões para consertar satélites, para lançar telescópios orbitais, para contruir a estação espacial internacional.
O que eu quero falar neste post é sobre o dia 26 de janeiro de 1986, quando o ônibus espacial Challenger explodiu segundos depois do lançamento. Um dos diretores de testes da NASA, John Copland, lembrou que depois da explosão do Challenger, o comitê que apurou as causas do acidente ordenou que a NASA voltasse a supervisionar mais de perto as viagens espaciais. O problema de design dos ônibus espaciais que causou a explosão do Challenger foi corrigido. John Copland disse que foram contratados engenheiros mais jovens, para serem treinados com os mais antigos, os experientes profissionais que levaram o homem na Lua.
Os Estados Unidos ficaram em estado de choque. O mundo todo, pasmado. Boquiaberto.



Conclui-se que o Challenger explodiu porque houve um vazamento no compartimento de combustível sólido no lado direito do foguete do ônibus espacial. Uma tampa mal ajustada, defeituosa se abriu e deu a origem à explosão. A combustão de gases fez o combustível líquido, hidrogênio e oxigênio explodir. A explosão desintegrou o Challenger.
Não foi só Challenger que explodiu, um outro ônibus espacial o Columbia, depois de permanecer dezesseis dias no espaço, de volta a terra, às nove horas da manhã de 1º de fevereiro de 2003 ao reentrar na atmosfera terrestre voando a 20.000 quilômetros por hora, a sessenta e três quilômetros e quinze metros de altitude, o Columbia explodiu. Era um sábado ensolarado. O céu estava azul, cristalino.
Durante a explosão os habitantes de uma pequena e desconhecida cidade do Texas, Nacogdoches, viveram vinte a trinta segundos os efeitos idênticos aos de um terremoto. Seguidos por uma chuva de pedaços de metal.
Setenta mil pedaços da nave espacial foram recolhidos pela NASA. Seis meses depois do trágico fim do Columbia a comissão que investigou o desastre concluiu que danos provocados nas placas antitérmicas foram responsáveis pela explosão.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/lua02.htm

domingo, 28 de dezembro de 2008

História das Corridas de Aventura

A história da corrida de aventura apesar de ser curta, já conta com alguns fatos importantes. As primeiras provas do tipo aconteceram na Nova Zelândia na década de 80. As provas que misturavam vários ambientes tinham como objetivo explorar a natureza de uma forma saudável tanto para o corpo como para o próprio meio.

No final da década de 80, após provas que já eram realizadas em alguns países, finalmente o esporte tomou um rumo. Foi durante uma viagem à terra do Fogo, na Argentina, que o francês Gerrad Fusil teve a idéia de misturar várias técnicas com um só objetivo, o de explorar totalmente um local.

Foi então que ele criou a Raid Gauloises, que utilizaria apenas meios não motorizados para ultrapassar as barreiras naturais. A prova foi um sucesso e logo veio a expansão do esporte.

No Brasil a primeira expedição foi a Expedição Mata Atlântica (EMA), que aconteceu em 1998. Hoje o esporte já possui a Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura e o Circuito Brasileiro de Corridas de Aventura.

Cosméticos da época de Cristo são encontrados em Israel







Uma equipe de arqueólogos descobriu na cidade de Migdal, em Israel, frascos de perfume e cremes. Eles acreditam ser semelhantes aos do episódio bíblico no qual uma mulher lavou os pés de Jesus Cristo.

Migdal foi fundada em 1948, onde um dia existiu a antiga cidade de Magdala, perto da costa do mar da Galiléia. A localidade, mencionada no Novo Testamento, é considerada a terra natal de Maria Madalena, cujo nome significaria, originalmente, “Maria de Magdala”.

Os cosméticos foram encontrados junto com outros objetos de maquiagem e fios de cabelo, no fundo de uma antiga piscina soterrada. A descoberta foi feita por pesquisadores do Studium Biblicum Franciscanum, a Faculdade de Estudos Bíblicos da Ordem dos Franciscanos.

Segundo declarações do arqueólogo e padre Stefano de Luca, chefe das escavações, o achado desses objetos é de grande importância. “Agora, nós temos em mãos ‘cosméticos’ da época de Cristo”.

Fonte: História Viva

domingo, 21 de dezembro de 2008

Arqueólogos localizam no Peru uma cidade wari

Machu Picchu

Pesquisadores descobriram restos de uma cidade inteira da cultura wari, no norte do Peru. Os wari viveram entre os anos 600 e 1100, e as ruínas encontradas podem ser o “elo perdido” entre essa civilização e a ancestral cultura moche, que existiu entre os anos 100 e 600 na costa do Pacífico. Cesar Soriano, chefe da equipe de arqueólogos, declarou à agência Reuters que a descoberta “explica como os wari deram continuidade à cultura moche”.
Nas escavações, foram encontrados pedaços de roupas, cerâmicas e os restos bem preservados de uma jovem mulher wari. Também há no sítio, que se estende por quase cinco quilômetros, evidências da prática de sacrifícios humanos.
Os antigos wari tinham sua capital perto da atual cidade peruana de Ayacucho, nos Andes, mas ocuparam um vasto território nos Andes e na costa, interligado por estradas.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Agricultura na história: O trigo

O trigo foi primeiramente cultivado no Crescente Fértil, no Médio Oriente. Os arqueólogos demonstraram que o cultivo do trigo é originário da Síria, Jordânia, Turquia e Iraque. Há cerca de 8.000 anos, uma mutação ou hibridização ocorreu, resultando em uma planta com sementes grandes, porém que não podiam espalhar-se pelo vento. Esta planta não poderia vingar como silvestre, porém, poderia produzir mais comida para os humanos e, de fato, ela teve maior sucesso que outras plantas com sementes menores e tornou-se o ancestral do trigo moderno.

Na Idade Média, mais ou menos na época das cruzadas , inventaram a "trina" , a fazenda era dividida em três partes, uma parte plantava trigo, outra legumes e uma terceira descansava. A parte em que os legumes eram plantados não desgastava, afinal eles sugam outros nutrientes da terra. Com isso não só a produção aumentava, como esses legumes viravam comida de gado, aumentando o consumo de carne, permitindo não só o trigo, mas o presunto e o queijo para a alimentação.
As próximas inovações chegariam somente nos dias de hoje, onde com a engenharia genética é possível se ter duas, e não somente uma colheita de trigo por ano, o que duplica a produção que havia antes. Além de técnicas renovadoras que não deixa a terra perder sua produtividade.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O verdadeiro Asterix foi derrotado por César


O líder histórico dos gauleses que inspirou a criação de Asterix, liderou a resistência contra Roma. Derrotado no campo de batalha, e forçado a se render, sua epopéia foi transformada em mito a serviço do nacionalismo francês
por Paul M. Martin

Vercingetorix se entregado para César. Os relatos do imperador romano imortalizaram e enalteceram seu inimigo Vercingetorix joga suas armas aos pés de César, oléo sobre tela, Lionel Noel Royer, 1899, Museu Crozatier, Le Puy-en-Velay
Vercingetorix cruzou a história como um meteoro. Sua principal epopéia durou apenas nove meses do ano de 52 a.C.. Ela foi narrada no último livro de César sobre sua conquista das terras onde hoje existe a França, a Guerra das Gálias. Muitos séculos depois, esse chefe gaulês se transformaria em um mito fundador da história francesa, e depois em ícone mundial, ao servir de inspiração para o personagem de história em quadrinhos Asterix.

O historiador latino Florus descreveu o líder gaulês como “aterrorizante por seu aspecto físico, por suas armas e por seu caráter”. Para o grego Dion Cassius era “impressionante por seu tamanho e por suas armas”. Nesses dois retratos estereotipados, reconhecemos o lugar-comum da Antigüidade clássica sobre os gauleses: todos eram grandes e assustadores. E loiros, de pele branca, cabelos longos, bigode, comiam e bebiam muito, enfim, verdadeiros gauleses de quadrinhos! O único que viu Vercingetorix e que poderia fazer uma descrição física apropriada foi César. Mas este preferiu falar sobre seu caráter.

Vercingetorix possuía um imenso carisma e grande eloqüência: não desprezava a demagogia, que era a maneira pela qual convencia sua assistência como bem entendia. Possuía um autêntico gênio militar, e um instinto impressionante para compreender e neutralizar a estratégia do inimigo. Um adversário digno de César que poderia ter mudado o destino da guerra em favor da rebelião gaulesa. Vercingetorix também parecia desprovido de qualquer escrúpulo ou senso moral. Em muitas ocasiões fingiu, mentiu para suas próprias tropas ou para seus aliados; e agiu, contra inimigos e companheiros de armas, com uma crueldade e desprezo pelo outro que só tinha como possível justificativa a eficiência militar. Naturalmente, a guerra nunca foi parecida com o mundo colorido dos quadrinhos. E é claro que se César reconhecia o valor do adversário, tinha interesse em ressaltar os traços negativos de sua personalidade.

Paul M. Martin é historiador, especialista em Antigüidade e professor da Universidade de Montpellier-III.


Achei este artigo na revista História Viva, postei porque sempre pensei que Aterix era um personagem de revista em quadrinhos.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Ponte Rio-Niterói


Uma vez eu estava na Net e um amigo me passou um link onde aparecia a ponte Rio-Niterói na camera e ao vivo, fiquei horas admirando o vai-vem dos automóveis, me senti boba e ao mesmo tempo encantada com sua estrutura, hoje decidi fazer uma homenagem a esta ponte, que por sinal é uma das mais bela do Brasil.
O seu nome verdadeiro é Ponte Presidente e Silva, mais conhecida como Ponte Rio-Niterói, sua construção teve inicio em 1968, passou por diversos transtornos próprios de obras públicas que dependem da verba e de organização política de um Estado. Por isso, teve duas empresas de construção, a primeira construtora contratada sob licitação, CCRN – consórcio Construtor Rio-Niterói, teve o contrato rescindido em Janeiro de 1971, após período de paralisação. A segunda, a construtora estatal ECEX – Empresa de construção e Engenharia de Obras Especiais, sob o consórcio “Construtor Guanabara”. Assim em 04 de Março de 1974, a ponte foi inaugurada. Sua localização exata é na rodovia BR-101, passando a Baía de Guanabara, ligando as duas cidades: Rio de Janeiro e Niterói.
A Ponte já serviu de cenário para filmes e novelas, as novelas que mais destacaram a construção, “Por Amor” de 1997, e a recente “Beleza Pura” de 2008, foram feitas pela TV Globo, tendo a cidade de Niterói com um dos cenários da trama. Quando a ponte engarrafa causa danos aos horários de seus usuários, e na passagem para a cidade de Niterói é cobrado pedágio.