quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Quem foi J. Carlos?


Caricatura de J. Carlos que mostram figuras populares do Rio nos anos 20: o tema é música
Fonte: J. Carlos 100 anos, Rio de Janeiro. Finarte ( Instituto Nacional de Artes Plásticas), 1984, p. 25

José Carlos de Brito e Cunha nasceu na cidade do Rio de Janeiro no bairro de Botafogo em 18 de junho de 1884, vindo a falecer nesta mesma cidade em 2 de outubro de 1950.

J. Carlos é a essência da caricatura, sendo o maior expoente desta arte em nosso País na primeira metade deste século. Sua vastíssima produção abrange desde ilustrações de texto, letras e alfabeto, publicidade, histórias em quadrinhos, charges, portrait-charges, caricaturas, vinhetas, capas de revistas e livros infantis, além de ter realizado texto para teatro. A complementar tudo isso as legendas sempre sintéticas mas de profundo senso filosófico que além de provocar o riso levavam o leitor a refletir e a desenvolver um pensamento crítico.

Trabalhou intensamente na imprensa, tendo publicado nos principais jornais e revistas de sua época, entre eles destacamos: O Malho, O Tico-Tico, Ilustrações Brasileiras, Para Todos, Fon-Fon, Careta, O Tagarela e O Cruzeiro.

Hoje J. Carlos é reverenciado com o nome em uma rua do Jardim Botânico, um busto em praça pública no mesmo bairro e o nome de uma escola municipal em Irajá, tendo ainda uma medalha em sua homenagem, um broche em cerâmica com a imagem da "Melindrosa" e a decoração da cidade no carnaval de 1970 baseada em-sua obra.

J. Carlos teve ainda participação destacada em eventos ligados ao desenho de humor contemporâneo, como as exposições Só Riso na VilIa, Centenário da República e o Centenário do Futebol, nas quais foi capa de catálogo. Foi homenageado com salas especiais nos seguintes salões de humor: Salão Carioca de Humor 1988, Salão de Humor de Juiz de Fora/MG 1989, Salão de Humor de Maceió/AL 1989, Salão de Humor do Recife/PE 1989, I Encontro Brasil Portugal de Humor/Lisboa 1989, Salão Internacional de Humor de Piracicaba/SP 1989, I Salão Carioca Internacional de Humor/Rio 1991, Encontro de Humor Brasil Costa Rica/San José 1991, Encontro de Humor Colõmbia/Bogotá 1992 e Encontro de Humor Brasil Chile/Santiago 1994.

JORGE DE SALLES
Curador do Atelier Carioca de Humor

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

João Capistrano de Abreu (1853 - 1927)


Nasceu em Maranguape-CE, historiador brasileiro. Um dos primeiros grandes historiadores do Brasil, produziu, ainda, nos campos da etnografia e da lingüística. A sua obra é caracterizada por uma rigorosa investigação das fontes e por uma visão crítica dos fatos históricos.

Fez os seus estudos primários e secundários em Fortaleza e no Recife, mudando-se para o Rio de Janeiro em 1875. Nesta cidade, empregou-se como caixeiro, na famosa Livraria Garnier,

passando a colaborar no periódico Gazeta de Notícias. Nomeado oficial da Biblioteca Nacional (1879), inscreveu-se em concurso do Colégio Pedro II para o cargo de professor de Corografia e História do Brasil (1883). A tese que apresentou versava sobre o Descobrimento do Brasil e seu desenvolvimento no século XVI, considerada como uma das mais importantes obras em historiografia de história do Brasil. Aprovado, tomou posse do cargo em 23 de Julho de 1883, tendo-o exercido até 1899, quando Epitácio Pessoa, então ministro da Justiça, determinou anexar o ensino de história do Brasil ao de história universal. Em sinal de protesto, Capistrano recusou-se a lecionar a nova disciplina, preferindo manter-se em disponibilidade para se dedicar à pesquisa.
Principais Obras: José de Alencar (1878); A língua dos Bacaeris (1897); Capítulos de História Colonial (1907); Dois documentos sobre Caxinauás (1911-1912) Os Caminhos Antigos e o Povoamento do Brasil (1930); O Descobrimento do Brasil Ensaios e Estudos (1931-33, póstumos).


Fonte: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre


É considerado o primeiro historiador a dar visibilidade às classes populares na história sócio-econômica do Brasil. De qualquer maneira, cabe salientar que a sua carreira foi marcada por algumas fases:

•1ª fase – De influência positivista, baseava seus estudos a partir das considerações e leituras de Taine, Buckle e Agassiz, demonstrando forte empatia com a noção de civilização da escola francesa.
•2ª fase - ɠnesta etapa que a sua formação teórica se consolida e as mudanças em seu discurso historiográfico podem ser notadas, a exemplo de uma maior elaboração das idéias. Isso ocorre, sobretudo, devido ao seu contato com farta documentação inédita e por causa das suas leituras dos trabalhos de outros historiadores não positivistas da escola realista-histórica alemã.
•3ª fase – Ocorre nesta etapa um aprimoramento intelectual, buscando apoio em trabalhos da economia, geografia, sociologia (ciência ainda nascente e de cunho positivista), bem como na psicologia. Busca, ainda, ir direto às fontes que tinha acesso; nesse sentido procurou aprender e aprofundar os estudos de latim, francês, alemão e inglês. Aprimora, assim, a sua visão crítica e procura desvincular os estudos históricos das "regras naturais" da filosofia positivista.
Capistrano de Abreu utilizou os escritos de Varnhagen acerca do Descobrimento do Brasil, enquanto ponto de partida para as sua análises, não como fonte inspiradora, mas como contraponto em busca de melhor aprofundamento, pois Abreu criticava as insuficiências encontradas nos trabalhos de Varhagen. Destacou-se pela sua inovação metodológica, na medida em que, ao examinar as teorias, procurava, concomitantemente, apropria-se de um número razoável de fontes primárias, além de ler também a historiografia acerca do tema investigado. Essa metodologia (comum na atualidade) permite melhor visibilidade do assunto estudado para assim se chegar a uma tese consistente.

Seu trato com as fontes e posterior escrita do texto é singular para a sua época, consistindo em:

•Apontar contradições internas dos relatos;
•Verificar a autenticidade das fontes utilizadas pelos estudiosos e historiadores;
•Primar pelas referências precisas das fontes sobre o passado;
•Avaliar se as considerações sobre determinado evento histórico são verdadeiras ou não.
Analisando o descobrimento do Brasil, por exemplo, além de descrever com minúcias a viagem de Cabral é capaz, tamb魬 de relacionar o fato com o contexto mais amplo. Além disso, o autor dedica parte considerável de seus escritos aos índios, e o que é mais importante, sem lançar mão de uma visão eurocêntrica. Segundo Reis, Capistrano de Abreu Romperá radicalmente com Varnhagen, valorizando a presença do indígena e do mameluco na identidade brasileira.

LUCIO MACHADO BORGES


José Murilo de Carvalho



José Murilo de Carvalho nasceu em Andrelândia, MG, em 8 de setembro de 1939. Filho de Sebastião Carvalho de Sousa e Maria Angélica Ribeiro.
Formação e títulos:
Bacharel em Sociologia e Política, Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, 1965.
Mestre em Ciência Política. Universidade de Stanford, Califórnia, 1969; Ph.D em Ciência Política, Universidade de Stanford, 1975.
Especialização em Metodologia de Pesquisa, Universidade de Michigan, 1967.
Pós-Doutorado, Departamento de História, Universidade de Stanford, 1976-77.
Pós-Doutorado, Universidade de Londres, 1982.
José Murilo de Carvalho é o único membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e também de Ciências. O historiador recebeu recentemente uma homenagem pelas suas quatro décadas dedicas à vida acadêmica. Parabéns realmente você faz a diferença na nossa HISTÓRIA.
obras:
A Escola de Minas de Ouro Preto (1978)
A Construção da Ordem (1980)
Os Bestializados (1987)
Teatro de Sombras (1988)
A Formação das Almas (1990)
A Monarquia Brasileira (1993)
Desenvolvimiento de la Ciudadania en Brasil (1995)
Pontos e Bordados (1999)
Cidadania no Brasil (2001)

sábado, 29 de agosto de 2009

Homenagem a Miguel Magno


Miguel Magno (Rio de Janeiro, 28 de março de 1951 — São Paulo, 17 de agosto de 2009) foi um ator, diretor e autor brasileiro.
Ficou conhecido por interpretar papéis femininos. Magno chegou a fazer o papel de 11 personagens mulheres diferentes na peça Quem tem medo de Itália Fausta?.
Participou de diversas telenovelas e peças de teatro. Seu mais marcante personagem na televisão foi na telenovela A Lua me Disse, da Rede Globo, onde viveu o crossed-dresser Dona Roma.
Miguel Magno começou sua carreira no teatro em 1984. Na Rede Globo fez as novelas Top Model, Felicidade, Estrela Guia e A Lua Me Disse, e as séries Queridos Amigos, Os Normais e A Diarista. Na Rede Manchete trabalhou em Helena e A História de Ana Raio e Zé Trovão. No SBT atuou em Dona Anja e Direito de Nascer. No cinema, participou de Irma Vap - O Retorno.
Em 2009 Miguel Magno foi convidado por Miguel Falabella para fazer outra personagem mulher: a Dra. Perci,de Toma Lá, Dá Cá.
O ator morreu no dia 17 de agosto de 2009, em decorrência de um câncer, aos 58 anos de idade.
Fica aqui minha homenagem a este ator talentoso, embora muitas pessoas não tiveram o privilégio de conhecer seu trabalho, porque ficou mais no campo do teatro, mas seu brilho ficará para sempre fazendo a diferença de quem conheceu seu verdadeiro talento.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Castro Alves


Aos quatorze dias do mês de março, no ano de 1847, nasceu Antônio de Castro Alves, na fazenda Cabaceiras, a sete léguas da vila de Curralinho, hoje cidade de Castro Alves. Era filho do Dr. Antônio José Alves e D. Clélia Brasília da Silva Castro. Passou a infância no sertão natal, e em 54 iniciou os estudos na capital baiana. Aos dezesseis anos foi mandado para o Recife. Ia completar os preparatórios para se habilitar à matrícula na Academia de Direito. A liberdade aos 16 anos é coisa perigosa. O poeta achou a cidade insípida. Como ocupava os seus dias? Disse-o em carta a um amigo da Bahia: "Minha vida passo-a aqui numa rede olhando o telhado, lendo pouco fumando muito. O meu ‘cinismo’ passa a misantropia. Acho-me bastante afetado do peito, tenho sofrido muito. Esta apatia mata-me. De vez em quando vou à Soledade." Que era a Soledade? Um bairro do Recife, onde o poeta tinha uma namorada. O resultado dessa vadiagem foi a reprovação no exame de geometria. Mas em 64 consegue o adolescente matricular-se no Curso Jurídico. Se era tido por mau estudante, já começava a ser notado como poeta. Em 62 escrevera o poema "A Destruição de Jerusalém", em 63 "Pesadelo", "Meu Segredo", já inspirado pela atriz Eugênia Câmara, "Cansaço", "Noite de Amor", "A Canção do Africano" e outros. Tudo isso era, verdade seja, poesia muito ruim ainda. O menino atirava alto. "A poesia", dizia, "é um sacerdócio — seu Deus, o belo — seu tributário, o Poeta." O Poeta derramando sempre uma lágrima sobre as dores do mundo. "É que", acrescentava, "para chorar as dores pequenas, Deus criou a afeição, para chorar a humanidade — a poesia." Mas, no dia 9 de novembro de 1864, ao toque da meia-noite, na sotéia em que morava, o poeta, que sem dúvida se balançava na rede, fumando muito, sentiu doer-lhe o peito, e um pressentimento sinistro passou-lhe na alma. Pela primeira vez ia beber inspiração nas fontes da grande poesia: essa a importância do poema "Mocidade e Morte" na obra de Castro Alves. Uma dor individual, dessas para as quais "Deus criou a afeição", despertou no poeta os acentos supremos, que ele depois saberá estender às dores da humanidade, aos sofrimentos dos negros escravos (O Navio Negreiro), ao martírio de todo um continente (Vozes d'África). Não era mais o menino que brincava de poesia, era já o poeta-condor, que iniciava os seus vôos nos céus da verdadeira poesia. Naquela mesma noite escreve o poema, tema pessoal, logo alargado na antítese mocidade-morte, a mocidade borbulhante de gênio, sedenta de justiça, de amor e de glória, dolorosamente frustrada pela morte sete anos depois.

Biografia A versão primitiva do Poema foi conservada em autógrafo, documento precioso porque revela duas coisas: o poeta não se contentava com a forma em que lhe saíam os versos no primeiro momento da inspiração; na tarefa de os corrigir e completar procedia com segura intuição e fino gosto. Cotejada a primeira versão com a que foi publicada pelo poeta em São Paulo, por volta de 68-69, verifica-se que todas as emendas foram para melhor. Baste um exemplo: o sexto verso da segunda oitava era na primeira versão "Adornada" com os prantos do arrebol, substituído na definitiva por "Que" banharam de prantos as alvoradas, verso que forma com o anterior um dístico de raro sortilégio verbal.

"vem! formosa mulher — camélia pálida,
Que banharam de pranto as alvoradas".

Quase a meio do curso, em 67, o poeta, apaixonado pela portuguesa Eugênia Câmara, parte com ela para a Bahia, onde faz representar um mau drama em prosa — "Gonzaga" ou a "Revolução de Minas". Era sua intenção concluir o bacharelato em São Paulo, aonde chegou no ano seguinte. A sua passagem pelo Rio assinalou-se pelos mesmos triunfos já alcançados em Pernambuco. Em São Paulo, nos fins de 68, feriu-se num pé com um tiro acidental por ocasião de uma caçada, do que resultou longa enfermidade, em que teve o poeta que se submeter a várias intervenções cirúrgicas e finalmente à amputação do pé. O depauperamento das forças conduziu-o à tuberculose pulmonar, a que sucumbiu em 71 no sertão de sua província natal. Antes de regressar a ela, publicara, em 70, o livro "Espumas Flutuantes", cantos por ele definidos como rebentando por vezes, ao estalar fatídico do látego da desgraça", refletindo por vezes "o prisma fantástico da ventura ou do entusiasmo".

Vulgarmente melodramático na desgraça, simples e gracioso na ventura, o que constituía o genuíno clima poético de Castro Alves era o entusiasmo da mocidade apaixonada pelas grandes causas da liberdade e da justiça — as lutas da Independência na Bahia, a insurreição dos negros de Palmares, o papel civilizador da imprensa, e acima de todas a campanha contra a escravidão. Mas este último tema não figurava nas "Espumas Flutuantes". As composições em que o tratava deveriam formar o poema "Os Escravos", o qual teria como remate "A Cachoeira de Paulo Afonso", publicada postumamente. Deixava ainda o poeta outras poesias avulsas, que era seu propósito reunir em outro livro intitulado "Hinos do Equador".

Ao livro "Os Escravos" pertenceriam "Vozes d'África" e "O Navio Negreiro", os dois poemas em que o poeta atingiu a maior altura de seu estro. O primeiro é uma soberba apóstrofe do continente escravizado, a implorar justiça de Deus. O que indignava o poeta era ver que o Novo Mundo, "talhado para as grandezas, pra crescer, criar, subir", a América, que conquistara a liberdade com formidável heroísmo, se manchava no mesmo crime da Europa.

No "O Navio Negreiro" evocava o poeta os sofrimentos dos negros na travessia da África para o Brasil. Sabe-se que os infelizes vinham amontoados no porão e só subiam ao convés uma vez ao dia para o exercício higiênico, a dança forçada sob o chicote dos capatazes.

Em Castro Alves cumpre distinguir o lírico amoroso, que se exprimia quase sempre sem ênfase e às vezes com exemplar simplicidade, como no formoso quadro do poema "Adormecida", o poeta descritivo, pintando com admirável verdade e poesia a nossa paisagem, tal em "O Crepúsculo Sertanejo", cumpre distingui-lo do épico social desmedindo-se em violentas antíteses, em retumbantes onomatopéias. A este último aspecto há que levar em conta a intenção pragmática dos seus cantos, escritos para serem declamados na praça pública, em teatros ou grandes salas —, verdadeiros discursos de poeta-tribuno. E há que reconhecer nele, mau grado os excessos e o mau-gosto ocasional, a maior força verbal e a inspiração mais generosa de toda a poesia brasileira.


Manuel Bandeira

Fonte: Jornal de Poesia

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Nelson Rodrigues


“Assim como há uma Rua Voluntários da Pátria, podia haver uma outra que se chamasse, inversamente, Rua Traidores da Pátria”.
Nelson Rodrigues,
(1912-1980), escritor, jornalista e dramaturgo.

"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico(desde menino)".

Nascido na capital pernambucana e quinto de quatorze irmãos, Nélson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Seu pai, o ex-deputado federal e jornalista Mário Rodrigues, perseguido politicamente, resolveu estabelecer-se na então capital federal em julho de 1916, empregando-se no jornal Correio da Manhã, de propriedade de Edmundo Bittencourt.
Segundo o próprio Nélson em suas Memórias, seu grande laboratório e inspiração foi a infância vivida na Zona Norte da cidade. Dos anos passados numa casa simples na rua Alegre, 135 (atual rua Almirante João Cândido Brasil), no bairro de Aldeia Campista, saíram para suas crônicas e peças teatrais as situações provocadas pela moral vigente na classe média dos primeiros anos do século XX e suas tensões morais e materiais.
Nélson faleceu numa manhã de domingo, em 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e respiratórias. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. No fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num "bolão" com seu irmão Augusto e alguns amigos de "O Globo". Dois meses depois, Elza atendia ao pedido do marido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide de seu túmulo, sob a inscrição: "Unidos para além da vida e da morte. E é só".

Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A9lson_Rodrigues

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Pagu


“Quando eu morrer, não quero que chorem; deixarei meu corpo pra vocês”.

Patrícia Rehder Galvão(1910 - 1962), conhecida pelo pseudônimo de Pagu, escritora, poetisa e jornalista brasileira.

Bem antes de virar Pagu, apelido que lhe foi dado pelo poeta Raul Bopp, Zazá, como era conhecida em família, já era uma mulher avançada para os padrões da época, pois cometia algumas "extravagâncias” como fumar na rua, usar blusas transparentes, manter os cabelos bem cortados e eriçados e dizer palavrões. Nada compatível com sua origem familiar.
Aos 18 anos, rompeu com a família e foi praticamente adotada pelo casal Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Um ano depois, fez parte do movimento da Antropofagia. Em 1930, casou-se com Oswald, com quem teve seu primeiro filho, Rudá. Integrante do Partido Comunista, Pagu foi presa e torturada por participar de manifestações políticas. Em 1933, ela publicou, com o pseudônimo Mara Lobo, o livro Parque Industrial, documento sobre a vida da classe trabalhadora paulista no início do século. Em 1950, foi candidata a deputada pelo Partido Socialista Brasileiro. Lançou também a Famosa Revista, em que criticava a esquerda nacional, o jornal A Vanguarda, e criou o primeiro Suplemento Literário do Diário de São Paulo.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Leonel de Moura Brizola


Leonel de Moura Brizola nasceu em 22 de janeiro de 1922 no povoado de Cruzinha, que pertenceu a Passo Fundo (RS) até 1931, quando passou à jurisdição de Carazinho (RS). Seu pai, o lavrador José de Oliveira Brizola, morreu na Revolução Federalista de 1923, lutando nas tropas de Joaquim Francisco de Assis Brasil, que combatiam os republicanos de Borges de Medeiros.
Alfabetizado por sua mãe, Onívia de Moura Brizola, começou na escola primária em 1931, em Passo Fundo. Em 1936, matriculou-se no Instituto Agrícola de Viamão, perto de Porto Alegre, formando-se técnico rural em 1939. Nessa época, trabalhou como graxeiro numa refinaria em Gravataí (RS).
Em 1940, mudou-se para Porto Alegre e obteve emprego no serviço de parques e jardins da prefeitura. Para continuar seus estudos, matriculou-se no Colégio Júlio de Castilhos para fazer o curso supletivo. Em 1945, começou a cursar engenharia civil na Universidade do Rio Grande do Sul, formando-se em 1949.
Como governador do Rio Grande do Sul, Brizola teve um mandato polêmico, tendo encampado empresas multinacionais de energia elétrica e telefonia no Rio Grande do Sul. No governo de João Goulart, teve grande influência, lutando pelas chamadas "reformas de base".
Em 1964, Brizola teve os direitos políticos cassados e foi exilado com o golpe militar. Voltou ao Brasil em 1979 com a Anistia e retornou à política, mas perdeu o direito pela legenda do PTB para Ivete Vargas, sobrinha-neta de Getúlio. Fundou, então, com outros trabalhistas históricos, o PDT.
Em 1982, numa campanha surpreendente, foi eleito pela primeira vez governador do Rio de Janeiro. Fez um governo em que foi acusado pelos opositores de não combater o crime o que custou a eleição de seu vice, Darcy Ribeiro, para governador em 1986. Na eleição presidencial de 1989 - a primeira direta após a ditadura -, ficou em terceiro lugar, atrás de Fernando Collor e Lula, a quem acabou apoiando. Nesta época, uma frase sua ficou famosa. "Vamos fazer a direita engolir esse sapo barbudo", afirmou, numa referência ao candidato petista.
Em 1990, ele foi eleito para um segundo mandato no Rio de Janeiro, mas acabou deixando o governo desgastado e, graças ao aumento da violência, com a presença do Exército nas ruas. Acabou derrotado a partir de então em todas as eleições que disputou: presidente (1994), vice-presidente (1998, na chapa de Lula), prefeito do Rio (2000) e senador (2002).
Morreu aos 82 anos no rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 2004

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Teodoro Fernandes Sampaio (1855-1937


Geógrafo e historiador, Teodoro Sampaio também é considerado um dos maiores engenheiros do século XIX. Filho da escrava Domingas da Paixão do Carmo, conseguiu estudar em bons colégios no Rio de Janeiro e São Paulo, sobretudo pela influência do pai, o sacerdote Manuel Fernandes Sampaio, que, além de comprar a alforria de Domingas, cuidou para que o filho tivesse uma boa educação.

Ingressou em 1871 na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde se formaria engenheiro civil. Durante os estudos universitários, foi convidado a trabalhar como desenhista no Museu Nacional. Formou-se em 1877 e dois anos depois já integrava a “Comissão Hidráulica”, criada por D. Pedro II para realizar estudos sobre os portos e a navegação no interior do país. Convidado para ser o engenheiro chefe da Comissão de Desobstrução do Rio São Francisco, deixa o cargo para trabalhar com o geólogo Orville Derby, nos trabalhos de levantamento geológico do Estado de São Paulo (1886). Entre 1892 e 1903 exerceu as funções de diretor e engenheiro-chefe do Saneamento do Estado de São Paulo e inspetor da empresa canadense The São Paulo Tramway Light and Power Company.

Como respeitado intelectual foi um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo em 1894; membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, que presidiu em 1922 e sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1902). Além dos trabalhos de cunho técnico, foi autor de trabalhos de geografia, escritos econômicos, sociológicos e, principalmente, históricos.

Entre seus livros e artigos estão: O rio São Francisco e a chapada Diamantina (1906), O tupi na geografia nacional (1901), Atlas dos Estados Unidos do Brasil (1908), Dicionário histórico, geográfico e etnográfico do Brasil (1922), História da Fundação da Cidade do Salvador, Os kraôs do Rio Preto no Estado da Bahia, com um vocabulário e uma carta etnográfica, e Contribuição para a história da catequese e civilização dos índios do Brasil.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878)


Poucos conhecem este nome: Francisco Adolfo de Varnhagen, conhecido como pai da História do Brasi, foi educado em Portugal, mas nasceu no Brasil. Seu primeiro contato com a História do Brasil também foi em terras lisboetas onde fez sua primeira pesquisa no célebre arquivo da Torre do Tombo. Tormou-se engenheiro militar em 1834, mas decidiu voltar ao Brasil em 1840
Diplomata de carreira, Varnhagen ganhou notoriedade por diversos trabalhos. Desvendou, por exemplo, o mistério dos restos mortais de Pedro Álvares Cabral ao encontrar seu o túmulo em Santarém, na igreja de Nossa Senhora da Graça, em 1838. Sua obra de maior fôlego foi História geral do Brasil, considerada a maior síntese histórica produzida nos oitocentos. A simpatia que nutria pela monarquia lhe rendeu severas críticas, mas o livro foi considerado um marco pelo esforço do autor em respeitar critérios científicos de grande valor para sua geração.
Para saber mais visitem o site da Biblioteca Nacional.

sábado, 19 de abril de 2008

Lord Byron


O grande poeta inglês, Lord Byron(Londres, 22 de janeiro de 1788Missolonghi, 19 de abril de 1824), morre de uma febre( naquele tempo não se soube bem a causa mortis) em Missolonghi, Grécia. Melhor conhecido como Lorde Byron, foi um destacado poeta britânico e uma das figuras mais influentes do Romantismo.Chorado como um verdadeiro herói grego, Byron doou 4.000 libras esterlinas à armada grega, promovendo ele próprio a união das facções nacionalistas na sua luta pela independência da Turquia. No entanto, nunca veria o seu sonho concretizado, uma vez que morreu pouco depois de se encarregar de uma brigada das guerrilhas da região de Epiro. Recordado pelos seus poemas épicos, Childe Harold's Pilgrimage e Don Juan, Byron foi um dos poetas mais populares do seu tempo e a personificação da figura romântica. As narrativas idealistas das suas viagens pela Grécia contribuíram para sensibilizar a Europa sobre a situação dos gregos sob o regime do Império Otomano.

Ele é famoso pelas suas obras-primas, tais como Peregrinação de Childe Harold e Don Juan. Esse último permaneceu inacabado devido à sua morte iminente. Byron é considerado como um dos maiores poetas europeus e é muito lido até os dias de hoje.


Nossa homenagem ao grande poeta

Um dos poemas mais conhecidos e brilhantes do autor

Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio


Tradução de Castro Alves


Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito

Vê em mim um crânio, o único que existe

Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,

Tudo aquilo que flui jamais é triste.

Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri;

Que renuncie e terra aos ossos meusEnche!

Não podes injuriar-me; tem o verme

Lábios mais repugnantes do que os teus.

Onde outrora brilhou, talvez, minha razão,

Para ajudar os outros brilhe agora e;

Substituto haverá mais nobre que o vinho

Se o nosso cérebro já se perdeu?

Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus

Já tiverdes partido, uma outra gente

Possa te redimir da terra que abraçar-te,

E festeje com o morto e a própria rima tente.

E por que não? Se as fontes geram tal tristeza

Através da existência -curto dia-,

Redimidas dos vermes e da argila

Ao menos possam ter alguma serventia.


Fonte : Canal da história e wikipédia

quinta-feira, 13 de março de 2008

Albert Einstein


Pessoal hoje é aniversário do físico alemão Albert Einstein, sou fã deste homem que fez a diferença na Fisíca e na HUmanidade, ele nasceu em Ulm, Alemanha. As suas teorias da relatividade espacial e geral alteraram drasticamente a visão do Universo por parte da Humanidade e a sua obra sobre a teoria de partículas e da energia ajudou a tornar possível, em primeiro lugar, a mecânica quântica, e em segundo lugar, a bomba atômica ( infelizmente nem tudo é perfeito). Lamentou profundamente o uso da bomba atômica nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki e transformou-se num defensor do controle internacional da tecnologia nuclear. A teoria da relatividade de Albert Einstein negou a existência do tempo e do espaço absoluto, e a teoria geral levou a um novo conceito da gravidade. Posteriormente, tentou uma teoria unificadora da gravidade, fenômenos subatômico e electromagnetismo, mas não o conseguiu. As suas descobertas já lhe tinham proporcionado um lugar entre as mentes mais criativas da História. .Quando criança não foi considerado o melhor aluno da escola e foi reprovado na 5ª série, muitos o considerava louco mas como certeza ele Fez a Diferença. Morreu nos Estados Unidos em 1955

Fonte: canal da História

segunda-feira, 3 de março de 2008

General Dwight D. Eisenhower

General Dwight D. Eisenhower


Exactamente como foi previsto há pouco mais de 60 anos.É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças Aliadas, General Dwight D. Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotografias e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e, até mesmo, enterrassem os mortos.E o motivo, ele assim o explanou: "Que se tenha o máximo de documentação – façam filmes, gravem testemunhos – porque, nalgum ponto ao longo da história, algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu".«Tudo o que é necessário para o triunfo do mal é que os homens de bem nada façam» (Edmund Burke).Relembrando:Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque "ofendia" a população muçulmana que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo e o quão facilmente cada país se está deixando levar.Estamos há pouco mais de 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.Este e-mail está a ser enviado em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos e 1.900 padres católicos que foram assassinados, massacrados,violentados, queimados, mortos de fome e humilhados, enquanto a Alemanha e a Rússia olhavam noutras direcções.Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o"Holocausto é um mito", torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça.A intenção de enviar este e-mail é a de ele ser lido por 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

Pessoal recebi esse texto por e-mail de uma amiga que mora em Portugal, não verifiquei sua autenticidade quanto a questão de que "o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque "ofendia" a população muçulmana..." também não tem assinatura de autor, se alguem souber a autoria ou se alguém achar que não condiz com a verdade ou se de alguma forma ferir os direitos autorais, por favor me avisem.
Um pouco da vida do General
Dwight "Ike" Eisenhower (apelido que ganhou ainda na infância), nasceu em Denison, Texas, a 14 de outubro de 1890. A sua carreira militar só começou a decolar em 1930, quando um estudo seu sobre estratégia chegou às mãos do general Douglas MacArthur.
Em novembro de 1942 passou a chefiar também as tropas francesas e inglesas no norte da África e, em maio do ano seguinte, conseguiu a rendição de alemães e italianos na região. Daí em foi comandar as invasões da se Sicília e da parte continental da Itália. Eisenhower assumiu o posto de comandante-supremo aliado na Europa ocidental em dezembro de 1943 e coube a ele aceitar a rendição incondicional dos alemães. Após a rendição dos alemães, maio de 1945, o general Dwight David Eisenhower foi aclamado como o grande vencedor das segunda guerra. Em Paris, Londres, Moscou, Nova York, Washington, mais de um milhão de pessoas saíram às ruas para vê-lo passar em carro aberto.
Para saber mais sobre o General: http://www.t2w.com.br/bio.asp?cod=9

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Simon Bolívar


Simon Bolívar nasceu no dia 24 de julho de 1783 em Caracas, na Venezuela. O libertador devotou sua vida à luta pela independência do Norte da América do Sul. Em 1819, Bolívar expulsou os espanhóis de onde é hoje a Colombia, essa batalha foi considerada a mais ousada da história militar. Conduziu 2500 homens por um terreno tão acidentado que os espanhóis julgavam intransponível.
Bolívar chegou ao Peru em 1823 e prevaleceu sobre o governo real espanhol na Batalha de Junin, em agosto de 1824. Mas foi Sucre que assegurou uma vitória total, ao esmagar as tropas espanholas em Ayacucho, em dezembro de 1824. A guerra pela independência estava vencida.
Bolívar não conseguiu manter a confederação dos países da América do Sul. Por volta de 1830, Venezuela e Equador já haviam deixado a união, e Bolívar, percebendo que suas ambições políticas eram uma ameaça à paz regional, renunciou em abril do mesmo ano. Quando faleceu, em 17 de dezembro de 1830, ele estava deprimido, pobre, e havia sido exilado de seu país de origem, a Venezuela. Ele morreu de tuberculose em Santa Marta, na Colômbia.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Simone de Beauvoir


Simone de Beauvoir, nascida em 9 de janeiro de 1908 em Paris, filha de uma família burguesa decadente, aluna brilhante, estudou filosofia na Faculdade de Letras de Paris, onde, além de Sartre, entrou em contato com toda uma geração de intelectuais. Aos 21 anos, Simone de Beauvoir era a mais jovem professora de seu tempo. Lecionou filosofia e publicou seu primeiro romance, A convidada (L'invitée), em 1943, aos 35 anos. Em 1949 publica O Segundo Sexo, pioneiro manifesto do feminismo, no qual propõe novas bases para o relacionamento entre mulheres e homens. Os Mandarins é de 1954; nesse mesmo ano, Beauvoir ganha o prêmio Goncourt. Ela e Sartre visitaram o Brasil entre agosto e novembro de 1960; foram também a Cuba, recebidos por Fidel Castro e Che Guevara. Sempre tiveram marcada atuação política, manifestando-se contra o governo francês por suas intervenções na Indochina e na Argélia; contra a perseguição dos judeus durante a Segunda Guerra; contra a invasão americana do Vietnã e em muitas outras ocasiões. Simone de Beauvoir morreu em Paris, em 14 de abril de 1986. Entre seus muitos livros, vale ressaltar O Sangue dos Outros (1945), Uma Morte Muito Suave (1964) e A Cerimônia do Adeus (memórias da vida com Sartre, 1981).

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ramsés II


Faraó do Egito (1194-1163 a. C.) da vigésima dinastia, nascido Usermaetré Meriamon em Tebas, famoso por suas grande vitórias marítimas e contra os povos da Ásia Menor e por estar ligado, segundo a bíblia, à opressão e êxodo dos hebreus. Na história aparece como um dos grandes conquistadores, juntamente com Tutmés I e III, da XVIII dinastia, e Ramsés II (XIX dinastia).
Ramsés foi um dos maiores faraós que o Egito já teve. Governou por 70 anos, talvez nenhum faraó tenha governado tanto. Foi um grande construtor e um grande lutador. Ficou famoso por causa da grande batalha de Kadesh.
O soberano egípcio queria tomar posse de terra que pertencia aos Hititas, chamada Kadesh, pela qual passavam as rotas mercantis para o Oriente. Para isso, liderou um exército enorme visando conquistá-la. Essa região na Síria, desde do faraó monoteísta Akhenaton, sofria com as tomadas de posse dos hititas e as retomadas dos egípcios.
Ramsés, ao completar 10 anos de idade, foi nomeado como comandante-chefe dos exércitos do seu pai, Set I, e aos 14 anos o jovem príncipe recebeu permissão para participar ao lado do faraó Set de combates na Líbia. Os dois conseguiram tomar a cidade hitita de Kadesh por um breve período, mas os inimigos a recuperaram logo que retornaram ao Egito. Antes da morte do seu pai, Ramsés, o novo faraó, jurou retomar Kadesh.
Das grandes construções que realizou, são conhecidos seis templos na Núbia, dois deles escavados na rocha, em Abu Simbel, com quatro estátuas colossais do rei. A leste do delta do Nilo, fundou a cidade de Pi-Ramesse ou casa de Ramsés, famosa por sua beleza e localizada de forma a facilitar as campanhas na Ásia. Em Tebas, concluiu o templo funerário de seu pai e construiu outro para si mesmo, atualmente conhecido como Ramesseum.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Puská

Herbert Binkert e Ferenc Puskás.

O futebol perdeu, em 17 de novembro de 2006, um dos maiores jogadores de sua história: o húngaro Ferenc Puskás, aos 79 anos de idade.
Ferenc Puskás Biro, melhor canhoto da história do futebol e artilheiro do século XX, foi uma das principais peças no Real Madrid do final da década de 50 e início dos anos 60.Com 85 participações pela seleção húngara, sua melhor fase foi com a camisa do clube espanhol, marcando 159 gols em 179 partidas.Durante a "era Puskás", o Real Madrid venceu seis edições do Campeonato Espanhol e duas Taças da Europa - hoje Liga dos Campeões.O ex-jogador é lembrado por sua bela atuação na final da competição européia de 1960, vencida pelo Real Madrid sobre o Eintracht Frankfurt por 7 a 3, com quatro gols marcados por ele. Através de um comunicado, o Real Madrid manifestou sua "profunda dor" pela morte de Puskás. "Sentimos uma profunda tristeza pelo desaparecimento de uma de suas maiores lendas", destacou o clube através de seu site.
Encerrou a carreira como jogador por volta dos quarenta anos de idade. Acabou tornando-se um treinador de relativo sucesso, uma de suas melhores performances foi quando levou o Panathinaikos, da Grécia, à final da Taça dos Campeões Europeus. Encerrou a sua carreira de técnico no começo da década de 90.
Desde 2000, Puskas sofria do mal de Alzheimer, doença degenerativa que atinge o cérebro e causa perda progressiva da memória. O ídolo morreu em Budapeste .

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Albrecht Dürer (1471 – 1528)

As Quatro Bruxas, de Albrecht Dürer.1497(Dürer é o principal artista do Renascimento Alemão)

As gravuras do artista alemão Albrecht Dürer (1471 – 1528) do acervo brasileiro se encontram na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro desde o século XIX.
Albrecht Dürer viveu entre 1471 e 1528 e foi a figura central da renascença alemã. Estudou com o seu pai, um ourives húngaro que emigrou para a Alemanha, e em 1486 começou a pintar. Tornou-se aprendiz do pintor Michael Wolgumut com quem iniciou os seus trabalhos de gravura em madeira e cobre. Dürer inspirou-se nos trabalhos dos pintores dos dois maiores centros artísticos europeus (Itália e Holanda), mas sendo muito mais inovador. A partir de 1490 Dürer viajou bastante para estudar, passando nomeadamente por Itália e Antuérpia. Durante os dez anos após 1496, Dürer passou de um artista relativamente desconhecido para alguém com uma ampla reputação como artista e como matemático. Dürer continuava interessado em aprender com os italianos, mas desta vez não no domínio das artes, mas sim no domínio da matemática. Dürer foi um típico artista do renascimento. A sua nacionalidade alemâ e as suas longas estadias em Itália são um sinal de que o Renascimento não se confinou a Itália e que os artistas italianos exerciam uma enorme influência sobre o resto da comunidade artística europeia, dada a admiração que provocavam as suas obras de arte e também a sua formação clássica e matemática. Com certeza, mais um que fez a diferença na arte, na História, na vida

14 Bis

Alberto Santos Dumont realizou o primeiro vôo motorizado da história. A bordo de seu avião 14-Bis, o aviador sobrevoou por 220m o Campo de Bagatelle, em Paris, a 6m de altura, no dia 23 de outubro de 1906. Existe uma polêmia em volta do 14 Bis, os irmãos norte-americanos Orville e Wilbur Wright, que reivindicaram para si o pioneirismo do vôo. Eles alegaram que tinham realizado o primeiro vôo motorizado da história no dia 17 de dezembro de 1903, na cidade de Kitty Hawk, na Carolina do Norte (EUA), quando conseguiram voar 36,5 metros durante 12 segundos com sua aeronave Flyer 1. O fato é considerado em parte do mundo, especialmente nos Estados Unidos, como sendo o vôo pioneiro. O problema é que os irmãos não cumpriram os critérios da FAI e do Aeroclube da França: nada foi filmado nem noticiado na imprensa norte-americana. A única prova que os irmãos tinham de sua façanha era uma foto – que, segundo estudiosos, poderia ter sido tirada poucos dias antes. Outro problema é que o avião dos Wright necessitava de vento ou de meios externos para alçar vôo. Sem provas, os irmãos perderam a questão e o "Pai da Aviação" é nosso Santos Dumont, que fez a diferença no mundo da aviação.

sábado, 22 de setembro de 2007

O Senhor dos jardins

Ruínas do palácio de Nabucodonosor (século VI antes de Cristo), na Babilônia

Nabucodonosor foi um importante rei da Babilônia (atual Iraque) por mais de 40 anos. Segundo a história da Antiguidade, ele mandou erguer os famosos " Jardins Suspensos da Babilônia". No entanto, os jardins não foram identificados nas ruínas desocbertas no antigo reino da Mesopotâmia. Assim, sem fatos concretos, os hhistóriadores acreditam que essa pode ser mais uma das lendas que envolve Nabucodonosor. O famoso monarca também é encontrado nas passagens da Bíblia.
Sabe-se que após a queda da Assíria(atual Irã), Nabucodonosor exerceu forte domínio sobre todo o território do Crescente Fértil, região do Antigo Oriente, que começa na Costa Leste do Mar Mediterrâneo e segue em direção ao Golfo Pérsico, pegando uma parte entre os rios Tigre e Eufrates. Pra isso, realizou diversas conquistas militares, dominando a Síria e a Palestina e provocando a intervenção do Egito, que queria manter sob seu poder os pontos do Líbano.
Casou-se em 612 a.C. com a filha de Ciáxares, rei dos Medos. Foi sucedido pelo seu filho Evil-Merodaque. Ficou famoso pela conquista do Reino de Judá e pela destruição de Jerusalém e seu Templo em 587 a.C. Utilizou boa parte das coletas para construção de templos e fortificação de palácios.
Fonte: Ivan Esperança Rocha. professor de história da Unesp