sábado, 3 de outubro de 2009

Casa do saber


Em parceria com a Casa do Saber, a Revista de História da Biblioteca Nacional oferecerá cinco cursos de história do Brasil a partir de outubro. Os encontros acontecerão semanalmente sempre às 20 horas e abordarão alguns marcos que definem a alma – e o corpo – do Brasil, evocando temas antigos que permanecem como referências indeléveis em nossas motivações e sentimentos atuais. A arte popular espalhada em espaços de todo o país, as intervenções públicas na preservação de construções – imaginárias ou não –, os dramas e tropeços em torno da questão racial, a canção popular e as nossas tradições políticas fazem parte desse percurso histórico vertiginoso e provocativo.Mais informações podem ser encontradas no site da Casa do Saber ou pelo telefone (21) 2227-2237. Assinantes da Revista ganham desconto na inscrição. Confira abaixo a programação:


19 OUT PEDRA, CAL E SONHOS: A HISTÓRIA DO PATRIMÔNIO E SEUS RITMOS HOJE Luiz Fernando de AlmeidaO exame da trajetória da política do patrimônio histórico e sua influência no país constituem a base deste encontro. Desde sua criação, a ação do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) foi capaz de reservar os espaços de memória que definem a identidade brasileira, ao mesmo tempo em que criou novas referências? De alguns anos para cá, mudanças conceituais a respeito do patrimônio acenam para novas direções, como os bens imateriais e paisagens culturais. Luiz Fernando de Almeida é presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e coordenador do Programa Monumenta, desde 2006. É arquiteto e urbanista graduado pela PUC-Campinas. Mestre em Estruturas Ambientais Urbanas pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). É professor universitário de História e projetos de Arquitetura.


26 OUT AS ARTES DO POVO BRASILEIROClaudia Marcia FerreiraEste encontro destacará a importância do reconhecimento e da valorização das expressões populares para a preservação da diversidade cultural brasileira, e a consequente necessidade de qualificar os diferentes atores sociais no diálogo com as políticas públicas para o desenvolvimento social pleno do país. Claudia Marcia Ferreira é museóloga formada pela Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro (UNI-RIO), é diretora do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. Foi diretora do Museu de Folclore Edison Carneiro, de 1982 a 1990. É autora de "O mundo encantado de Antonio de Oliveira" e "Antonio de Gastão, pescador de Cabo Frio" e organizadora da edição de "Festas populares brasileiras". Foi presidente do Conselho Federal de Museologia e coordenou a curadoria da exposição permanente em cartaz no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Rio de Janeiro.


09 NOV RAÇA Lilia Moritz SchwarczA partir de uma perspectiva histórica e antropológica, este encontro irá analisar a maneira pela qual o tema da raça, de forma positiva ou negativa, sempre fez parte dos discursos de identidade no Brasil. Nesse contexto, serão abordadas questões polêmicas como cor, raça social, negociação étnica e ações afirmativas. Lilia Moritz Schwarcz é professora titular do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP). Autora de Retrato em branco e negro, O espetáculo das raças e As barbas do Imperador – D. Pedro II, um monarca nos trópicos, pelo qual ganhou o Prêmio Jabuti, entre outros, e de O sol do Brasil: Taunay e as desventuras dos artistas franceses na corte de D. João. Coordenou o volume 4 da História da Vida Privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. Foi curadora das exposições: Navio Negreiro: cotidiano, castigo e rebelião escrava, A longa viagem da biblioteca dos reis, Nicolas Taunay uma leitura dos trópicos, entre outras.16 NOV TRADIÇÕES POLÍTICAS Renato LessaO lugar da política republicana na formação do Brasil serve de mote principal para este encontro. Como pensar nossas tradições que desafiam os impasses políticos que atravessamos? Vícios privados e virtudes públicas, corrupção e vigilância institucional, representação e participação, parlamentarismo e presidencialismo. Quais são, afinal, os referenciais para se pensar a política e o exercício da cidadania no país de hoje? Renato Lessa é professor titular de Ciência Política da UFF e de Teoria e Filosofia Política do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Mestre e doutor em Ciência Política pelo Iuperj, com pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, França, e no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Portugal. É autor de “O presidencialismo de animação e outros ensaios sobre a política brasileira”, “Agonia, aposta e ceticismo: ensaios de filosofia política”, “A invenção republicana”, entre outros livros.


23 NOV MÚSICA BRASILEIRA - ORIGENS E DESDOBRAMENTOSSantuza Cambraia Naves Este encontro irá analisar a trajetória singular da canção popular brasileira nos séculos XX e XXI, a partir de um olhar sobre seus compositores e letristas e o diálogo que travaram com a história, a cultura e a realidade nacionais. Santuza é professora do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio e coordenadora do Núcleo de Estudos Musicais da Universidade Candido Mendes. Mestre em Antropologia Social pela UFRJ e doutora em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (Iuperj). É autora de livros como "O violão azul: modernismo e música popular", "Da bossa nova à tropicália", "Do samba canção à tropicália", além de organizadora das edições "A MPB em discussão – entrevistas", junto com Tatiana Bacal e Frederico Coelho, "Por que não? - Rupturas e continuidades da contracultura", com Maria Isabel Mendes de Almeida, e "Leituras sobre música popular – reflexões sobre sonoridade e cultura", com Júlio Diniz e Emerson Giumbelli.


Revista da Biblioteca Nacional

terça-feira, 7 de julho de 2009

O bolo de noiva - origem e história


O bolo de noiva teve a sua origem numa antiga tradição romana que consistia em partir um pequeno pedaço de pão sobre a cabeça da noiva, a fim de lhe desejar fertilidade, mais pão do que bolo, geralemnte tinha forma de pássaro e o noivo comia um pedaço antes de jogar o resto na noiva.Com isto, acreditava-se, ficava simbolizado o romper do hímen e o domínio do noivo sobre a noiva. Os convidados apanhavam as migalhas e dividiam-nas entre eles porque, dizia-se que davam sorte. Com o evoluir da forma do bolo, tornou-se impossível manter esta tradição.
Na época medieval, em Inglaterra, em vez de um bolo de pão havia vários bolos (doces) mais pequenos. Eram trazidos pelos convidados e empilhados uns em cima dos outros; cabia aos noivos tentarem beijar-se por cima da pilha. Se conseguissem seria um sinal de que teriam muitos filhos. Diz-se que assim surgiu o bolo de casamento em andares, como existe atualmente.
Mais tarde, no século XVII, surgiu a tarte da noiva que se tornou bastante popular no início do século XIX. Não era obrigatória nos casamentos, mas era muito comum nas cerimónias mais modestas. Era uma tarte com recheio de pão doce, ou de carne, como uma espécie de empada gigante. Lá dentro tinha um anel de vidro. A convidada que encontrasse o anel seria a próxima a casar.
No fim do século XIX, o bolo de casamento tornou-se usual. Chamava-se bolo da noiva, para mostrar que o mais importante no casamento era a noiva. No início, os bolos só tinham um andar, e eram, normalmente, de ameixa.
Mais tarde surgiram os bolos cobertos com açúcar refinado. Nesta época, os ingredientes não se encontravam facilmente, especialmente os da cobertura. Mas, uma cobertura branca significava que era feita do melhor açúcar. Assim, as famílias eram consideradas mais influentes, quanto mais branco fosse o bolo. Na época Vitoriana, esta cor passou a ter uma conotação simbólica: a da pureza e virgindade.
No século XVII, surgiu a ideia de que as convidadas deveriam pôr uma fatia de bolo debaixo da almofada antes de se deitarem. Dizia-se que assim sonhariam com o futuro marido. Mas, um século depois, a fatia ficou reduzida a migalhas (que deveriam ser passadas pela aliança da noiva), e, novamente, colocadas debaixo da almofada. Esta tradição quebrou-se quando as regras da cerimónia impuseram que a noiva não tirasse, fosse por que motivo fosse, a aliança depois da cerimónia religiosa.
Um costume que perdura até aos nossos dias, principalmente em algumas zonas do Reino Unido e América, é o de guardar o último andar do bolo, congelando-o, para comemorar o primeiro aniversário de casamento. Esta ideia surgiu no século XIX, numa altura em que era comum os filhos aparecerem pouco depois do casamento. Assim, o terceiro andar do bolo podia servir para o batizado.Cada coisa não é?

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/casamento/tradicao-do-casamento-2.php

terça-feira, 30 de junho de 2009

Hijab (véu)


Hijab (véu), quer dizer, em árabe, "o que separa duas coisas". O véu da noiva significa separar-se da vida de solteira, para entrar em uma nova vida; a de esposa.
A origem do uso do véu esta na antigüidade quando era usado como parte do vestuário feminino, principalmente pelas mulheres da nobreza, pois sua pele devia ser clara. As camponesas tinham a pele escura curtida pelo sol. A função do véu era proteger os cabelos e a pele do rosto e pescoço contra danos causados pelo sol e pelo vento.
Alguns historiadores afirmam que o véu de noiva tem origem na Grécia e depois em Roma, pois eles entendiam que que o véu protegeria a noiva dos infortúnios, dos maus espíritos e também de outros possíveis admiradores.
Na Idade Média, o uso do véu entre as mulheres dos povos Anglo-saxões se dava apenas entre as mulheres casadas, e jovens solteiras não podiam usa-lo.
O véu tem seu significado religioso no Cristianismo pois ele aparece em todas as representações de Maria, Mãe de Jesus Cristo. O uso do véu na igreja era comum antes da década de 1960.
O véu da noiva também esta ligado a mitologia, pois Ishtar, a antiga Deusa do Amor, surgiu das profundezas e os vapores da terra e do mar cobriram-na " como um véu ".
O véu é uma peça misteriosa pois ao mesmo tempo que esconde, destaca a beleza da mulher.
Existem muitas outras tradições, histórias e explicações para o uso de véu de noiva, uma das justificativas mais conhecidas fala sobre a virgindade da noiva, representada pelo seu véu branco.

Fonte: Enciclópedia do Mundo e alguns sites na net

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Origem do buquê de noiva




Prometi a uma amiga que está noiva, que postaria um pouco sobre a história dos acessórios que compõem um casamento, a começar pelo buquê de noiva, ornamento usado desde a antiguidade e que tem significado ímpar.
A tradição do buquê de noiva está ligada a simbologia da vida, já que as flores são os órgãos reprodutores das plantas, portanto está ligada a fertilidade. Acredita-se que o buquê teria surgido na Grécia como uma espécie de amuleto contra o mau-olhado e, o buquê era feito com uma mistura de alho, ervas e grãos. Esperava-se que o alho afastasse maus espíritos e as ervas ou grãos garantiam uma união frutífera.
Na Idade Média era comum a noiva fazer o trajeto a pé para a igreja e no caminho recebia flores ou ervas e temperos para trazer felicidade e boa sorte. Ao fim do trajeto ela tinha já formado um buquê e cada um destes presentes tinha um significado referente, assim os antigos romanos costumavam atirar flores no trajeto da noiva, pois acreditavam que as pétalas fariam a noiva ter sorte e dar carinho ao marido.
Na Europa, durante a Idade Média, os arranjos começaram a tornar-se mais sofisticados, devido à chegada de flores exóticas.
Na época Vitoriana, era impróprio declarar abertamente seus sentimentos, criou-se então a “Linguagem das Flores” para demonstrar suas intenções sem falar uma palavra sequer. Os buquês passaram a ser escolhidos por causa do significado das flores.
Na antiga Polônia, acreditava-se que, colocando açúcar no buquê da noiva, seu temperamento se manteria "doce" ao longo do casamento.
Antigamente havia o hábito de guardar o buquê sob uma redoma de vidro, exposto sobre algum móvel na sala ou na cômoda do quarto.

Nos dias de hoje, o buquê é essencial para que o traje da noiva esteja completo. Ele pode ser feito de flores naturais ou artificiais.
Nos casamentos realizados na parte manhã ou a tarde, é aconselhável que o buquê seja de pequeno ou médio porte e com flores do campo ou flores coloridas, já para as cerimônias a noite recomenda-se buquê maior com flores mais nobres e chamativas.
Os formatos dos buquês podem ser: pequeno e redondo, cheio e redondo, tipo cascata ou tipo braçada.
Lembre-se que os buquês em flores naturais devem ser conservados em água ou no refrigerador, dependendo da flora, até a hora do casamento.
O importante é você escolher um buquê de acordo com seu vestido e personalidade e caso você não queira se desfazer do buquê então faça outro para ser tradicionalmente jogado às convidadas. Essa tradição já era praticada na antiguidade e por isso confeccionava-se dois buquês: o primeiro, abençoado pelo sacerdote era guardado. O segundo, era lançado em direção às mulheres solteiras. Aquela que conseguir pegá-lo, teria a sorte de ser a próxima a casar.

Abaixo os significado das flores:

· Cactus: perseverança
· Copo de leite: reconciliação
· Tulipa: declaração de amor
· Coroa imperial: majestade, poder
· Margarida: inocência, virgindade
· Camélia: beleza perfeita
· Cravo amarelo: desprezo
· Lírio: pureza
· Miosótis: fidelidade
· Flores do campo: juventude
· Celósia: fertilidade
· Cravos variados: rejeição
· Crisântemo: paixão
· Rosas: amor em suas várias formas
· Dália: crescimento
· Hortência: frieza, indiferença
· Dedaleira: falsidade
· Gerânio escuro: tristeza
· Dente-de-leão: oráculo
· Gérbera: vida, energia

Fonte: SOS noivas, Superinteressante, períodicos entre outras fontes na internet.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O fado

Para quem não sabe eu sou descendente de portugueses, por isso cresci ouvindo minha vó cantando fado, e não é porque é minha avó, mas sua voz é belíssima, pensando nesse fato da minha infância, resolvi falar um pouco do fado.
O fado é cantado por uma pessoa só, conhecida como fadista, acompanhada por uma guitarra clássica, também conhecida como guitarra portugeusa ou simplemente viola( no meio dos fadistas). A origem do fado é atribuida aos Mouros, na chamada conquista cristã, mas não é comprovado historicamente, a origem do fado é de dificil localização geográfica e temporal. Outra hipótese remete para os trovadores medievais cujas canções contêm características que o fado conserva. Assim, nas cantigas de amigo e de amor revelam semelhanças recorrente ao Fado de Lisboa e Coimbra e a crítica política e social tão típica do Fado tem correspondência nas cantigas de escárnio e maldizer.
Uma terceira origem, refere-se ao Brasil, e pasmem, talvez o famoso fado português tenha saído dos nosso portos para os portos de Lisboa, através da forma Ludum, música cantada pelos escravos brasileiros e reproduzidas provavelmente pelo marinheiros que na época( 1800) retornavam para Lisboa.
Amália Rodrigues foi considerada a maior fadista de todos os tempos, Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este gênero musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo. Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras músicas de tradição popular portuguesa, como ainda canções contemporâneas (iniciando o chamado fado-canção) e mesmo alguma música de origem estrangeira (francesa, americana, espanhola, etc.). Marcante contribuição sua para a história do Fado, foi a novidade que introduziu de cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados Teve ainda ao serviço da sua voz a pena de alguns dos maiores poetas e letristas seus contemporâneos, como David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Melo, etc. ( fonte: Wikipédia)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Fogo!

Fábrica de Cartucho e Pólvoras – 1939 - Portugal

No século IX, os alquimistas chineses decobriram a fórmula da pólvora, mas o grande surto de armas de fogo só ocorreu no começo do século XII, quando a dinastia Sung foi disputada pelos tártaros do reino Jin da MAnchúria oriental. Durante a Dinastia Sung, a pólvora era usada em rifles e foguetes. O exército Song também comprimia pólvora em canos de bambu, além de usá-la como uma forma primitiva de sinalização. Em 1126 d.C., um oficial local chamado Li Gang registrou a defesa da cidade de Kaifeng com o uso de canhões, que causaram um grande número de vítimas em uma tribo nômade de saqueadores. A guerra pela disputa do reino durou 200 anos, houve, assim, uma corrida armamentista entre defensores e invasores e lança-chamas de bambu evoluíram para armas de com cano de metal, as granadas de papel deram lugar as bombas de ferroque derrubavam muros de pedras. Quando a tecnologia ds pólvora chegou à Europa, usada pela primeira vez em 1324, usado no cerco de Metz, hoje na França, o efeito foi explosivo no sentido literal da palavre e no tamanho do sucesso que esta arma obteve.

Infelizmente, a descoberta da pólvora movimenta hoje um mercado de armas em torno de 75 milhões, apenas nos EUA, alimentando guerras coletivas e pessoais no mundo inteiro

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Os eunucos


A tradição aparece com o império Persa em 550-334 a. C., os homens eram castrados para servirem de guardiões dos hárens. A castração removia apenas os testículos, pois na maioria dos casos, os pobres coitados morriam de hemorragia ou de infecção, quando tinham todo orgão retirado.
Álem de vigiar os hárens, os eunucos, faziam tarefas domésticas ou serviam como espiões para reis e imperadores.
Roma, Grécia, África ( ao norte), na Palestina e na Índia, até mesmo na Europa do século XVIII idolatrava-se os castrati(cantores de ópera que faziam papéis femininos e eram imensamente populares na Itália dos séculos XVI a XVIII), assim, o pênis não se desenvolvia, nem outras características masculinas como pêlos, ossaturas e voz grossa, preservando a voz masculina de soprano.
O Vaticano utilizou em seu coral os castrati até 1878.
Na China, eles tiveram um papel importante mais ou menos no século VIII( ou antes disto), os eunucos serviam ao detentor do mandato do céu, porque osimperadores chineses exigiam de suas esposas e concubinas pureza moral e os eunucos faziam papel de vigias da castidade, homens "inteiros" eram mortos só pelo fato de se aproximarem de um háren, a comprovação da paternidade era uma exigência para assumir o governo, naquele tempo não havia como comprovar a paternidade, assim os eunucos tiveram um papel muito importante na política chinesa neste período.
De acordo a Revista Época, na atualidade existem, na Índia, um número significativo de aproximadamente 50 mil eunucos.


Para saber mais sobre os eunucos indianos acessem:


http://epoca.globo.com/edic/20000228/soci5.htm

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Poços em degraus da Ìndia


Os poços em degraus da Índia, conhecido com o nome de baoli, variando de acordo o local, baori, baudi, entre outros, são enormes reservátorios de água escavados no solo, possuindo uma série de degraus nas suas paredes onde se armazena a água e alguns possuem até rampas para que o gado possa adentrar e matar a sede.
Historiadores afiram que os poços com degraus surgiram há cerca de 800 anos na Índia e no Paquistão, porém há controvérsias por parte de alguns historiadores, que afirmam que os poços são mais antigos, cerca de 1500 anos atrás.
Os poços perderam com o tempo a sua função e passaram a ser "locais de convívio onde as pessoas podiam desfrutar calmamente de sombra e frescura".

Para ver as imagens dos poços e conhecer mais um pouco da história, acesse:

http://blog.uncovering.org/archives/2008/02/baoli_os_pocos.html

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O palavrão


A superinteressante desse mês (fev.2008) abordou o palavrão como ciência em uma matéria intitulada A ciência do palavrão, o texto está no molde da ciência, o que despertou minha curiosidade para a história e fui buscar fontes que falasse sobre a origem de se falar palavrão, e o porquê de utlizá-lo a cada frase, mas para minha surpresa não encontrei registros, historicamente falando, da origem do palavrão.
Existe até um Dicionário do palavrão, de autoria de Mário Souto Maior, mas em momento algum, ele fala sobre a origem do palavrão.
Fala-se palavrão em todas as línguas, mas a coisa não está devidamente registrada na história, achamos registros na literatura, principalemnte na literatura portuguesa, data do século XV, em autores como Bocage, GIl Vicente, Guerra Junqueiro, Gregório de Matos, em documentos valioso do século XVI: as catolicíssimas Denunciações do Santo Ofício, em Casa grande & senzala.

Não há um estudo linguístico mais aprofundado acerca da origem do palavrão, nos dicionários eletrônicos, podemos encontrar que a palavra data de meados do século 19, e seu conceito de uma modo geral, é simples e comum a maioria dos dicionários:


palavrão é que se trata de uma "palavra grande e de pronúncia difícil; expressão pomposa e empolada; palavra grosseira e/ou obscena" (Houaiss).


Em um forum sobre o assunto encontrei no Yahoo em a melhor resposta de Ériton Berçaco · Muqui (ES) · 25/10/2007 , o registro de uma data, outra vez, na literatura e na arte, nos escritos de um professor de " Literatura Paulo Roberto Sodré, da Universidade Federal do Espírito Santo, durante o segundo congresso da Abeh (Associação Brasileira de Estudos da Homocultura), expôs seu ensaio Os homens entre si: os fodidos e seus maridos nas cantigas de Pero da Ponte, séc. XIII, sobre vinte e nove poemas portugueses, datados do século 13, que ficaram recolhidos devido ao seu teor erótico e às ocorrências de termos chulos."


Continuarei pequisando sobre o tema e quando concluir minhas pesquisas, postarei algo mais concreto, no mais, se algum leitor souber de alguma fonte sobre o tema, agradeceria se deixasse a fonte no comentários, e assim, fazer a diferença.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A lenda do queijo 2


Reza a lenda que um certo dia um pastor, ao partir em demanda de pastagens mais exuberantes que as da sua Serra, deixara na sua caverna leite num odre. Dias depois, verificou boquiaberto que, em vez de leite, saía dele um líquido de cor esverdeada. Abriu o odre e deparou com uma saborosa massa branca, levemente ácida, que veio a chamar-se coalhada, e que bem depressa foi incluída na alimentação habitual daquele tempo. Posteriormente, ao observar que um fenómeno semelhante se passava no estômago dos cabritos e borregos em períodos de amamentação, utilizava esses estômagos e obtinha uma coalhada adocicada, que colocava em moldes, acinchos, onde a submetia, ou não, a uma espessura mais ou menos intensa.
Atribui-se aos romanos a introdução do fabrico do queijo de ovelha na Península Ibérica. É fácil perceber que rapidamente essa sabedoria chegou aos montes Hermínios, região muito povoada de gado ovino e caprino.

A lenda do queijo (1)


O amigo Luis, lá do blog : Lugar do real, do simbolico e do imáginario, deixou um comentário sobre a lenda do queijo, curiosa, fui pesquisar sobre o assunto, e surpresa achei esta lenda que falam sobre a origem do queijo, postarei em partes sobre a história do queijo e que os meus queridos amigos, leitores do nosso blog, possam, assim, se inteirar da diversidade cultural e observar as diferenças.
O queijo existe há pelo menos seis mil anos e sua origem é uma incógnita


A primeira lenda encontrada, conta que o primeiro queijo foi feito acidentalmente por um mercador Árabe que, ao sair para cavalgar por uma região montanhosa, abaixo do sol escaldante, levou uma bolsa cheia de leite de cabra para matar a sede. Após um dia inteiro de galopes, o árabe, morto de sede, pegou seu cantil e deparou-se com uma grande surpresa, o leite havia se separado em duas partes: um líquido fino e esbranquiçado, o soro, e uma porção sólida, o queijo. A transformação deu-se devido ao calor do sol, ao galope do cavalo e ao material do cantil, uma bolsa feita de estômago de carneiro, que ainda continha o coalho, substância que coagula o leite. O processo de fabricação do queijo até hoje segue o mesmo princípio, é feito através da coagulação do leite pela ação do composto enzimático extraído de um do estômago dos bovinos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O vinho


Existe uma lenda interessante que fala sobre a origem do vinho, lendo-a resolvi postar sobre este assunto. A lenda grega atribui a descoberta da videira a um pastor, Estáfilo, que, ao procurar uma cabra perdida, a foi encontrar comendo parras.
Colhendo os frutos dessa planta, até então desconhecida, levou-os ao seu patrão, Oinos, que deles extraiu um sumo cujo sabor melhorou com o tempo.Por isso, em grego, a videira designa-se por staphyle, e o vinho por oinos.
A mitologia romana atribui a Saturno a introdução das primeiras videiras; na Península Ibérica, ela era imputada a Hercules.
Na Pérsia, a origem do vinho era também lendária: conta-se que um dia, quando o rei Djemchid se encontava à sombra da sua tenda, observando o treino dos seus arqueiros, foi o seu olhar atraído por uma cena que se desenrolava próximo: uma grande ave contorcia-se envolvida por uma enorme serpente, que lentamente a sufocava.O rei deu imediatamente ordem a um arqueiro para que atirasse.Um tiro certeiro fez penetrar a flecha na cabeça da serpente, sem que a ave fosse atingida.Esta, liberta, voou até aos pés do soberano, e aí deixou cair umas sementes, e ele mandou semear.Delas nasceu uma viçosa planta que deu frutos em abundância.
O rei bebia frequentemente o sumo desses frutos.Um dia, porém, achou-o amargo e mandou pô-lo de parte; alguns meses mais tarde, uma bela escrava, favorita do rei, encontrando-se possuída de fortes dores de cabeça, desejou morrer.Tendo descoberto o sumo posto de parte, e supondo-o venenoso, bebeu dele.Dormiu (o que não conseguia havia muitas noites) e acordou curada e feliz.
A nova chegou aos ouvidos do rei, que promoveu o vinho à categoria de bebida do seu povo, batizando-o Darou-é-Shah « o remédio do rei ».
Quando Cambises, descendente de Djemchid, fundou Persépolis, os viticultores plantaram vinhas em redor da cidade, as quais deram origem ao célebre vinho de Shiraz.
Pesquisadores concluiram que o vinho tenha sido invetado antes da escrita e do arado, portanto, há 7.500 anos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O Carnaval


A maioria das pessoas acreditam que o Carnaval é uma festa popular brasileira, mas essa festa tem sua origem na Antiguidade.
O Carnaval originário tem início nos cultos agrários da Grécia, de 605 a 527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e produtividade do solo.
O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape. É nessa época que sexo e bebidas se fazem presentes na festa.
Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Acredita-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles, etc.
O Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água nos outros. O primeiro registro de baile é de 1840.
Em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. No início século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam pela cidade durante o Carnaval. A primeira escola de samba foi fundada em 1928 no bairro do Estácio e se chamava Deixa Falar. A partir de então, outras foram surgindo até chegarmos à grande festa que vemos hoje.
Apoveitando a oportunidade, desejo a todos um Feliz Carnaval e um bom feriado.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Revolução Neolítica


Na pré-história, em torno de 12000 A.C., começaram a surgir as primeiras formas de agricultura (domesticação de espécies de vegetais) e pecuária (domesticação de animais), junto com a formação das primeiras aldeias agrícolas. Nesse período, o uso do fogo e de algumas ferramentas, assim como do esterco animal, passaram a fazer parte do cotidiano dos aglomerados urbanos, os quais deram origem às cidades.
Entre as construções mais antigas que sobreviveram até hoje estão os silos de Faium, no Egito, e Jericó, na Cisjordânia, comprovando uma mudança na organização econômica e na mentalidade dos grupos neolíticos.
A produção de um excedente agrícola, somada à atividade criadora (que, no fundo, representa a produção de um excedente de carne), servirá para atender às necessidades da comunidade em períodos mais duros, propiciando o crescimento da população e o surgimento posterior de um comércio incipiente. Mas isto só virá depois. De início a comunidade é auto-suficiente, uma vez que coleta ou produz todo o alimento de que necessita, utiliza matérias-primas da região para os equipamentos necessários (madeira e palha, argila e pedra, ossos e chifres) e fabrica suas próprias ferramentas e utensílios.

Para saber mais sobre este período: http://www.culturabrasil.org/revolucaoneolitica.htm

domingo, 14 de outubro de 2007

O Pífano

O pífano (pífaro ou pife) é um instrumento musical de influência indígena feito de taboca ( espécie de bambu), possui sete orifícios, um para soprar e seis para dedilhar( muito parecido com a flauta). Na atualidade pode ser fabricado com cano de PVC ou de metal, porém não possui a mesma sonoridade e beleza.Sua raiz histórica causa polêmica porque alguns historiadores afirmam que sua origem vem dos primeiros cristãos que utilizava o pífano para saudar a Virgem Maria, outros já afirmam que remonta aos beduínos orientais e berberes norte-africanos, que legaram aos colonizadores nos 800 anos de dominação na Ibéria este formato, logo copiado por toda Europa.
Não importa as controversas históricas porque de qualquer maneira o pífano foi incorporado a cultura nordestina e tornou-se instrumento comum nas festividades profanas e religiosas. Atualmente, o pífano passa por um momento de redescoberta, já que está sendo pesquisado e utilizado por movimentos musicais contemporâneos como o Pife Moderno e o Mangue Beat.
Abaixo temos um vídeo com João do Pife e a Banda Dois Irmãos, são principais nomes da cultura popular caruarense (Pernambuco).
Foi na Feira de Caruaru, vendendo os pífanos que ele mesmo fabrica, e fazendo demonstrações para atrair os compradores, que João do Pife ganhou notoriedade, demonstrando autenticidade das características do povo nordestino. Homem simples e espontâneo, João lidera a banda de pífanos Dois Irmãos, que por sinal, foi criada em 1928 por seu pai, mestre Alfredo Marques dos Santos, em Riacho das Almas.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Os braços da Deusa

Onde estão os braços da Vênus de Milo? muitos historiadores procuram respostas, mas ninguém até hoje sabe e muitas teorias foram lançadas, algumas são tão controversas que o jornalista americano Gregory Curtis passou dois anos entre Paris e a ilha de Milo, na Grécia, em busca de uma resposta. A Vênus foi encontrada em 1820 e a teoria mais provável é de que os braços da Deusa foram arrancados durante uma batalha, o jornalista descobriu que esta versão é fantasiosa. Os historiadores sabem que quando a Deusa foi encontrada já estava sem os braços, interessante é que o marinheiro que a encontrou negociou pelo valor de meia dúzia de cabras. A Vênus embarcou, aos pedaços, em direção a Paris e foi remontada pelos restauradores do Museu do Louvre, onde está até hoje.
Para saber mais visitem: http://www.historianet.com.br

sábado, 22 de setembro de 2007

O Senhor dos jardins

Ruínas do palácio de Nabucodonosor (século VI antes de Cristo), na Babilônia

Nabucodonosor foi um importante rei da Babilônia (atual Iraque) por mais de 40 anos. Segundo a história da Antiguidade, ele mandou erguer os famosos " Jardins Suspensos da Babilônia". No entanto, os jardins não foram identificados nas ruínas desocbertas no antigo reino da Mesopotâmia. Assim, sem fatos concretos, os hhistóriadores acreditam que essa pode ser mais uma das lendas que envolve Nabucodonosor. O famoso monarca também é encontrado nas passagens da Bíblia.
Sabe-se que após a queda da Assíria(atual Irã), Nabucodonosor exerceu forte domínio sobre todo o território do Crescente Fértil, região do Antigo Oriente, que começa na Costa Leste do Mar Mediterrâneo e segue em direção ao Golfo Pérsico, pegando uma parte entre os rios Tigre e Eufrates. Pra isso, realizou diversas conquistas militares, dominando a Síria e a Palestina e provocando a intervenção do Egito, que queria manter sob seu poder os pontos do Líbano.
Casou-se em 612 a.C. com a filha de Ciáxares, rei dos Medos. Foi sucedido pelo seu filho Evil-Merodaque. Ficou famoso pela conquista do Reino de Judá e pela destruição de Jerusalém e seu Templo em 587 a.C. Utilizou boa parte das coletas para construção de templos e fortificação de palácios.
Fonte: Ivan Esperança Rocha. professor de história da Unesp

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Origem da palavra tragédia

Dionísio (deus do teatro)

A palavra tem origem inseperada. Vem do grego tragoedia, sendo tragos, bode, e oidé, ode, cançao. Ou seja; tragédia é a canção do bode! Na Grécia antiga, quando se celebravam heróis e deuses como Dionísio, antes da costumeira representação de peças de autores famosos, exibiam-se cantores que usavamos pés de cabra ou bode, tal como se imaginava fossem as divindades que habitavam os bosques. Nessas cerimônias em honra ao deus, além das vestimentas de aspecto caprino, o canto era acompanhado pelo sacrifício de um bode. Mas por que isso? Porque, como o bode devastava as videiras, seria também inimigo de Dionísio, o deus grego do vinho, e, por conseguinte, deveria ser sacrificado. Entre nós, modernos, a palavra tragédia tornou-se uma aplicação costumeira para designar um acontecimento doloroso, catastrófico, acompanhado de muitas vítimas, ou ainda para descrever o desenlace de uma paixão qualquer que redundou num horrível assassinato.
A tragédia era a acima de tudo uma forma artística e Aristóteles, um dos primeiros a estudar o os espetáculos teatrais, a tragédia seria "uma representação imitadora de uma ação séria, concreta, de certa grandeza, representada, e não narrada, por atores em linguagem elegante, empregando um estilo diferente para cada uma das partes, e que, por meio da compaixão e do horror provoca o desencadeamento liberador de tais afetos."

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Aikido (合気道)

Aikido é uma arte marcial originária do Japão, criada pelo mestre Morihei Ueshiba, O-sensei (1883 - 1969), que buscou coordenar à perfeição as atividades conjuntas do corpo e da mente com as leis naturais, isso porque os movimentos do Aikido, sem exceção, seguem as leis da natureza. São cheios de vigor e energia, mas aplicado sempre ao princípio de não-resistência e da abstenção de força bruta. Nos dojôs de artes marciais existem muitos gestos que conduzem à concentração: a maneira de arrumar os sapatos, os objetos pessoais, a maneira de saudar ao entrar, etc.
O Aikido é uma arte marcial estritamente japonesa que concentrou toda a essência do conjunto de artes marciais e princípios filosóficos dos antigos samurais, chamado Budô, sendo o Aikido oficializado no Japão em 1942 com esse nome. O aikidoista em confrontos, preferencialmente, harmoniza-se com a linha agressiva e a converte em um movimento circular o que deixa o atacante sem reação. No Aikido você aprende a educar seu interior, pois a prática da arte exige organização, lealdade, disciplina, respeito mútuo, determinação e paciência, dentre outros aspectos, que são internalizados ao longo dos anos de treinamento. Não conhecia o Aikido, e pessoalmente, achei de uma beleza ímpar, não é uma arte marcial agressiva e busca a harmonia, até o significado do nome é de uma elevação espiritual muito grande, assim o termo aikido é composto por três caracteres kanji:Ai : harmonia 合 Ki : energia 気 Dô : caminho 道

domingo, 16 de setembro de 2007

A capoeira


Capoeira é uma arte, pessoalmete eu jogo capoeira desde quando eu era Baby, mas historicamente no iníco do século XIX , grupos de capoeiristas usavam as ruas para exibir suas habilidades e resolver suas diferenças, enquato a policia reprimia os lutadores, a elite temia uma revolta dos escravos.Praticada por negros de diversas origens africanas, a capoeira não era proibida no início do século 19. Há registros da prática da capoeira nos séculos XVIII e XIX nas cidades do Rio de Janeiro, Recife e Salvador, porém durante anos a capoeira foi considerada subversiva e sua prática foi proibida e duramente reprimida. Devido a essa repressão, a capoeira praticamente se extinguiu no Rio de Janeiro, onde os grupos de capoeristas eram conhecidos como maltas, e em Recife, onde segundo alguns historiadores a capoeira deu origem à dança do frevo, conhecida como o passo. Em 1932, Mestre Bimba fundou a primeira academia de capoeira do Brasil em Salvador.Mestre Bimba acrescentou movimentos de artes marciais e desenvolveu um treinamento sistemático para a capoeira, estilo que passou a ser conhecido como Regional. Em contraponto, Mestre Pastinha pregava a tradição da capoeira com um jogo matreiro, de disfarce e ludibriação, estilo que passou a ser conhecido como Angola. Da rivalidade desses dois grandes mestres, a capoeira deixou de ser marginalizada, e se espalhou da Bahia para todos os estados brasileiros. Com certeza, esses dois mestres fizeram a diferença na cultura brasileira.