quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ode ao dois de Julho




Era no Dous de Julho. A pugna imensa
Travara-se nos cerros da Bahia...
O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá.
"Neste lençol tão largo, tão extenso,
"Como um pedaço roto do infinito ...
O mundo perguntava erguendo um grito:
"Qual dos gigantes morto rolará?! ...

Debruçados do céu. . . a noite e os astros
Seguiam da peleja o incerto fado...
Era tocha - o fuzil avermelhado!
Era o Circo de Roma - o vasto chão!
Por palmas - o troar da artilharia!
Por feras - os canhões negros rugiam!
Por atletas - dous povos se batiam!
Enorme anfiteatro - era a amplidão!

Não! Não eram dous povos os que abalavam
Naquele instante o solo ensangüentado...
Era o porvir - em frente do passado,
A liberdade - em frente à escravidão.
Era a luta das águias - e do abutre,
A revolta do pulso - contra os ferros,
O pugilato da razão - com os erros,
O duelo da treva - e do clarão! ...

No entanto a luta recrescia indômita
As bandeiras - corno águias eriçadas -
"Se abismavam com as asas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz...
Tonto de espanto, cego de metralha
O arcanjo do triunfo vacilava...
E a glória desgrenhada acalentava
O cadáver sangrento dos heróis!

Mas quando a branca estrela matutina
Surgiu do espaço e as brisas forasteiras
No verde leque das gentis palmeiras
Foram cantar os hinos do arrebol,
Lá do campo deserto da batalha
Uma voz se elevou clara e divina.
Eras tu - liberdade peregrina!
Esposa do porvir - noiva do Sol!...

Eras tu que, com os dedos ensopados
No sangue dos avós mortos na guerra,
Livre sagravas a Colúmbia terra,
Sagravas livre a nova geração!
Tu que erguias, subida na pirâmide
Formada pelos mortos do Cabrito,
Um pedaço de gládio - no infinito...
Um trapo de bandeira - n'amplidão!. ..

Castro Alves

2 de Julho-Independência da Bahia


As pessoas que vivem em outra região perguntam porque a Bahia comemora sua Independência e se a Bahia não faz então parte do Brasil? é um erro pensar assim pois a história da independência da Bahia esta vinculada a independência do Brasil. Para compreender essa situação, precisamos vislubrar a História no período em que nosso país passava por uma transição, assim a independência do Brasil é no dia 07 de setembro de 1822 e nós comemoramos a independência aqui, em 02 de julho de 1823, simplemsmente porque de acordo o professor Cid Teixeira o foco político vinculado a Lisboa, era um foco político ligado à metrópole portuguesa, era um foco político que tinha muito pouco a ver com o Brasil do nordeste que era o Brasil produtor, o Brasil que interessava ao fisco, o Brasil que interessava ao negociante de açúcar, o Brasil que interessava à produção e não o Brasil que interessava à política.
Portanto meus amigos, uma coisa e da o grito do Ipiranga e outra coisa é garantir o dominio sobre o território nacional e foi isso que aconteceu na Bahia. A guerra da Bahia, onde brilhou o heroísmo popular, além de lideranças como Labatut, Lima e Silva, João das Botas, Maria Quitéria, entre tantos outros. Em carta a José Bonifácio, Labatut registra: "Nenhum filho de dono de engenho se alistou para lutar". A consciência da possibilidade de uma nação surgiu de baixo.
Foram meses de luta, batalhas em diversos pontos do Recôncavo Baiano, sendo a mais famosa a de Pirajá, onde segundo consta, o corneteiro Lopes decidiu a vitória tocando 'avançar' quando havia sido instruído para fazer o contrário. Vitória brasileira.
Em Santo Amaro e Cachoeira, as duas principais cidades do Recôncavo, aconteceram importantes episódios históricos vinculados ao processo da Independência da Bahia. Coube ao Senado da Câmara de Santo Amaro, em 14 de junho de 1822, reunir-se e decidir que o Brasil deveria ter um centro único de Poder Executivo, segundo regras de uma constituição liberal e ter direito a exército e marinha sob a autoridade do Príncipe Regente. Também a Câmara de Cachoeira, em 25 de junho 1822, proclamou o Príncipe Regente “defensor e protetor deste Reino do Brasil”. Esses atos e manifestações marcaram a adesão da Bahia ao movimento pela independência, que tomaram impulso no sul do país.
No dia 18 de fevereiro, marinheiros portugueses cercaram e tomaram o Forte de São Pedro e o quartel da Mouraria, onde se concentravam os militares brasileiros. Sendo superiores em número e armamento, eles logo dominaram a cidade e cometeram absurdos, culminando com o assassinato de Soror Joana Angélica, no Convento da Lapa, onde também feriram o Padre Daniel da Silva Lisboa, capelão do Convento.
Os baianos não aceitaram a perda da cidade. Militares brasileiros saíram do Forte de São Pedro e armaram guerrilhas nas matas, desde Brotas até a Fazenda Garcia. Militares, civis e famílias inteiras refugiaram-se no Recôncavo.
A Guerra da Independência da Bahia tornou-se uma oposição entre Salvador, com os comerciantes portugueses ligados às cortes de Lisboa, e o Recôncavo, centro de articulação das forças nacionais, com os senhores de engenho radicados na terra e lutando por ela.
No Recôncavo baiano surgiram milícias e grupos de voluntários, armados e mantidos pelos senhores de engenho. Foi nesse cenário que Maria Quitéria, uma jovem dos arredores de Feira de Santana, desobedeceu a seu pai para unir-se à luta no Batalhão dos Periquitos. Com os cabelos cortados e vestindo-se como um homem, fugiu de casa e dirigiu-se à vila de Cachoeira, onde se alistou sob o nome de Medeiros. Ao ser descoberta pelo pai, duas semanas depois, foi defendida Major José Antônio da Silva Castro, avô do poeta Castro Alves. Maria Quitéria foi incorporada a esta tropa, pois tinha facilidade no manejo das armas e reconhecida disciplina militar. A jovem participou de importantes defesas, atacou trincheiras, comandou grupos femininos e fez prisioneiros. Por seus atos de bravura em combate, o General Pedro Labatut conferiu-lhe as honras de 1º Cadete. No dia 20 de agosto foi recebida no Rio de Janeiro pelo Imperador em pessoa, que a condecorou com a Imperial Ordem do Cruzeiro, no grau de Cavaleiro.
No dia dois de julho, o Exército Libertador entrou triunfante na cidade do Salvador, sob o comando do General Lima e Silva. Maria Quitéria foi saudada e homenageada pela população em festa. O governo da Província dera-lhe o direito de portar espada e, na condição de Cadete, ela usava uniforme de cor azul, com saiote e capacete com penacho.
A libertação de Salvador do domínio de tropas portuguesas foi longa e difícil. Na realidade, as lutas contra as forças portuguesas do brigadeiro Madeira de Melo, a mais alta autoridade militar da província, começaram a crescer desde 1820. Com a independência proclamada por dom Pedro, os conflitos aumentaram.
Portugal desejava fazer de Salvador um foco de resistência à independência da Colônia. No início de 1823, tropas portuguesas chegaram a Salvador para reforçar os contingentes da Metrópole. As tropas brasileiras de Manuel Pedro, que havia sido nomeado por dom Pedro para a mesma função de Madeira de Melo, foram derrotadas. Diante da derrota, recuaram para o Recôncavo Baiano, pois os habitantes dessa região eram os maiores defensores da independência.
Nos primeiros meses de 1823, a situação de Salvador deteriorou muito. Sem alimentos, as doenças matavam cada vez mais pessoas. Diante dessa situação, o chefe português permite a saída dos moradores de Salvador e cerca de 10 mil pessoas deixam a capital da província. Em fins de maio, uma nova frota brasileira comandada pelo inglês lord Cochrane chega a Salvador. Vendo que era inútil a resistência, as tropas portuguesas se rendem.
O mês de julho começa com o embarque dos portugueses. No dia 2, o Exército brasileiro entra vitorioso em Salvador.
As guerras de independência, em especial a que se travou na Bahia, revelam um aspecto importante no processo da emancipação política do Brasil, muitas vezes pouco valorizado em nossos estudos históricos: a independência enfrentou uma questão militar. E como o Brasil não tinha uma estrutura militar adequada às necessidades de seu imenso território, precisou lançar mão de tropas mercenárias, comandadas por oficiais estrangeiros.

Fonte:
Brasil, História e Sociedade, de Francisco M. P. Teixeira. São Paulo, Ática, 2000.
As guerras da independência, de Arlenice Almeida da Silva. São Paulo, Ática, 1995.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos namorados


As comemorações dos Dias dos Namorados possuem várias explicações possíveis, baseada na tradição cristã, romana e pagã. A Igreja Católica reconhece três santos com o nome de Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no Século III, em Roma, onde os casais celebram seu dia, em 14 de fevereiro.
Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II, que queria constituir um exército romano grande e forte, mas não conseguiu atrair muitos soldados, porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias e partirem para a guerra. Assim, o imperador proibiu os casamentos entre jovens e Valentim, revoltado, resolve realizar casamentos secretos. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.
Já na Roma Antiga, a data era celebrada em 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) no festival Os Lupercalia. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua namorada durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia).
Com o tempo, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França - e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializadas no início do século XIX.
Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se cria que o dia 14 de Fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves.
No Japão existem dois dias dos namorados. O primeiro é 14 de fevereiro, quando as mulheres dão presentes e chocolates para amigos, namorados e afins. E no dia 14 de março é a vez dos homens retribuírem o presente.
No Brasil comemoramos o Valentine's Day como Dia dos Namorados, em 12 de junho.
Feliz Dia dos Namorados para todos os apaixonados do mundo todo e aproveitem e façam à diferença

domingo, 7 de junho de 2009

Chama que não se apaga



“Acende a fogueira, João nasceu!” Parece canto de festa junina, mas foi uma ordem dada por Isabel assim que deu à luz, naquele 24 de junho. Conta a tradição popular que o fogo foi a forma de comunicar o parto à sua prima, Maria, que estava em outro ponto do vale. Maria também estava grávida: seis meses depois, era a vez de Jesus vir ao mundo.

Além dos laços familiares, João tinha outras coisas em comum com o profeta que daria origem ao cristianismo. Como Maria, Isabel também engravidou contra todas as probabilidades. Não era virgem, mas dizia-se que estava estéril e tinha idade avançada quando concebeu o último filho. Ele se tornou um pregador e ficou conhecido por batizar os gentios nas águas do Rio Jordão. Mas quando o apontavam como o esperado Messias dos judeus, ele anunciava: “Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das sandálias; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. Referia-se ao primo.

Para ganhar de vez o apelido de “Batista”, realizou um feito capaz de fazer inveja a qualquer outro santo: abençoou o próprio Jesus, testemunhando em seguida a descida do Espírito Santo em forma de pomba – era o início da meteórica missão do “filho de Deus”.

As qualidades de João Batista lhe garantiram lugar de honra entre os santos católicos. Equiparando-se a Jesus, ele é o único do qual se comemora o dia do nascimento, e não o da morte. A diferença de seis meses entre eles inspirou uma clara demarcação no calendário cristão: se dividirmos o ano ao meio, metade é para Jesus (de junho a dezembro) e a outra metade para São João (de dezembro a junho). (...)

Autora: Luciana Chianca

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Dia das Mães


Para homenagear a minha mãe querida, resolvi postar algo que tenha a ver como minha paixão, e a minha paixão é a História, então pesquisei um pouco sobre a origem e tradição dos Dias das Mães.
Muita gente pensa que é uma data criada pelo comércio para aquecer as vendas, pasmem! a origem da comemoração desta data foi encontrada na Grécia Antiga. Os gregos prestavam homenagens a deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem homenagens à deusa.
Os romanos também não ficaram atrás, eles eram politeístas e seguiam uma religião muita parecida com a grega, por isso faziam este tipo de celebração. Em Roma, durava cerca de 3 dias ( entre 15 a 18 de março) e era feita em homenagem a Cibele, mãe dos deuses.
Porém, a comemoração tomou-se cristã nos primórdios do cristianismo.Era uma celebração realizada em homenagem a Virgem Maria, a mãe de Jesus.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
Fontes:
Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra
Norman F. Kendall, Mothers Day, A History of its Founding and its Founder, 1937.
- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.
- Revista Vtrine - artigo - Abril, S.P., 1999

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher (origem)


Hoje, pra quem não sabe, é o dia internacional da mulher. A escolha do dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher não deriva de um acontecimento isolado, mas sim de um contexto histórico e muito mais amplo. A idéia mais difundida é de que a data seria uma homenagem a operárias norte-americanas que, durante uma greve, foram trancadas na fábrica onde trabalhavam e morreram queimadas em um incêndio provocado pelos patrões. Outra hipótese refere-se a uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino ocorrida nesse dia do ano de 1857.
A origem do Dia Internacional da Mulher insere-se em um contexto histórico e ideológico muito concreto, cujo objetivo, em seu começo, não foi rememorar nenhuma catástrofe que vitimou um grande número de mulheres. O texto da resolução adotada pela II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague em 1910, vem confirmar que nem se fazia alusão a nenhum acontecimento protagonizado por operárias que devesse ser comemorado com a celebração do Dia Internacional da Mulher, nem sequer se propunha uma data concreta em que esta devesse acontecer.
Sua origem tem de ser compreendida em meio a ascensão das lutas operárias de finais do século XIX e início do século XX, cujas discussões teóricas, no campo socialista, convocavam à participação política e em cujo contexto tomava corpo a luta pela libertação da mulher. A partir de começos do século XX, essa batalha das socialistas se cruzou com a de um punhado de mulheres independentes, em sua maioria pertencentes à classe média ou alta, que estavam em campanha pelo direito ao voto.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O carnaval

Máscaras da liberdade: reputação a salvo na rua ou no salão/ Os palhaços apaixonados, afresco, Giovanni Domenico Tiepolo, 1793, Camera dei Pulcinella – Villa Tiepolo, Zianigo.

O carnaval nasceu na Antiguidade, resistiu à Idade Média e chegou aos tempos atuais com formas diversas, mas com o mesmo fundamento: a suspensão dos estatutos sociais. Paradoxalmente, as tentativas de controle religioso quase sempre se converteram em mais diversão. ( Véronique Dumas)

A palavra carnaval, do latim carnis levale, significa “retirar a carne”. O sumiço desse item do cardápio representa uma preparação para a quaresma, período dedicado à abstinência, ao jejum e, simbolicamente, ao resguardo do cristão em relação a prazeres mundanos. A quaresma vai da quarta-feira de Cinzas ao domingo de Páscoa, no calendário móvel dos católicos.

Tomou o mundo, entretanto, a interpretação de que os três dias que antecedem o suposto sacrifício do prazer deveriam ser um elogio ao excesso, e não uma preparação ritual do jejum. E isso está ligado às longínquas origens pagãs da folia.

Desde a Antigüidade, festas populares em várias culturas propunham algo muito parecido com o que se vê hoje no Brasil e no mundo: a suspensão momentânea do estatuto social, a inversão de papéis, de sexos e de valores, tudo com data marcada para terminar.

Só muito mais tarde essa catarse popular foi assimilada pelo calendário cristão, operação que resultou mais em fracassos do que em vitórias. No balanço geral, a derrota da religião diante do carnaval é retumbante. O cristianismo, por exemplo, jamais conseguiu esterilizar totalmente os loucos dias anteriores à quaresma, nem mesmo na Idade Média.

Para saber mais: História Viva

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A história de papai Noel


A história de papai Noel é inspirada na lenda de São Nicolau. Ele era um bondoso homem que viveu na região da Turquia em 280 d.C.. Conhecido pro sua bondade e generosidade Nicolau se preocupava com seus semelhantes e procurava ajudar a todos, principalmente os mais pobres. Foi dele a idéia de arrecadar donativos no Natal para aliviar os mais necessitados, assim ele arrecadava comida, roupas e brinquedos.Nicolau ingressou para o seminário e doou todos os seus bens.Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.
A história de NIcolau tornou-se conhecida, porém ela acabous endo misturada com a lenda da Escandinávia na qual um mago bondoso, que vivia em uma floresta,na época do Natal presenteava as crianças comportadas.Este mago passou a ser representado pela figura de um velhinho, com grande barba branca e olhar sereno. Com o passar do tempo esta lenda ganhou o mundo e passou a fazer parte do imagináio infantil.
Nos anos 30, a figura do Papai Noel, tornou-se popular mundialmente, com as mesmas características que encontramos hoje em dia: as famosas roupas vermelhas. Isso ocorreu devido a uma campanha publicitária encomendada pela Coca-Cola para a época do Natal, as roupas vermelhas são as mesmas da marca. A campanha obteve um êxito tão grande que desde então a figura do papai Noel passou a ser representada com as roupas vermelhas.

sábado, 13 de dezembro de 2008

O Natal


Eu já fiz um post sobre a origem do natal no ano passado, mas como não queria deixar passar em branco, resolvi postar algo .

Este blog é dedicado a história da humanidade e das culturas, assim, o Natal está em várias culturas, porque é uma das mais coloriadas festas da humanidade, é época de pensar no outro, em pensa em fraternidade, mesmo que estes pensamentos acabem logo no ínicio de janeiro.

Tudo é permitido no Natal, a fantasia está solta, a idéia de que existe um velhinho de barba branca, vestido com roupa de lã e botas, castanhas, trenós, renas, foi introduzido pelo simbolismo norte-americano e muito bem aceito por nós.(adoramos a cultura alheia) E assim, até os antinatalinos acabam em concessões, um presentinho aqui, outro acolá. Uma estrelinha de belém na porta de casa, a árvore colorida, um mimo para marcar a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa. Independente do consumismo, tão marcante, o Natal mantem símbolos sagrados do dom, do mistério e da gratuidade ( no sentido de doar-se ou de doar, afinal somos solidários e provamos isto quando as campanhas aparecem na televisão e nos comovem, mesmo que ao lado da nossa casa alguém esteja caído e somos incapazes de perguntar se está necessitando de algo, mas... isto é uma outra história.)

A história da festa vem de uma época muito distante quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.

A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º para o nascimento de Jesus Cristo como uma forma de atrair o interesse da população. Nenhum historiador até os dias de hoje, conseguiram provas que a data seja realmente do nascimento do Cristo, alguns acreditam que o Cristo nasceu em abril.Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção e diga-se de passagem em torno dos seus interesses. Conta a Bíblia que um anjo anunciou para Maria que ela daria a luz a Jesus, o filho de Deus. Na véspera do nascimento, o casal viajou de Nazaré para Belém, chegando na noite de Natal. Como não encontraram lugar para dormir, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura. Pastores que estavam próximos com seus rebanhos foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso. No retorno, espalharam a notícia de que havia nascido o filho de Deus. Por isso a troca de presente é tao evidenciada até nossos dias, porque simboliza os reis que vieram render homenagem ao pequenino.
Só me resta agora desejar a todos um FELIZ NATAL!
beijos

terça-feira, 8 de julho de 2008

Independência da Bahia


Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias. Então, pela sua importância, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exército na cidade e uma série de homenagens são feitas aos combatentes.
Entre todas as comemorações, a do ano de 1849 teve um convidado muito especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou a tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Exército Português, participou do desfile, já bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de homenagear as tropas das quais fez parte.
Para chegar a este dia, muita luta foi travada...
O Brasil do início do século XVIII ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independência. As províncias não suportavam mais a situação e, percebendo os privilégios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital, Pernambuco e Bahia resolveram se rebelar.
Recife deu início a uma revolução anti-colonial em 6 de março de 1817. Esta revolução tinha uma ligação com a Bahia, já que havia grupos conspiradores compostos por militares, proprietários de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes. Ao saber desta movimentação, o então governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.
O governo estava em cima dos conspiradores e, devido à violenta série de assassinatos, muito baianos resolveram desistir. Com toda esta repressão, a revolução de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da Pólvora ou presos na prisão de Aljube, onde grande personagens baianos também estavam presos.
Movimentação pela independência:
Diante das insatisfações, começaram as guerras pela independência. Os oficiais militares e civis baianos passaram a restringir a Junta Provisória do Governo da Bahia, que ditava as ordens na época, e com esta atitude foi formado um grupo conspirativo que realizou a manifestação de 3 de Novembro de 1821.
Esta manifestação exigia o fim da Junta Provisória, mas foi impedida pela "Legião Constitucional Lusitana", ordenada pelo coronel Francisco de Paula e Oliveira. Os dias se passaram e os conflitos continuavam intensos. Muitos brasileiros morreram em combate.Força portuguesa:
No dia 31 de Janeiro de 1822 a Junta Provisória foi modificada. E depois de alguns dias, chegou de Portugal um decreto que nomeava o brigadeiro português, Ignácio Luiz Madeira de Mello, o novo governador de Armas. Os oficias brasileiros não aceitavam esta imposição, pois este decreto teria que passar primeiro pela Câmara Municipal. Houve, então, forte resistência que envolveu muitos civis e militares.
Madeira de Mello não perdeu tempo e colocou as tropas portuguesas em prontidão, declarando que iria tomar posse. No dia 19 de fevereiro, os portugueses começaram a invadir quartéis, o forte São Pedro, inclusive o convento da Lapa, onde haviam alguns soldados brasileiros. Neste episódio, a abadessa Sónor Joana Angélica tentou impedir a entrada das tropas, mas acabou sendo morta.
Concluída a ocupação militar portuguesa em Salvador, Madeira de Mello fortaleceu as ligações entre a Bahia e Portugal. Assim a cidade recebeu novas tropas portuguesas e muitas famílias baianas fugiram para as cidades do recôncavo.
Contra-ataque brasileiro:
No recôncavo, houve outras lutas para a independência das cidades e o fortalecimento do exército brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.
Labatut organizou todo seu exército em duas brigadas e iniciou uma série de providências. Aos poucos o exército brasileiro veio conquistando novos territórios até chegar próximo a cidade de Salvador.
Madeira de Mello recebeu novas tropas de Portugal e pretendia fechar o cerco pela ilha de Itaparica e Barra do Paraguaçu. Esta atitude preocupava os brasileiros, mas os movimentos de defesa do território cresciam. E foi na defesa da Barra do Paraguaçu que Maria Quitéria de Jesus Medeiros se destacou, uma corajosa mulher que vestiu as fardas de soldado do batalhão de "Voluntários do Príncipe" e lutou em defesa do Brasil.
Em maio de 1823, Labatut, em uma demostração de autoridade, ordenou prisões de oficiais brasileiros, mesmo sendo avisado do erro que estava cometendo, e acabou sendo cassado do comando e preso. O coronel José Joaquim de Lima e Silva assumiu o comando geral do Exército e no dia 3 de Junho ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. Com a força da Marinha Brasileira, o coronel apertou o cerco contra a cidade de Salvador, que estava sob domínio português, restringindo o abastecimento de materiais de primeira necessidade. Diante destes fortes ataques e das necessidades que estavam passando, Madeira de Mello enviou apelos e acabou se rendendo. Com a vitória, o Exército Brasileiro entrou em Salvador consolidando a retomada da cidade e fim da ocupação portuguesa no Brasil.
Fonte: Ibahia.com.br

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Viva São João do NOrdeste


Olá a todos, o São João sempre foi uma das festas que mais me agradou no decorrer do ano, diferente do Natal, ele faz parte da nossa cultura porque é herança dos portgueses, mas as festas juninas são muito antigas, anteriores inclusive ao cristianismo e - conseqüentemente - à Igreja Católica. Suas origens estão no Egito Antigo, onde nesta época era celebrado o início da colheita, cultuando os deuses do sol e da fertilidade.
Com o domínio do Império Romano sobre os egípcios, essa tradição foi espalhada pelo continente europeu, principalmente na Espanha e em Portugal. Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Ocidente, a festa mudou para homenagear o nascimento de São João Batista, que foi quem batizou Jesus.
Por ser colônia portuguesa, o Brasil herdou o costume, principalmente no Nordeste, em que os festejos coincidem com a colheita de milho. A data passou a parte do calendário católico, seguindo o exemplo de outras comemorações de dias santos, como o nascimento de Cristo (Natal) e sua morte (Páscoa).
As chamadas festas juninas reúnem as homenagens aos principais santos reverenciados no mês de junho: Santo Antônio, São João e São Pedro. A época é marcada por brincadeiras, comidas típicas, dança e muita superstição, presentes nas simpatias juninas. É a hora de se vestir de caipira e aproveitar esta festa que é um misto de profana e religiosa.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dia de Santo Antonio


Oi Gente, aqui no Nordeste, temos uma tradição no mês de Junho que é comemorar os dias dos Santos que fazem aniversário, ou de nasciemento ou de morte, nessas datas, e a lista é pequena, começando no dia 13 de junho com o Dia de Santo Antonio, logo depois dia 24, São João e dia 27 , São Pedro, fechado o ciclo dos festejos juninos.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).
Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Dia dos Namorados


O dia dos namorados tem origem na comemoração católica do Dia de São Valentim, muitos são os países que não deixam passar a data de 14 de Fevereiro. De Portugal ao Japão, Itália e Dinamarca, Inglaterra e Estados Unidos, todos eles celebram o amor, No Brasil, a Igreja Católica decidiu não celebrar os santos, cujas origens não são claras. Isto porque há relatos de pelo menos dois Valentim, santos martirizados, diretamente relacionados com o dia 14 de Fevereiro.

As raízes deste dia remontam à Roma Antiga e à Lupercália, festa em homenagem a Juno, deusa associada à fertilidade e ao casamento. O festival consistia numa lotaria, onde os rapazes tiravam à sorte de uma caixa, o nome da moça que viria a ser a sua companheira durante a duração das festividades, normalmente um mês. A celebração decorreu durante cerca de 800 anos, em Fevereiro, até que em 496 d.c., o Papa Gelásio I decidiu instituir o dia 14 como o dia de São Valentim, para que a a celebração cristã absorvesse o paganismo da data.

O Dia dos Namorados começou a ser celebrado no século III, após a morte do sacerdote S. Valentim ( Um dos santos consagrados pela Igreja). Na época, o imperador de Roma, Cláudio II, queria que os homens se alistassem como voluntários para a guerra, mas em função da família e dos filhos, o número de alistamento era muito baixo. Somente os solteiros se dispunham a morrer em combate. Observando isso, o imperador decretou uma lei que proibia os homens de se casarem, sob pena de morte para quem descumprisse a ordem.

Os jovens namorados ficaram revoltados com a determinação de Cláudio. Além dos enamorados, o sacerdote Valentim também não concordava com a imposição do imperador romano e resolveu celebrar os casamentos clandestinamente. As cerimônias eram realizadas em salas com pouca iluminação, para não chamar atenção dos guardas romanos. Numa determinada noite, os soldados surpreenderam o sacerdote durante a celebração de um casamento. Os noivos conseguiram escapar, mas Valentim foi preso e condenado à morte.

Durante os dias, em que esteve aprisionado, vários apaixonados passavam pela janela da cela do sacerdote e jogavam flores e mensagens dizendo acreditar no poder do amor. Uma das jovens era filha do carcereiro e conseguia visitar Valentim. No dia de sua execução, o condenado agradeceu as conversas com a amiga através de uma carta, fazendo com que muitos acreditassem que ele havia se apaixonado pela moça. Essa mensagem teria iniciado a prática dos namorados trocarem mensagens de amor. A execução do sacerdote aconteceu no dia 14 de fevereiro do ano de 269, data em que passou a ser comemorado o Dia dos Namorados.

No Japão existem dois dias dos namorados. O primeiro é 14 de fevereiro, quando as mulheres dão presentes e chocolates para amigos, namorados e afins. E no dia 14 de março é a vez dos homens retribuírem o presente.
No Brasil comemoramos o Valentine's Day como dia dos Namorados, no dia 12 de junho.


terça-feira, 22 de abril de 2008

Viva o Brasil


Hoje, exatamente hoje, na manhã do dia 22 de abril de 1500, um bote cheio de marinheiros portugueses chegam às praias do sul da Bahia e assim deu-se início a história do Brasil.


"Desembarcamos logo na espaçosa parte, por onde a gente se espalhou, de ver cousas estranhas desejosa. Da terra que outro povo não pisou: porém eu com os pilotos na arenosa praia, por vermos em que parte estou, me detenho em tomar do Sol a altura e compassar a universal pintura." - Camões "Os Lusíadas", canto V, 1572


Não quero aqui, contar a história que todos já conhecem, mas fazer uma homenagem como cidadã brasileira e estudante do curso de história.



TURMA DO PRINTY
22 De Abril De 1500
(Alberto De Mattos (xuxu)


nove de março de mil e quinhentos,
Mil e quinhentos tripulantes foram com Cabral,
Desbravar os mares desafiar os ventos,
Chuvas, tempestades, temporal.
Treze caravelas saíram de Lisboa,
Todos numa boa afinal,
Iam para as Índias no descurso de Cabral,
Foi assim que deixaram Portugal.
Quem descobriu o Brasil foi Portugal,
mas foi Deus que dirigiu a caravela de Cabral,
Quem descobriu o Brasil foi Portugal,
mas foi Deus que dirigiu Cabral.
Essa data não cairá no esquecimento,
22 de abril de 1500.
Quem descobriu o Brasil foi Portugal,
mas foi Deus que dirigiu Cabral

sábado, 19 de abril de 2008

O dia do índio



Hoje também se comemora o dia do Índio, mas, nem sei o que se comemoram, como futura historiadora preciso registrar os fatos históricos que envolvem a data, porém, sinceramente não me sinto motivada em dizer que comemoramos algo neste dia, e deixo meu questionamento: o que fizemos aos índio do nosso país? e por que se comemora o dia do Índio?

Os índios foram ao longo da sua história, perseguidos e traídos pela sociedade envolvente( a nossa sociedade) e optaram por manterem-se afastados, quem os condenariam? quem não se afastaria de uma sociedade que só pensou em conquistar, destruir e tomar as terras por eles habitadas?? Se por um lado é importante ter uma data para que a sociedade brasileira comemore e reflita sobre as sociedades indígenas, por outro lado é lamentável que as atenções estejam voltadas para esses povos por apenas um dia ou uma semana. O ideal é a conscientização nacional de que o Brasil é um país pluriético e que é preciso construir um cotidiano de convivência pacífica, de respeito e aprendizado mútuo. Eu deixo aqui, registrado em poucas palavras a minha tristeza em ver o descaso de uma sociedade que deve aos índios respeito, cidadania, e principalmente, agradecimento, por fazer a diferença em nossa cultura.

domingo, 30 de março de 2008

Aniversário de Salvador


Primeira capital do Brasil, durante os anos de 1549 a 1763, Salvador comemora este mês 459 anos. Apesar de sua fundação ter se dado no dia 29 de março de 1549, os festejos se iniciam no dia 07 de março. Queima de fogos, bandas de fanfarra e uma visitação ao obelisco de dom João VI, no Jardim Suspenso do Palácio da Aclamação, às 16h, dão início às comemorações que se encerram no dia 31, com o lançamento do Festival - Pelas Mãos, pelos Toques, no Pelourinho.

Pedro Álvares Cabral atracou em terras brasileiras em 1500, mas foi somente em 1548 - quase 50 anos após a sua chegada - que o governo português atentou para a situação da Colônia. Até então, a conquista do território não havia sido efetivada e a presença portuguesa, ainda tímida, se restringia à região costeira.

Para impulsionar a colonização, o rei D. João III resolveu criar uma representação da Coroa no Brasil. O sistema serviria, entre outras coisas, para auxiliar as capitanias hereditárias, que enfrentavam dificuldades, e impedir a presença de corsários estrangeiros - principalmente franceses e espanhóis – no Brasil.

“A Coroa decidiu promover uma alteração da política colonial portuguesa, buscando, com a criação da Cidade do Salvador, impulsionar o crescimento, não só da Capitania da Bahia, mas das demais capitanias, cuja delimitação e entrega havia ocorrido cerca de 14 anos antes por todo o território”, explica o historiador e professor do departamento de história da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Dílton Araújo.

Seguindo as ordens do rei D. João III, Thomé de Sousa e cerca de mil homens - entre voluntários, marinheiros, degredados, soldados e sacerdotes - rumaram para as terras além-mar com a missão de fundar a cidade de Salvador, a cabeça da colônia do Brasil. A frota chegou às ordeiras águas do Porto da Barra em 29 de março de 1549, data que posteriormente foi adotada como da Fundação da Cidade, após muitas controvérsias entre historiadores.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Feliz Páscoa


A Páscoa não tem origem nos rituais Cristãos, como as pessoas acreditam, na verdade, a Páscoa tem origem pagã, nas tribos que adoravam a deusa da primavera - EE-ah-tra, depois Eostre. Festivais para celebrar o nascimento da primavera eram organizados em honra da entidade no final de março, tempo do equinócio de inverno no hemisfério norte. Filólogos acreditam que a palavra Eostre evoluiu em inglês para Easter e em alemão para Ostern, que significam Páscoa. Outros associam a palavra Easter com o nascer do sol no Este. A Páscoa já era celebrada pelos judeus antes mesmo do nascimento de Jesus, com outro sentido: o de liberdade, após anos de escravidão no Egito.Para nossa civilização cristã, "Páscoa" tem origem hebraica (Pessach) e significa passagem pois celebra o renascimento de Jesus Cristo e sua ascensão ao céu, dois dias depois da morte na cruz (sexta-feira santa).
Aproveito a oportunidade e desejo a todos meus amigos e visitante uma Páscoa cheia de PAZ, AMOR E HARMONIA, que Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O Carnaval


A maioria das pessoas acreditam que o Carnaval é uma festa popular brasileira, mas essa festa tem sua origem na Antiguidade.
O Carnaval originário tem início nos cultos agrários da Grécia, de 605 a 527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e produtividade do solo.
O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape. É nessa época que sexo e bebidas se fazem presentes na festa.
Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Acredita-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles, etc.
O Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água nos outros. O primeiro registro de baile é de 1840.
Em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. No início século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam pela cidade durante o Carnaval. A primeira escola de samba foi fundada em 1928 no bairro do Estácio e se chamava Deixa Falar. A partir de então, outras foram surgindo até chegarmos à grande festa que vemos hoje.
Apoveitando a oportunidade, desejo a todos um Feliz Carnaval e um bom feriado.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Revolução Farroupilha

Hoje, dia 20 de setembro, o estado do Rio Grande do Sul comemora a Revolução Farroupilha. a Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos, recebeu seu nome dos pobres esfarrapados que compunham a maioria da tropa insurgente, embora fosse liderada pelos estancieiros (fazendeiros de gado do Sul do país). Reivindicavam maior autonomia provincial e a redução dos altos impostos que incidiam sobre o charque (carne-seca) gaúcho. Os estancieiros não tinham condições de competir em situação de igualdade com o charque platino, produzido com mão-de-obra assalariada, mais eficiente e produtiva que o caro braço escravo usado nas estâncias gaúchas. Outros produtos, como o gado e seus subprodutos, como couro e sebo, destinados a outras províncias, enfrentavam obstáculos semelhantes.
A Revolução Farroupilha teve início em 1835, quando Bento Gonçalves, filho de um rico proprietário de terras no Rio Grande do Sul, tomou a cidade de Porto Alegre, depondo o presidente da província. No Ano seguinte, os revoltosos proclamaram a República Rio-Grandense, com sede na Vila Piratini. Logo a revolta alastrou-se pelo sul do país, atingindo Santa Catarina, onde foi proclamada a República Juliana, com o auxílio de Davi Canabarro e Giuseppe Garibaldi, líder revolucionário italiano que participou ativamente do movimento. Eles fizeram a diferença em nosso país e durante o Segundo Reiando, a rebelião entrou em declínio, especialmente diante da repressão empreendida pelo governo central, comandada pelo barão de Caxias. Diante de sucessivas derrotas, os revoltosos assinaram, em 1845, um acordo chamado Paz de Ponche Verde, que garantia anistia geral aos revoltosos, incorporação dos oficiais farroupilhas ao exército imperial, devolução das terras ocupadas aos antigos proprietários, taxação de 25% sobre o charque platino e libertação dos escravos que lutaram na revolução. Fez também parte do acordo de paz a encampação das dívidas contraídas pelos governos criados pelos revolucionários.