sábado, 6 de setembro de 2008

História da televisão

Aparelho de Tv de 1934
A necessidade de representar fatos e sentimentos através das imagens acompanha o homem desde a história da civilização. No passado, esses registros eram feitos nas cavernas, representando as emoções e vivências do dia-a-dia, como por exemplo, as caçadas. Na história da televisão não poderia ser diferente, uma vez que invadiu os lares com tamanha força e poder da realidade, manipulando opiniões e modificando o comportamento da sociedade.
A história da televisão deve-se a grandes matemáticos e físicos, pertencentes às ciências exatas que entregaram para as ciências humanas um grande e poderoso veículo. Desde o início do século XIX, os cientistas estavam preocupados com a transmissão de imagens a distância e foi com o invento de Alexander Bain, em 1842, que obteve-se a transmissão telegráfica de uma imagem (fac-símile), atualmente conhecido como fax. Em 1892, Julius Elster e Hans Getiel inventaram a célula fotoelétrica e em 1906, Arbwehnelt desenvolveu um sistema de televisão através de raios catódicos (empregava a exploração mecânica de espelhos somada ao tubo de raios catódicos). Mas em 1920, o inglês John Logie Baird realizou as verdadeiras transmissões. Preparou-se durante seis anos, exibindo seus estudos para a comunidade científica em Londres no Royal Institution e sendo logo contratado pela BBC para transmissões experimentais. A primeira emissão oficial de televisão aconteceu na Alemanha, em 1935, e em novembro do mesmo ano, na França. Em 1936, inaugurou o funcionamento regular da BBC, em Londres. Em 1939, nos Estados Unidos, a NBC inicia suas transmissões. Neste mesmo ano acontece no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira transmissão de televisão em circuito fechado, de que se tem conhecimento.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

História do Brasil


Na revista Klepsidra, encontrei um artigo muito interessante sobre milícias negras no Brasil. Lá no site da Revista podemos ler o artigo na íntegra, quem quiser conferir é só acessar: http://www.klepsidra.net/novaklepsidra.html


Um pedacinho do resumo que eu encontrei lá:


Francis Albert Cotta, em seu artigo Milícias negras na América Portuguesa: defesa territorial, manutenção da ordem e mobilidade social apresenta o surgimento e o crescimento da importância da participação militar de negros e mulatos nas guerras travadas por Portugal no mundo atlântico para depois de debruçar na atuação das milícias negras na região das Minas Gerais. O autor mostra como as parcelas menos favorecidas da população se inseriam nos corpos militares objetivando a ascensão social ou a resistência ao escravismo reinante, bem como as próprias estratégias militares do período foram transformadas pelas experiências prévias dos novos soldados africanos.

Cem cordéis, dois livros


Estava navegando pelo site da Biblioteca NAcinal e vi esta notícia interessante:

Serão lançados este mês os livros da coleção "100 Cordéis Históricos Segundo a Academia Brasileira de Literatura de Cordel". Com 13 mil títulos em seu acervo, a instituição selecionou 41 cordelistas, principalmente do fim século XIX ao século XX, e, com apoio da Petrobras, publicou os textos escolhidos em uma caixa com dois livros, totalizando 568 páginas.
O lançamento está marcado para o dia 9 de setembro. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel fica na R. Leopoldo Fróes, 37 em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Mais informações pelo telefone (21) 2232-4801. Na página da Academia é possível solicitar a reserva dos livros.
http://www.ablc.com.br/

sábado, 30 de agosto de 2008

Revista - ArtCultura


ArtCultura: Revista de História, Cultura e Arte é uma publicação semestral do Instituto de História, vinculada ao Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Uberlândia. Fomenta o diálogo interdisciplinar entre História, as Artes e a Cultura em geral. Seus eixos de interesse se apóiam nas relações entre História e distintos campos de produção cultural, como cinema, teatro, literatura, música, artes visuais, arquitetura e demais áreas das humanidades.
Como adquiri:
EDUFU – Editora da Universidade Federal de Uberlândia Av. João Naves de Ávila, 2121, Campus Santa Mônica, Bloco A – Sala 1A-01Uberlândia - Minas GeraisCEP: 38400-902 http://www.edufu.ufu.br/mailto:artcultura@inhis.ufu.br

Parabéns


A professora e historiadora Marieta Pinheiro de Carvalho, 31 anos, foi a vencedora do Prêmio D. João VI, entregue em Julho, em cerimônia solene no Palácio da Cidade, em Botafogo, no Rio de Janeiro.Doutoranda em História pela UERJ, a professora recebeu um cheque no valor de R$ 50 mil e terá seu trabalho Uma idéia ilustrada de cidade: as transformações urbanas no Rio de Janeiro de D. João VI (1808-1821) transformado em livro que será publicado até novembro.O trabalho de pesquisa foi todo concentrado no aspecto urbanístico e mostra que o Rio de Janeiro não era o que a Coroa Portuguesa esperava quando aqui chegou, uma cidade planejada e racional, mas sim, uma cidade com feição colonial e explica como a influência européia transformou o Rio em uma cidade imperial, além de ter sido a única cidade do mundo transformada em capital de um império europeu abaixo dos trópicos.
O Prêmio D. João VI de Pesquisa foi criado em 2007 pela prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal das Culturas, com o objetivo de premiar a melhor monografia sobre o impacto urbano na cidade a partir da chegada da Família Real.

África, ontem e hoje


No Rio de Janeiro, curso gratuito sobre o continente africano

A partir do dia 4 de setembro, o Centro Cultural José Bonifácio sedia o curso 'África: ontem e hoje'. As aulas acontecerão das 19h às 21h e são gratuitas. Mais informações pelo telefone: (21) 22337754.


Confira a programação:
Aula 1: Geografia e história da África

As grandes migrações no interior do continente e as alterações no quadro geográfico. As sociedades africanas no mapa colonial e a descolonização. A aula tem como objetivo apresentar um panorama geral sobre a África.

Aula 2 e 3: Escravidão na África pré-colonial

A aula está prevista para se apresentada em duas partes. Na primeira parte será feito um balanço historiográfico sobre a escravidão na África analisando textos clássicos sobre o tema (Meillassoux, Miers&Kopitoff, Lovejoy). Na segunda parte serão apresentados alguns casos concretos, dando como exemplo a escravidão nos grandes reinos africanos, nas áreas de expansão islâmica e em sociedades descentralizadas.

AULA 4: O islã na África ocidental

Como o Islã foi um fator importante no desenvolvimento do comércio transaariano e mais tarde será usado como elemento integrador para os movimentos de resistência contra a colonização européia.

AULA 5: África Atlântica

A aula pretende apresentar uma visão panorâmica da História da África a partir do século no início do século XX, sobre as regiões cujas populações, durante séculos de contato e transferência forçada pelo tráfico transoceânico de escravos, se constituíram como elementos formadores da sociedade brasileira. Pretende-se ainda focalizar as mudanças que se desenvolvem a partir das novas formas de inserção do continente africano no cenário mundial.

AULA 6: Relíquias da África Central no congado de Minas Gerais

A aula visa a aprofundar a discussão historiográfica sobre a construção da memória afro-brasileira a partir de objetos da África Central do fim do século XIX e início do XX com funções ritualísticas no congado de Minas Gerais. Essa discussão permite pensar as fontes orais e iconográficas como as grandes aliadas para o estudo da História da África e Brasil

AULA 7: Os retornados do Benim, Togo, Nigéria e Gana: Agudás e Tabons

Trata do chamado "retorno" de escravos libertos à África e da formação das comunidades Agudás (nos atuais Benim, Togo e Nigéria) e Tabom (em Gana), ao longo dos séculos XIX e XX. Esses movimentos migratórios de ida e vinda através do Atlântico durante e posteriormente o fim do tráfico de escravos constituíram um complexo processo de construção de novas identidades sociais nesses países africanos, de modo a permitir que os retornados superassem o estigma da escravidão e se integrassem - como cidadãos de pleno direito nas sociedades que os haviam excluído anteriormente. Nesta aula são tratados dois aspectos da questão: o surgimento dessas identidades no passado; e o modo como hoje seus integrantes atuam de modo organizado e diferenciado em diversos campos da vida social.

AULA 8: O colonialismo e as independências na África

Os diferentes tipos de colonização e tipos de luta pró-independência/ libertação serão analisados, utilizando conceitos como descolonização/ libertação, novo princípio da ocupação. Trataremos ainda do racismo como ideologia orgânica do colonialismo e dos partidos políticos e movimentos de libertação no pós-guerra.

AULA 9: A construção da idéia de África: representações do continente "negro"Crise e renovação da historiografia africana". História imperial: mitos de um continente sem História. Independências africanas e construção de uma nova historiografia.

AULA 10: África no cenário político e econômico internacional. Estadismo, privatização e crise geral do estadoUm panorama geral dos espaços econômicos africanos será apresentado e analisado. Analisaremos a noção de desenvolvimento do subdesenvolvimento e a situação de crise do estado na África.

AULA 11: Somália, Ruanda e Libéria - "Nações sem Estado, Estados sem nações"

A análise entre as semelhanças e as diferenças entre as histórias pós-independência desses três países nos guiam para uma série de reflexões sobre a "construção" dos Estados e a possível relação entre "Estados fracos", ou "quase-Estados" , guerras civis, insegurança, desequilíbrio regional e a necessidade - ou não - de intervenções externas. O objetivo é apresentar essas histórias e identificar elementos sociais, políticos e econômicos que levaram as instituições desses países à ruína e como se deram as respostas internas e externas, bem como suas conseqüências.

AULA 12: Dinâmicas africanas em contexto de desenvolvimento. Dois exemplos: Benin e São Tomé e Príncipe

Nesta aula, serão apresentados e analisados projetos de desenvolvimento e a atuação dos técnicos de ONGs na região de Abomé (Benim) e nos antigos latifúndios de São Tomé e Príncipe. Analisaremos esses estudos de caso à luz das problemáticas atuais do continente.

Patrimônio em perigo


Um incêndio que destruiu a Igreja Nossa Senhora Aparecida, primeiro templo de Brasília, erguido em 1956 pelos nordestinos que construíram a cidade. Na época, o governo do Distrito Federal prometia erguer, no lugar, uma réplica fiel da construção.

Promessa cumprida. Depois de sete meses e 250 mil reais investidos na reconstrução, ficou de pé, em julho, a nova versão da igreja, na mesma praça da Vila Metropolitana. Todo mundo satisfeito? Nem tanto. O poder público parece ter se inspirado na arte de copiar o original, e manteve também inalterado o pouco caso com que trata desse patrimônio. Quem diz é Glorinha Bonfim, ativista que denunciou o incêndio do ano passado e continua na luta pela preservação da igreja: “Não há nenhum programa que se possa divulgar. Sei apenas de ações isoladas de alguns interessados”.Preocupante mesmo é ouvir queixas quanto ao desinteresse do governo da boca de seu próprio representante. José Carlos Coutinho, diretor do Departamento de Patrimônio Histórico e Artístico do Distrito Federal (DePHA), diz que a reconstrução da igreja “poderia ter acabado antes se não fosse a burocracia” e, pior, que este não é um caso isolado. “Todo o patrimônio de Brasília está ameaçado.
Até a Praça dos Três Poderes está sujeita a essa situação”, afirma Coutinho. Ele reclama que faltam recursos e pessoal para que o órgão cumpra sua função de “manter constante vigilância”. E lamenta: “A cultura não é e nunca foi prioridade de nenhum governo. O que podemos fazer é não esmorecer e continuar lutando com os recursos que temos”.O desanimador discurso oficial pode ajudar a entender o que houve com a Igreja Nossa Senhora Aparecida. Como preservar “não é prioridade”, deixa-se ruir e depois faz-se uma obra para botar uma réplica no lugar. Quem sabe, em breve, estaremos aqui reivindicando a réplica da réplica.